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FECHAMENTO DO DIA

Ibovespa recua 1,6% e perde os 110 mil pontos na esteira da queda das commodities; dólar sobe forte e vai a R$ 5,12

Veja tudo o que movimentou os mercados nesta segunda-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa

Selo Mercados Urso Baixa
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Não é só na filosofia que tudo que é sólido desmancha no ar. No mercado financeiro, por exemplo, a dureza do minério de ferro e a consistência do petróleo não impediram que as cotações das duas commodities derretessem nesta segunda-feira (14) e derrubassem também o Ibovespa.

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O mau desempenho das empresas que trabalham com as duas matérias-primas — e, como é o caso de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4), têm um grande peso na carteira — e levou o principal índice acionário da B3 a inverter o sinal logo após a abertura.

Ao longo do dia, o novo adiamento das negociações de cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia e a virada para o vermelho também no exterior pioraram o cenário. Em Wall Street, pesaram tanto a guerra, quanto a política monetária — a nova decisão do Federal Reserve (Fed) deve ser anunciada na quarta-feira (16). 

Com isso, o Ibovespa aprofundou as quedas e, no primeiro dia de volta com o fechamento de volta ao horário das 17h, recuou 1,60%, aos 109.928 pontos.

Já o dólar seguiu a trajetória oposta. A moeda norte-americana chegou a ficar abaixo dos R$ 5,04 durante a manhã, mas virou o jogo e registrou forte alta de 1,30%, a R$ 5,12. Confira também como operou o mercado de juros:

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  • DI Jan/23: 13,275% (13,152% anterior);
  • DI Jan/25: 12,68% (12,443% anterior);
  • DI Jan/26: 12,490 (12,390% anterior);
  • DI Jan/27: 12,50% (12,211% anterior).
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Dia de commodities em foco no Ibovespa

Com as maiores empresas do Ibovespa relacionadas ao petróleo e minério de ferro, o foco do dia foi o tombo das duas commodities.

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O barril do Brent, utilizado como referência internacional, recuou 5,88%, negociado a US$ 106,04. Vale lembrar que a queda ocorreu pouco menos de uma semana depois que o petróleo atingiu os US$ 130 por barril.

A queda do minério de ferro foi ainda mais acentuada: a matéria-prima do aço recuou 7,33%, para os US$ 143,70 a tonelada, no porto de Qingdao, na China. 

Além da aversão geral ao risco, também atrapalhou a commodity uma notícia vinda de um de seus maiores mercados, a China. O gigante asiático colocou a região de Shenzhen inteira em lockdown para tentar conter um surto de covid-19 na região.

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Vale lembrar que, apesar do desempenho de hoje, tanto o petróleo quanto o minério de ferro ainda se encontram em patamares superiores aos registrados antes do início do conflito no leste europeu.

Ainda assim, as ações ligadas às duas matérias-primas sofreram com o cenário e dominam a tabela de maiores baixas do dia. Veja abaixo:

TICKEREMPRESAPREÇOVARIAÇÃO
MGLU3Magazine Luiza ONR$ 5,11-6,33%
CMIN3CSN Mineração ONR$ 6,04-6,21%
CSNA3CSN ONR$ 24,37-5,84%
PRIO3PetroRio ONR$ 23,56-5,42%
VALE3Vale ONR$ 91,60-5,36%

Confira também as maiores altas:

TICKEREMPRESAPREÇOVARIAÇÃO
JHSF3JHSF ONR$ 5,116,24%
SANB11Santander BR UNITR$ 33,744,36%
ITUB4Itaú Unibanco PNR$ 42,431,41%
SBSP3Sabesp ONR$ 25,191,41%
PCAR3GPA ONR$ 22,431,31%

Ameaças de greve dos caminhoneiros

Também permanece no radar do mercado e do Ibovespa uma possível greve dos caminhoneiros em virtude da alta do preço dos combustíveis. Mesmo com as tentativas do governo, o diesel deve subir cerca de R$ 0,60.

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Durante o final de semana, algumas paralisações pontuais de poucos caminhoneiros chegaram a gerar preocupações, mas foram ativamente desfeitas pelos próprios profissionais.

De acordo com o líder da greve anterior, Wallace Landim “Chorão”, presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), não há um consenso na categoria para uma paralisação.

Bolsas à espera da 'Super Quarta'

A digestão do conflito entre Rússia e Ucrânia deve perder espaço no noticiário nos próximos dias. A "Super Quarta", como é chamado o dia em que tanto o Federal Reserve quanto o Banco Central do Brasil divulgam suas decisões de política monetária, ocorre nesta semana.

Nos Estados Unidos, além da pandemia e da alta da inflação, ainda existe a questão da guerra na Ucrânia, que pode fazer com que o presidente do Fed, Jerome Powell, seja mais brando no aperto econômico do que o necessário.

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O que esperar do Federal Reserve

É preciso lembrar que a inflação nos EUA vem renovando máximas e já é a maior em 40 anos. Dessa forma, os analistas internacionais esperam que o Fed suba os juros em 0,25 pontos-base, de acordo com o consenso do mercado. 

Mas, embora esteja precificada a alta de 0,25 ponto percentual (pp) da taxa de juros, o BC dos EUA terá a difícil missão de decidir se mantém o pé no acelerador do aperto monetário ou se será necessário frear para não lançar a economia norte-americana numa recessão. 

O que esperar do Banco Central do Brasil

Já em terras brasileiras o cenário é um pouco diferente. A alta do petróleo e dos combustíveis, a inflação — que registrou novo recorde em fevereiro deste ano — e a perspectiva de uma eleição turbulenta em outubro formam o terreno perfeito para que a decisão do Copom seja mais pesada do que o esperado. 

É verdade que o BC tem exercido sua autonomia, elevando os juros sempre que necessário. Contudo, nunca de maneira a surpreender o mercado. 

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Mas vale lembrar que sempre existe uma perspectiva de que a Selic suba além do consenso. Para esta reunião, os juros básicos devem sair de 10,75% para 11,75%, uma alta de 1 ponto-base — uma redução em relação às elevações anteriores.

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