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A companhia pretende emitir pouco mais de 25,46 milhões de ações ordinárias a R$ 5,89 cada – um desconto de 9% em relação à cotação atual dos papéis
Menos de dois meses após anunciar que avaliava a realização de uma oferta pública de ações, a Gafisa (GFSA3) anunciou nesta sexta-feira (25) que desistiu da operação. Mas a construtora ainda irá levantar recursos para o caixa, só que de outra forma: fará um aumento de capital privado de até R$ 150 milhões.
A companhia pretende emitir pouco mais de 25,46 milhões de ações ordinárias, a R$ 5,89 cada. O valor unitário representa um desconto de 9,24% em relação à cotação dos papéis GFSA3 hoje.
O dinheiro obtido com a operação será utilizado para capitalizar a empresa. Ou seja, poderá viabilizar a aquisição de novos empreendimentos, equacionar dívidas e custear novos projetos a taxas menores.
O objetivo final é transformar a Gafisa "na empresa de maior relevância em seu segmento no curto-médio prazo", segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Como a construtora optou por um aumento de capital para subscrição privada, os atuais acionistas tem preferência na operação. A proporção é a seguinte: cada ação ordinária da Gafisa dará direito à subscrição de 0,40448766775261 novo papel.
A participação não é obrigatória, mas quem optar por ficar de fora terá sua participação na companhia diluída. Nos cálculos da empresa, o impacto será de 32,08% na fatia dos investidores que não subscreverem ações.
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O prazo para exercer o direito de preferência vai até o dia 29 de dezembro deste ano. A data também será utilizada para o cálculo da posição acionária para subscrição. As ações serão negociadas "ex-direitos" a partir de 2 de janeiro de 2023.
O crédito dos novos papéis GFSA3 ocorrerá cerca de três dias úteis após a homologação do aumento de capital social. Segundo a Gafisa, a confirmação da operação costuma ocorrer logo após o encerramento do período do direito de preferência.
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