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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

EFEITOS DA GUERRA

Invasão da Rússia à Ucrânia faz gás natural disparar na Europa e bolsa de Moscou despencar mais de 34%; entenda

Com o aumento da aversão ao risco, poucos ativos se salvaram das fortes perdas de hoje. Ao contrário da maior parte das commodities, o gás natural TTF, negociado o mercado holandês, escalava com força nesta manhã

Camille Lima
Camille Lima
24 de fevereiro de 2022
10:52 - atualizado às 11:56
Rússia e Ucrânia
Aeroporto militar de Chuguyev, em Kharkiv, na Ucrânia, no dia do ataque - Imagem: Aris Messinis/AFP

A madrugada desta quinta-feira (24) pode ser resumida em um só som: o de bombardeios. O maior medo do mercado se tornou realidade — e os efeitos da invasão da Rússia à Ucrânia atingiram em cheio a bolsa de valores russa.

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A autorização para o ataque russo veio do presidente do país, Vladimir Putin, no auge da 1h da manhã (horário de Brasília), que anunciou permitir uma “ação militar especial” do exército na região leste da Ucrânia.

A ofensa militar já gerou diversas vítimas no mercado de capitais. A Bolsa de Moscou abriu às 4h (no horário de Brasília), e não demorou para que as perdas viessem com força.

Por volta das 6h20 (de Brasília), o MOEX, principal índice da bolsa russa, chegou a cair quase 30%. No momento de atualização desta notícia, o indicador despencava 35,01%, a 2.004,73 rublos (com base na cotação atual, cerca de R$ 120,28).

Já o RTSI, índice constituído pelas 50 maiores ações do país, recuava 39,83% no mesmo horário, a US$ 738,08.

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A bolsa anunciou que vai suspender as negociações em todos os seus mercados “até novo aviso”.

Leia Também

Com a piora da aversão ao risco, as bolsas internacionais sofreram o mesmo destino, e nem mesmo os mercados de criptomoedas conseguiram se salvar da maré vermelha trazida pelo governo russo.

Os poucos sobreviventes

Nesta manhã, são poucos os ativos que escapam da onda de negatividade dos mercados. As commodities energéticas, como o petróleo e o gás natural, porém, remaram com determinação contra a maré e entraram em disparada.

O gás natural viu seus preços avançarem rapidamente e com firmeza na Europa. Por volta das 11h50, os contratos da commodity TTF (Title Transfer Facility) para entrega em março subiam 19,36% no mercado holandês, negociados a 106,100 euros por megawatt-hora (MWh).

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Vale lembrar que o gás não ultrapassava os 100 euros desde o começo de janeiro. No fim do ano passado, a commodity atingiu o recorde de 180 euros por MWh.

Já os futuros do petróleo do tipo Brent, referência internacional, para maio atingiram o patamar de 100 dólares nesta manhã pela primeira vez em sete anos. No mesmo horário, os preços escalavam 5,90%, negociados a US$ 99,60 o barril.

Como está a situação agora

Nesta madrugada, a Ucrânia viu os arredores da capital Kiev, Odessa, Kharkiv e Mariupol sob bombardeio. De acordo com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, a operação militar era necessária para proteger civis no leste da Ucrânia.

O Ministro de Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, afirmou que Putin deu início a uma invasão completa da Ucrânia, atacando até mesmo cidades pacíficas.

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Segundo informações de autoridades da Ucrânia, pelo menos 50 russos foram mortos durante a ofensiva russa e seis aviões teriam sido destruídos no leste do país, além da morte de 40 soldados ucranianos.

Até então, não foi divulgado o número oficial de mortes.

Agora, pelo menos 16 regiões da Ucrânia estão sob ataque da segunda onda de mísseis russa, segundo o assessor próximo do presidente Volodymyr Zelensky, presidente do país.

Além disso, as autoridades ucranianas afirmaram que Zelensky autorizou os cidadãos a utilizarem armas para defender o país.

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