Ibovespa cai mais de 1% com temor de um aperto monetário mais duro em todo o mundo; dólar recua a R$ 4,69
Inflação alta nos Estados Unidos, na China e no Brasil preocupa, e o Ibovespa não conseguiu desviar do cenário externo deteriorado

Não é só o Banco Central brasileiro que está preocupado com a inflação alta persistente. Antes mesmo da divulgação dos dados oficiais, que só serão conhecidos amanhã, a Casa Branca já antecipou que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) terá uma “alta extraordinária”.
Para o governo americano, Vladimir Putin é o homem a ser culpado pelo pico de alta, mas o mercado não está olhando para o leste europeu em busca de vilões. Se, antes mesmo de conhecer os números de março, o Federal Reserve já se mostrava disposto a acelerar o ritmo do aperto monetário, os investidores temem o que pode ocorrer caso a situação se deteriore ainda mais.
Más notícias também chegam da China. A alta dos preços atingiu a marca de 1,5% em março, acima do esperado pelos analistas. O país, que tem o maior mercado consumidor do mundo e ainda sofre com restrições impostas pela pandemia da covid-19, aumenta os temores de uma desaceleração econômica global, o que levou as commodities a fecharem em forte queda nesta segunda-feira (11) – o minério de ferro recuou mais de 2%, enquanto o petróleo do tipo Brent, utilizado de referência, caiu 4%.
Isso sem falar que a guerra continua, e a pressão inflacionária pode se estender para os próximos meses. Em Nova York, a curva de juros voltou a operar em alta, pressionando o Nasdaq, que perdeu 2,18%, e os demais índices em Wall Street. O Dow Jones recuou 1,19%, e o S&P500 caiu 1,68%.
Com as bolsas globais no vermelho e as commodities em queda, o Ibovespa teve pouco espaço para tentar nadar contra a maré e encerrou o dia nas mínimas, em queda de 1,16%, aos 116.952,85 pontos.
A inflação brasileira, divulgada no fim da semana passada, também foi pauta. Com o BC oficialmente preocupado com o número, crescem as apostas de que a Selic terminará o ano acima dos 12,75%. A curva de juros brasileira operou em forte alta, mas o dólar à vista caiu 0,39%, a R$ 4,6904, de olho no cenário positivo para investimento estrangeiro no país.
Leia Também
- MUDANÇAS NO IR 2022: baixe o guia gratuito sobre o Imposto de Renda deste ano e evite problemas com a Receita Federal; basta clicar aqui
E agora, Roberto?
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, proferiu uma palestra no evento da Arko Advice com o TC, em que falou sobre a perspectiva de inflação e juros para o Brasil.
Campos Neto ressaltou que os núcleos de inflação estão surpreendendo em todos os países e que o momento de alta dos preços é global. No entanto, ele pondera que a queda do dólar por aqui ainda não se refletiu em um arrefecimento do índice oficial de preços, o IPCA.
"Estamos analisando surpresas no IPCA e vamos ver se muda algo na tendência", comentou o chefe do Banco Central.
O grande vilão da inflação dos últimos meses foi o preço dos combustíveis, e Campos Neto atribuiu essa forte alta ao repasse do avanço do petróleo às bombas de gasolina.
Dessa maneira, o presidente do BC afirmou que a autoridade monetária "está aberta para reanalisar a política monetária". "Alta nos juros que já fizemos terá impacto nos próximos trimestres". Confira o fechamento dos principais vencimentos dos contratos de DI:
| CÓDIGO | NOME | ULT | FEC |
| DI1F23 | DI jan/23 | 13,10% | 12,94% |
| DI1F25 | DI Jan/25 | 11,98% | 11,81% |
| DI1F26 | DI Jan/26 | 11,72% | 11,61% |
| DI1F27 | DI Jan/27 | 11,65% | 11,56% |
Sobe e desce do Ibovespa
A notícia de que a J&F, da família Batista, pretende apresentar uma proposta para comprar as fatias pertencentes a Petrobras e Novonor na Braskem (BRKM5) impulsionou as ações da petroquímica nesta segunda-feira. Na semana passada, a informação de que a Novonor estaria estudando alternativas no mercado privado já havia mexido com os papéis.
A Braskem, no entanto, nega que as conversas tenham avançado. Segundo nota emitida na manhã de hoje, a empresa consultou os seus acionistas, que negaram avanço nas negociações. Confira as maiores altas do dia:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| BRKM5 | Braskem PNA | R$ 44,97 | 1,88% |
| ABEV3 | Ambev ON | R$ 15,20 | 1,81% |
| CIEL3 | Cielo ON | R$ 3,47 | 1,46% |
| ENBR3 | Energias do Brasil ON | R$ 22,31 | 1,46% |
| CRFB3 | Carrefour Brasil ON | R$ 23,56 | 1,12% |
Sem destaques no noticiário, BRF teve uma queda puxada por uma realização dos lucros recentes. Os papéis da B3 repercutiram os dados operacionais divulgados pela companhia.
Setorialmente, as empresas de varejo e tecnologia tiveram um pregão de fortes perdas, apoiadas na perspectiva de inflação mais alta e juros ainda mais elevados. Confira também as maiores quedas:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| BRFS3 | BRF ON | R$ 16,20 | -7,11% |
| COGN3 | Cogna ON | R$ 2,67 | -5,65% |
| WEGE3 | Weg ON | R$ 32,55 | -4,66% |
| B3SA3 | B3 ON | R$ 14,88 | -4,62% |
| SOMA3 | Grupo Soma | R$ 13,43 | -3,93% |
A RAZÃO DA QUEDA
A derrocada da bolsa: estudo mostra que crises globais estão por trás dos maiores tombos do Ibovespa
26 de outubro de 2026 - 18:15RESSACA ELEITORAL
Fundos imobiliários sentem mudança de humor dos mercados com vitória de Lula e devolvem todo ganho desde o 1º turno
26 de outubro de 2026 - 16:04O QUE VEM POR AÍ
Tombo de 20% do Ibovespa e dólar acima de R$ 5,50 são os novos normais? JP Morgan diz o que o investidor deve esperar
26 de outubro de 2026 - 15:31DA PRIMAVERA AO OUTONO?
Dólar a R$ 6, bolsa em queda de até 30% e juros mais altos: o que Wall Street espera do Brasil após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 13:51SANGRIA NA BOLSA
Ibovespa cai 14%, dólar sobe a R$ 5,40, mas nem todo mundo perdeu — entenda o caos nos mercados
26 de outubro de 2026 - 12:29DEPOIS DA BONANÇA, A TEMPESTADE
Ibovespa em choque: várias ações derretem mais de 40% após virada de Lula no segundo turno, apenas 6 sobem
26 de outubro de 2026 - 12:10BOTÃO DE PÂNICO
‘Circuit breaker’: o que é botão do pânico da bolsa, acionado após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 10:48MODO DEFESA
Salve-se quem puder: Ibovespa pode tombar 17% após reeleição de Lula, avalia BTG; quais ações podem escapar?
26 de outubro de 2026 - 10:17NA CONTRAMÃO
Gavekal, importante casa de análise gringa, recomenda compra de ativos no Brasil após vitória de Lula; ações caem 30% lá fora
26 de outubro de 2026 - 10:01REPORTAGEM ESPECIAL
Lula venceu, e a festa da bolsa pode acabar: o que esperar dos investimentos agora?
25 de outubro de 2026 - 22:48MERCADOS
Petrobras despenca 12%, Vale cai 4% e EWZ tomba 19%: a reação imediata à vitória de Lula — e o que vem por aí
25 de outubro de 2026 - 22:28Conteúdo Empiricus
O teto do INSS hoje é de R$ 8.475,55, mas grupo de investidores recebeu o dobro com esse sistema; entenda
25 de outubro de 2026 - 11:00TOUROS E URSOS #293
Eleições podem destravar IPOs e novas emissões de dívida no Brasil? CEO da Nero Capital responde
23 de outubro de 2026 - 18:56O EFEITO DAS URNAS
Depois de lucrar com a alta do Ibovespa, tubarões se protegem no mercado, de olho em eleição mais acirrada
23 de outubro de 2026 - 17:53MERCADO DE FIIs
Fundo imobiliário ALZR11 vai ao mercado em busca de até R$ 530,5 milhões; veja os detalhes
23 de outubro de 2026 - 14:28SMALL CAPS EM ALTA
10 small caps que saltaram mais de 50% em outubro e lideram rali histórico na bolsa
23 de outubro de 2026 - 13:13NOVAS VITRINES
Allos (ALOS3) mira gestão de fundos imobiliários e vende fatias de shoppings à Kinea; confira os detalhes da parceria
23 de outubro de 2026 - 12:30AS 3 ESTAÇÕES
Ganho de até 50% em dólares: as ações que florescem na primavera da bolsa brasileira
22 de outubro de 2026 - 19:45MUDOU A META?
Meta (META) cai mais de 7% após balanço; veja 3 pontos para prestar atenção, segundo o Safra
22 de outubro de 2026 - 14:32PODCAST TOUROS E URSOS