Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

ENTREVISTA

Gauss vê preferência do mercado por Bolsonaro contra Lula e aposta em dólar forte — menos contra o real

Fabio Okumura, sócio-fundador da Gauss e responsável pela gestão de R$ 2,5 bilhões, tem visão favorável para o país, mas diz que não tomaria posição de longo prazo com base no resultado das eleições

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
23 de agosto de 2022
6:17 - atualizado às 19:21
Montagem de Lula e Bolsonaro com prédios da Avenida Faria Lima ao fundo
Montagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente Jair Bolsonaro - Imagem: Montagem: Beatriz Azevedo

Shoppings lotados, trânsito nas ruas, trabalho no escritório… Quem apostou no “novo normal” deve estar frustrado ao constatar que a rotina não mudou muito depois que a pior fase da pandemia da covid-19 aparentemente ficou para trás. Essa retomada dos antigos hábitos deverá se refletir na economia e, claro, nos investimentos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A visão é de Fabio Okumura, sócio-fundador da Gauss Capital. Para o experiente gestor, a escalada da inflação e outros fenômenos provocados pela crise do coronavírus não serão uma preocupação de longo prazo nos mercados.

“A gente deve voltar para o mundo pré-pandemia, com inflação baixa e crescimento abaixo do potencial, principalmente nos países desenvolvidos”, me disse Okumura, em uma entrevista no escritório da Gauss — feita presencialmente, aliás.

A variável que não estava no roteiro da crise de saúde e que pode fazer alguma diferença é o risco geopolítico que estourou com a invasão da Rússia à Ucrânia, de acordo com o sócio da Gauss, que possui R$ 2,5 bilhões sob gestão.

Isso porque o abalo nas relações entre os países tende a esfriar o processo de globalização, que torna as economias mais eficientes. “A gente vai ter um mundo um pouco diferente nesse sentido, e mais inflacionário.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gauss compra dólar — e real

Com esse cenário de longo prazo na cabeça, Okumura pilota um fundo que tem como característica estar em constante busca por oportunidades no mercado. “É por isso que os investidores nos pagam, nosso trabalho é ser dinâmico mesmo.”

Leia Também

Desde o início, em 2014, o principal fundo da Gauss entregou um retorno de 124,5% aos investidores, contra 85,9% do CDI. No acumulado dos últimos 12 meses, porém, está atrás do indicador de referência.

Quando conversamos pela primeira vez, ainda no início da pandemia, Okumura revelou uma estratégia que se mostrou valiosa: colocar o dinheiro para trabalhar. Agora, com os juros passando por um processo de ajuste no mundo inteiro, não existe uma aposta tão clara.

Neste momento, a Gauss tem entre as principais posições a compra de dólar contra uma cesta de moedas. Afinal, o processo de alta dos juros nos Estados Unidos tende a atrair recursos para a maior economia do mundo. Por consequência, esse movimento deve fortalecer a moeda do país de Joe Biden.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao mesmo tempo, o BC europeu deve ter mais dificuldades em coordenar o aperto monetário diante das situações particulares de cada economia. Desta forma, a tendência é que o euro perca ainda mais valor perante a moeda norte-americana.

Mas o dólar mais forte não necessariamente significa um real mais fraco. Ao contrário, o gestor vê espaço para o câmbio se valorizar, em meio ao cenário de juros altos e o bom desempenho das exportações brasileiras.

Apesar de acreditar na tendência favorável para o real, os fundos da Gauss não têm posição na moeda brasileira agora — e por uma boa razão. “É difícil ficar vendido em dólar no meio de uma eleição, mas aproveitamos todos os momentos de alta para vender.”

Fabio Okumura, sócio e diretor de investimentos da Gauss Capital
Fabio Okumura, sócio e diretor de investimentos da Gauss Capital

Gabarito para as eleições? Não, obrigado

Por falar em eleições, Okumura aponta que o mercado, de modo geral, ainda prefere Bolsonaro contra Lula, mesmo que sem o entusiasmo de quatro anos atrás.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para ele, o desempenho positivo do Ibovespa nos dias em que sai uma pesquisa mais favorável ao atual presidente é um sinal dessa opção da Faria Lima.

Isso não significa uma convicção pessoal nem que uma eventual reeleição de Bolsonaro seria melhor para os ativos brasileiros que a volta do petista ao poder, de acordo com o gestor.

“Se eu tivesse um gabarito [com o resultado] das eleições, não saberia o que fazer. Ou melhor, talvez tomasse uma posição sabendo da preferência do mercado, mas seria um trade de curto prazo.”

Por outro lado, ele não se mostra pessimista com o país, seja qual for o resultado das urnas. Okumura está no grupo dos que esperam o fim do ciclo de alta da taxa básica de juros (Selic) nos atuais 13,75% ao ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como esse cenário já está embutido nos preços e há muita incerteza sobre a ponta longa da curva, a Gauss não tem hoje posições no mercado de juros no Brasil.

