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As duas empresas vão investir R$ 250 milhões em uma joint venture para atuar no segmento; ações reagem em alta ao negócio
Do aço para o asfalto. A siderúrgica Gerdau (GGBR4) fechou uma parceria com a Randon (RAPT4), fabricante de implementos rodoviários, para entrar no promissor mercado de locação de caminhões e semirreboques.
A parceria, que resulta em uma empresa (joint venture), conta com uma participação igualitária de 50% da Gerdau Next — unidade de negócio focada em sustentabilidade, construção e mobilidade da metalúrgica — e da Randon, com aporte total inicial de R$ 250 milhões, a serem implementados nos próximos três anos.
A operação ainda deve passar pelo crivo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Por fim, o negócio deve fazer frente a locadora de caminhões Vamos (VAMO3), que neste momento, enfrenta uma fraca concorrência, na avaliação do BTG Pactual.
O mercado reagiu positivamente à parceria entre a metalúrgica e a fabricante de caminhões.
As ações da Gerdau (GGBR4) subiram mais de 3% no pregão desta sexta-feira da B3. Os papéis da Randon (RAPT4) também reagem em alta ao anúncio.
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Na avaliação do Bradesco BBI, o aporte inicial de R$ 250 milhões deve permitir à joint venture de Gerdau e Randon investir até R$ 833 milhões, considerando que a empresa também deverá financiar os investimentos com dívida. Com esses recursos, a companhia poderá adquirir até 2.900 caminhões e reboques.
O banco ainda estima que a joint venture tem potencial para registrar uma receita líquida de R$ 147 milhões a R$ 245 milhões e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 118 milhões a R$ 196 milhões.
Para Fernando Ferrer, analista da Empiricus, o negócio é positivo para as duas companhias, “uma vez que diversificaram suas linhas de atuação” em um mercado “ainda bastante subpenetrado”.
Para a XP Investimentos, a entrada da Gerdau e da Randon no mercado de locação de caminhões não deve trazer mudanças significativas no cenário competitivo.
“Acreditamos que o mercado de aluguel de frota B2B é suficiente grande (apenas 2%, em média, de penetração no mercado), implicando em espaço para um crescimento saudável e sustentável para os próximos anos”, dizem os analistas Lucas Laghi e Pedro Bruno, que assinam o relatório.
Por fim, vale ressaltar que a XP e o Bradesco BBI mantiveram a recomendação de compra dos papéis da Randon.
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