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Tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, a curva de juros operou em forte alta. O resultado foi uma queda de mais de 2% do Nasdaq e perdas de cerca de 1% para o S&P 500 e Dow Jones. O Ibovespa acompanhou
O mercado financeiro até consegue se distrair e desviar para outros assuntos e acontecimentos por algum tempo, mas a preocupação com o destino da política monetária adotada pelo Federal Reserve está sempre à espreita e pronto para dominar o humor do mercado.
Esse foi o caso desta quarta-feira (05). O dia amanheceu com ares de azedume com a continuidade do conflito na Ucrânia, as novas sanções previstas para drenar a economia russa e a troca de comando da Petrobras, mas a sessão terminou com um forte sentimento de aversão ao risco e preocupação com os rumos da principal economia do mundo.
As bolsas americanas chegaram a abrir o dia em leve alta, assim como o Ibovespa, mas não sustentaram o ímpeto. Na véspera da divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, alguns dirigentes conversaram com o mercado e os investidores acenderam um sinal de alerta que indica que não só a alta dos juros pode ser mais rápido do que o esperado, mas também a atividade econômica pode ser mais impactada do que o precificado.
Tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, a curva de juros operou em forte alta. O resultado foi uma queda de mais de 2% do Nasdaq e perdas de cerca de 1% para o S&P 500 e Dow Jones.
O Ibovespa caiu 1,95%, aos 118.885 pontos, devolvendo parte da apreciação acumulada no ano. O dólar à vista também voltou a se valorizar frente ao real, com avanço de 1,11%, a R$ 4,6591. Confira o fechamento dos principais vencimentos dos contratos de DI:
| CÓDIGO | NOME | ULT | FEC |
| DI1F23 | DI jan/23 | 12,72% | 12,63% |
| DI1F25 | DI Jan/25 | 11,32% | 11,08% |
| DI1F26 | DI Jan/26 | 11,12% | 10,87% |
| DI1F27 | DI Jan/27 | 11,07% | 10,84% |
Embora o resultado destoe consideravelmente do que tem sido 2022 até aqui, Lucas Xavier, analista técnico da Warren Investimentos, acredita que o movimento está longe de ser uma reversão de tendência e sim uma realização de lucros após os ganhos recentes.
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Na véspera da divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, palavras de dirigentes da instituição chacoalharam o mercado e elevaram a tensão para o documento que será divulgado na quarta-feira.
A diretora do Federal Reserve, Lael Brainard, indicada para a vice-presidência do BC americano, foi quem azedou o humor dos mercados nesta terça-feira. Brainard afirmou que ações mais fortes podem ser adotadas para enfrentar a inflação alta, principalmente diante de eventos internacionais como os novos lockdowns na China, possivelmente responsáveis por estender os gargalos das cadeias produtivas, e a guerra na Ucrânia.
Esther George, presidente do Fed do Kansas City e membro votante das reuniões de política monetária, disse que uma elevação de 50 pontos-base é uma opção a ser considerada diante do cenário.
Após um dia marcado por ruídos, o indicado pelo governo para assumir o comando da Petrobras, Adriano Pires, recusou o cargo.
Possíveis conflitos de interesse motivaram a negativa do executivo. Na carta enviada ao Ministério de Minas e Energia, Pires relata que o cargo não poderia ser conciliado com o seu trabalho de consultor e havia iniciado os procedimentos para se desligar do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), mas que não seria o suficiente no pouco tempo que resta até a assembleia de acionistas que votará o novo comando da estatal.
Ainda na tarde de ontem, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse não ter “luz” sobre quem será o próximo nome procurado pelo governo. O presidente Jair Bolsonaro deve se reunir hoje com Bento Albuquerque, ministro do MME, para avaliar possíveis indicações ao cargo.
O impacto nas ações da companhia, no entanto, foram limitados. A Petrobras (PETR4) encerrou a sessão com perdas de 0,61%, a R$ 32,50.
Segundo informações da S&P global, o índice de gerente de compras (PMI) composto dos Estados Unidos avançou a 57,7 em março, enquanto o PMI de serviços ficou abaixo da expectativa, a 58.
No Brasil, o PMI composto foi a 56,6 em fevereiro. Já o de serviços subiu a 58,1.
Diante da grande aversão ao risco que tomou conta das bolsas globais, poucos papéis escaparam do vermelho. A Multiplan liderou os ganhos do dia após a companhia mostrar uma prévia operacional sólida no primeiro trimestre de 2022 – com vendas recordes no período.
Já a 3R Petroleum repercutiu bons números de produção e recomendação de compra feira pela XP Investimentos. Confira as maiores altas do dia:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| MULT3 | Multiplan ON | R$ 25,76 | 2,10% |
| RRRP3 | 3R Petroleum ON | R$ 43,40 | 1,45% |
| CVCB3 | CVC ON | R$ 17,28 | 1,35% |
| BEEF3 | Minerva ON | R$ 13,36 | 1,29% |
| VIVT3 | Telefônica Brasil ON | R$ 54,55 | 1,13% |
Em dia amplamente ruim para as empresas de tecnologia, as perdas da sessão foram puxadas por empresas do setor. Confira também as maiores quedas da bolsa:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| BIDI11 | Banco Inter unit | R$ 20,74 | -8,71% |
| QUAL3 | Qualicorp ON | R$ 15,30 | -7,16% |
| LWSA3 | Locaweb ON | R$ 9,88 | -6,35% |
| AMER3 | Americanas S.A | R$ 31,42 | -5,93% |
| CASH3 | Meliuz ON | R$ 2,64 | -5,71% |
Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia
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