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Analista comenta a disparada do minério de ferro na China e conta se existe alguma relação com a guerra e os fatores que levaram à valorização
O dia começou no vermelho para as principais bolsas no exterior. O fracasso da nova negociação de cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia injetou cautela nos mercados, mas a alta das commodities, em especial do minério de ferro, consegue limitar as perdas do índice brasileiro nesta segunda-feira (07).
Mais cedo, o minério de ferro fechou a sessão na Ásia em alta de 5,67% em Qingdao, na China, sendo negociado a US$ 161,65 por tonelada. Desde o início do ano, a commodity acumula alta de 26,70%, quando valia cerca de US$ 127.
Não é de hoje que o principal comprador do mundo consegue controlar as cotações do minério de ferro. A China reduziu a produção de aço durante os jogos de inverno, visando controlar a poluição local gerada pela atividade.
Mas não foi somente isso. A principal commodity metálica do mundo também está no radar dos analistas, que esperam a retomada da economia após a pandemia de covid-19.
Enquanto grandes economias lidam com o descontrole da inflação, na China temos essa vertente mais controlada e até indo em direção oposta. O país já vem trabalhando em uma política expansionista que beneficia investimento e com isso aquece sua economia, como explica Rodrigo Barreto, analista de investimentos da Necton.
“A China é o maior consumidor de cimento do mundo, e isso puxa outros materiais do setor de construção, como o vergalhão de aço”.
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Confira as maiores altas do pregão de hoje:
| ATIVO | Nome | Ult | Var |
| BRAP4 | BRADESPAR PN N1 | R$ 35,76 | 3,86% |
| VALE3 | VALE ON NM | R$ 105,71 | 3,67% |
| CSNA3 | SID NACIONALON | R$ 30,04 | 3,59% |
| RAIL3 | RUMO S.A. ON NM | R$ 15,67 | 2,75% |
| CMIN3 | CSNMINERACAOON N2 | R$ 6,90 | 2,37% |
| MRFG3 | MARFRIG ON NM | R$ 21,40 | 2,10% |
| SUZB3 | SUZANO S.A. ON NM | R$ 58,39 | 1,85% |
| BEEF3 | MINERVA ON NM | R$ 11,11 | 1,37% |
| GGBR4 | GERDAU PN N1 | R$ 29,78 | 1,29% |
| GOAU4 | GERDAU MET PN N1 | R$ 11,97 | 1,18% |
Os investidores podem relacionar a alta do minério de ferro com a guerra em curso? A resposta é não.
Para Barreto, a situação se deve principalmente a fatores estruturais e teve menos influência do conflito entre Rússia e Ucrânia.
“A China não tomou partido e ainda não sofreu sanções econômicas, mesmo sendo aliada da Rússia, mas a conexão entre a alta do minério e a guerra é difícil e distante”, comenta o analista da Necton.
“A China segue neste conflito sem brigas com o ocidente e demais parceiros comerciais, mesmo sendo um aliado da Rússia. Vejo que a frase 'negócio da china' pode esta se desenhando, visto que ela pode ser a solução de vários problemas das sanções sofridas pelo Rússia, sendo assim um belo negócio ajudar o país e manter demais negócios em curso". Em resumo, a China deve ficar mais forte, comenta o analista da Necton.
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