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Flavia Alemi

Flavia Alemi

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pela FIA. Trabalhou na Agência Estado/Broadcast e na S&P Global Platts.

Balanço

Nubank (NUBR33) registra prejuízo menor do que o esperado no 1T22, mas inadimplência dispara. Veja os destaques do balanço

Índice de inadimplência acima de 90 dias do Nubank aumentou 0,7 ponto percentual na passagem do 4T21 para o 1T22

Flavia Alemi
Flavia Alemi
16 de maio de 2022
18:30 - atualizado às 21:08
Cartões Nubank
Imagem: Divulgação

O Nubank (NUBR3) registrou prejuízo líquido de US$ 45,1 milhões no primeiro trimestre, o que representa uma melhoria de 9% em relação ao mesmo período do ano passado.

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O número veio melhor do que o estimado por analistas ouvidos pela FactSet, que esperavam prejuízo de US$ 77 milhões no período.

Já no cálculo ajustado por despesas relacionadas à remuneração baseada em ações e pelos efeitos tributários aplicáveis, o Nubank obteve lucro de US$ 10,1 milhões. Isso significa uma reversão do prejuízo de US$ 11,9 milhões registrado no 1T21.

O número de clientes do Nubank cresceu no Brasil, no México e na Colômbia, totalizando 59,6 milhões no 1T22. Por aqui, merece destaque o aumento de 167% na base de clientes pequenas e médias empresas, que mais que dobrou na comparação anual.

As ações da empresa, listadas na Nyse, encerraram as negociações no after-market em alta de 5,52%, cotadas a US$ 4,59. O Nubank realizou teleconferência de resultados com analistas menos de uma hora depois da publicação dos resultados.

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Inadimplência dispara

O índice de inadimplência acima de 90 dias do Nubank aumentou 0,7 ponto percentual do quarto trimestre de 2021 para primeiro trimestre de 2022, passando para 4,2%.

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Vale lembrar que o Itaú BBA estimava que o índice de inadimplência do Nubank subiria 0,6 ponto percentual, para 4,1%, enquanto o Goldman Sachs vislumbrava crescimento mais modesto, para 3,8%.

O Nubank ressalta que, ajustando a inadimplência pela sazonalidade e pelo mix de produtos, o índice teria subido apenas 0,3 ponto percentual.

Chama atenção, ainda, a inadimplência entre 15 e 90 dias, que subiu 1,10 ponto percentual, para 3,7%. De acordo com o Nubank, se ajustado pela sazonalidade e mix de produtos, esse índice teria permanecido inalterado.

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Ao mesmo tempo, as provisões para perdas de crédito aumentaram 35% em relação ao quarto trimestre e atingiram US$ 921 milhões. O Nubank afirma que a alta foi fruto, principalmente, do crescimento de 80% da carteira de crédito ao consumidor.

Receita do Nubank bate recorde

No primeiro trimestre, a receita do Nubank atingiu um recorde de US$ 877,2 milhões, um salto de 258% na comparação com o mesmo período de 2021. Em relação ao quarto trimestre de 2021, o aumento foi de 38%.

Os números mostram que a receita de juros sobre instrumentos financeiros teve grande participação no aumento das receitas totais, somando US$ 619,4 milhões.

A cifra é 387% maior que o registrado no primeiro trimestre de 2021 e se deve, principalmente, ao crescimento da receita de juros da carteira de crédito ao consumidor, que é composta por empréstimos pessoais e cartões de crédito.

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Nubank: crescimento via M&A

Durante a teleconferência com analistas, realizada logo depois da divulgação dos resultados, o diretor financeiro do Nubank, Guilherme Lago, ressaltou a importância dos US$ 2,8 bilhões captados na oferta pública (IPO).

Segundo Lago, a fintech está bem capitalizada para não apenas navegar pelo difícil cenário atual, mas também para buscar oportunidades em fusões e aquisições (M&A).

Há cerca de um ano, o Nubank finalizou a compra da corretora Easynvest, que depois mudou o nome para Nu Invest.

Vélez minimiza temores com fim do lock-up

O presidente do Nubank, David Vélez, aproveitou a teleconferência para minimizar as preocupações com o fim do período de lock-up, que acaba oficialmente amanhã (17).

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"Eles [os investidores] têm nos falado que não têm nenhum interesse em vender ações no curto prazo. Eu pessoalmente também vendo zero ações do Nubank", disse Vélez a analistas.

O lock-up, para quem não sabe, é uma cláusula contratual que determina um período no qual os investidores não podem vender as ações de uma empresa.

Com o fim da restrição, diretores e membros do conselho de administração estarão livres para vender os papéis do Nubank. Vale lembrar que a regra não incluía os clientes que receberam o "pedacinho" do Nubank no programa NuSócios.

A antecipação do fim do lock-up gerou especulações de que haveria uma enxurrada de ações do Nubank, o que poderia reduzir ainda mais os preço dos papéis.

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