Agora, para o investidor pessoa física que estiver disposto a suportar a volatilidade, Okumura vê uma ótima oportunidade nos títulos públicos atrelados à inflação (Tesouro IPCA+) de prazos mais longos, com vencimento em 2055.

Para a Gauss, é hora das incorporadoras na bolsa

O fim iminente da alta da Selic também é uma boa notícia para a renda variável, mas a Gauss prefere se posicionar de forma mais tática na bolsa brasileira.

De modo geral, Okumura até concorda com a tese de que as ações estão baratas na B3. No entanto, ele avalia que há opções ainda mais baratas pelo mundo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No caso, a principal aposta da Gauss está na bolsa japonesa. A visão é a de que a inflação, ao contrário do que acontece em praticamente todo o mundo, é positiva para o país do sol nascente.

Aqui no Brasil, a principal posição em bolsa da gestora está no setor de construção, justamente um dos que mais apanhou com o aperto monetário.

Mas a expectativa de que os juros ainda permaneçam altos por um longo período não é ruim para as ações das incorporadoras?

“Tanto as empresas como os fundos imobiliários sofrem muito durante o processo de alta, mas o grande detrator de rentabilidade vem mais da incerteza de saber onde o juro vai parar do que o nível absoluto da taxa”, afirma Okumura.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dentro do setor, o gestor cita as ações da Direcional (DIRR3). A companhia atende ao público de mais de baixa renda e, portanto, deve se beneficiar das benesses lançadas recentemente pelo governo.

O risco de o BC dos EUA exagerar na dose

Junto com a inflação, o maior receio dos investidores no mercado financeiro hoje é o de uma recessão nos Estados Unidos. Pois Fabio Okumura tem poucas dúvidas de que um período de contração da maior economia do mundo é inevitável.

Isso porque o Fed, o BC norte-americano, vem sofrendo uma pressão forte para atacar a inflação, tanto do mercado como do próprio governo. “A consequência disso é que eles vão afundar a economia.”

Por outro lado, a recessão que deve ocorrer já no começo de 2023 não deve ser tão forte. Mas é justamente na intensidade do remédio que mora um dos maiores riscos para o mercado hoje, segundo o gestor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em outras palavras, se o Fed decidir adotar uma postura ainda mais agressiva contra a inflação poderá derrubar ainda mais a economia. 

“Eu, como engenheiro, não teria essa pressa porque acho que a inflação vai voltar depois dos efeitos da covid. Mas está claro que o Fed está pensando com a cabeça de economista, que prioriza o combate à inflação.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
RENDA EXTRA PARA COMPRAS

Iguatemi (IGTI11) prevê investimentos e dividendos milionários para 2026; confira o anúncio da operadora de shopping centers

30 de abril de 2026 - 11:01

A Iguatemi publica seu balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26) em 5 de maio e pode apresentar, de acordo com o Itaú BBA, crescimento de 9,6% na receita líquida

PRESSÃO TOTAL

O dia em que o otimismo evaporou da bolsa, fez o Ibovespa fechar no pior nível em um mês e Nova York sucumbir

29 de abril de 2026 - 17:53

No câmbio, o dólar à vista fechou em alta, voltando a ficar acima dos R$ 5,00; confira o que mexeu com os mercados nesta quarta-feira (29)

JOIA RARA

Bradsaúde (ODPV3) faz olhos do Itaú BBA brilharem, que eleva a recomendação para compra; mas entenda qual é o risco

29 de abril de 2026 - 15:45

O Itaú BBA acredita que é uma uma operadora líder geradora de caixa, investimentos hospitalares de alto retorno e um perfil atrativo de dividendos

TOUROS E URSOS #268

O dólar está ‘no limite’? Por que este gestor especialista em câmbio não vê muito mais espaço para queda

29 de abril de 2026 - 14:30

Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, participou da edição desta semana do podcast Touros e Ursos. Para ele, a moeda norte-americana já se aproxima de um piso e tende a encontrar resistência para cair muito além dos níveis atuais

AUMENTOU A VACÂNCIA

Fundo imobiliário perde inquilina que responde por 16% da receita; confira os impactos no bolso dos cotistas

29 de abril de 2026 - 10:46

Os espaços que serão devolvidos pela inquilina representam, aproximadamente, 11,7% da área bruta locável (ABL) do portfólio do HOFC11

LOGÍSTICA DAY

Nova casa do Mercado Livre: FII do BTG Pactual entrega maior galpão built-to-suit da América Latina; confira os detalhes do novo espaço

28 de abril de 2026 - 18:02

O imóvel é o primeiro ativo de desenvolvimento (greenfield) realizado pela plataforma logística do BTG Pactual

O DÓLAR VAI DERRETER?

Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro: o vencedor nas pesquisas eleitorais é o real — e Citi monta estratégia para lucrar com o câmbio

28 de abril de 2026 - 17:08

Enquanto o mercado teme a urna, o banco norte-americano vê oportunidade; entenda a estratégia para apostar na valorização do real diante do cenário eleitoral acirrado no Brasil

VEJA DETALHES

IPO de até R$ 5 bilhões: Compass confirma oferta de ações que ‘sairão do bolso’ dos acionistas, incluindo a Cosan (CSAN3)

28 de abril de 2026 - 9:02

Operação será 100% secundária, o que significa que o dinheiro não entrará no caixa da empresa e, sim, no bolso dos acionistas vendedores, e pode envolver inicialmente 89,28 milhões de ações, com possibilidade de ampliação conforme a demanda

A GEOPOLÍTICA DO DINHEIRO

O dólar mais baixo veio para ficar? Inter corta projeção para 2026 e recalibra cenário de juros e inflação

27 de abril de 2026 - 20:09

Moeda norte-americana perde força globalmente, enquanto petróleo elevado e tensões no Oriente Médio pressionam inflação e limitam cortes de juros; confira as projeções do banco

CONTRATO DE EVENTO

B3 estreia 6 novos contratos de eventos: saiba como funcionam os “derivativos simplificados” de Ibovespa, dólar e bitcoin

27 de abril de 2026 - 19:15

O Seu Dinheiro explica de forma simples como funciona essa forma de operar derivativos com risco limitado

ALUGUEL DE AÇÕES EM DISPARADA

Às vésperas de eleição decisiva na Hapvida (HAPV3), controladores ‘mostram os dentes’ para defender o poder na empresa

27 de abril de 2026 - 18:45

Com aluguel de ações disparando, o movimento que normalmente indicaria pressão vendedora revela, na verdade, uma disputa silenciosa por poder, em que papéis são utilizados como instrumento para ampliar influência na assembleia que decidirá o futuro do conselho

OFERTA PÚBLICA DE AQUISIÇÃO

Sabesp (SBSP3) quer a Emae só para si: com oferta na mesa, EMAE4 dispara até 20% fora do Ibovespa

27 de abril de 2026 - 12:25

As ações da Emae saltam após a confirmação de que a Sabesp, acionista controladora, quer adquirir a totalidade das ações por R$ 61,83 por papel

RESUMO SEMANAL

Estrangeiros de saída do Ibovespa? Bolsa cai 2,8% na semana, mas Hapvida (HAPV3) brilha e dispara 15%

25 de abril de 2026 - 11:32

Nos últimos sete pregões, o saldo do investidor estrangeiro foi de saída líquida de cerca de R$ 3 bilhões

EXPANSÃO DO PORTFÓLIO

BTG Pactual Logística (BTLG11) quer surfar a onda dos galpões logísticos e anuncia oferta de até R$ 2 bilhões; confira os detalhes da operação

24 de abril de 2026 - 15:28

Embora a captação seja de cerca de R$ 1,6 bilhão, o BTLG11, que é um dos fundos mais populares entre os investidores pessoas físicas, também informou que poderá emitir um lote adicional de até 3.902.439 de cotas

RENDA EXTRA NA CONTA

Copel (CPLE3) define data para pagar dividendos de R$ 1,35 bilhão. Quem tem direito ao pagamento?

24 de abril de 2026 - 14:30

O setor elétrico é conhecido pelo pagamento de proventos atrativos. O BTG Pactual e o Safra, por exemplo, veem a ação com bons olhos para quem busca renda extra com dividendos.

TEMPORADA DE BALANÇOS

Lucro da Usiminas (USIM5) mais que dobra e ação salta 7%; dólar fraco e ‘mix premium’ turbinam os números do 1T26

24 de abril de 2026 - 13:14

Com preços mais altos, custos menores e mix voltado ao setor automotivo, siderurgia puxa Ebitda para R$ 653 milhões, enquanto mineração segue pressionada por volumes menores

CICLOS POSITIVOS

Vacância em lajes corporativas volta ao nível pré-pandemia em São Paulo, diz BTG Pactual — mas outro setor bate recordes e rouba a cena

24 de abril de 2026 - 12:01

Apesar das projeções otimistas, o banco identifica que regiões como a Vila Olímpia devem ser impactadas pela devolução de imóveis em breve

ONDA DE AQUISIÇÕES?

A corrida pelo “ouro do século 21”: acordo bilionário de terras raras da Serra Verde pode ser apenas o começo, prevê BTG  

23 de abril de 2026 - 19:11

Para os analistas, a Serra Verde acaba de inaugurar o que deve ser uma “onda de aquisições” em solo brasileiro

ENFERRUJOU?

Itaú BBA corta preços-alvo de CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3); entenda o principal motivo para a decisão

23 de abril de 2026 - 17:06

Para o BBA, as preocupações com a alavancagem têm pressionado o desempenho da CSN. No ano, a CMIN3 caiu 7%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 20%

NEM PAPEL, NEM TIJOLO

FoFs roubam a cena entre FIIs e lideram retornos no último ano, mostra índice da Rio Bravo; confira o desempenho dos setores

23 de abril de 2026 - 13:21

Por contarem com ativos de crédito e de tijolo na carteira, os Fundos de Fundos tendem a ter portfólios mais defensivos em momentos de instabilidade, segundo gestora

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia