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O fundo em questão pode pagar até R$ 0,78 por cota nos próximos meses, segundo o teto do guidance divulgado no último relatório gerencial
O fundo imobiliário BTG Pactual Logística (BTLG11) incluiu uma novidade no relatório gerencial deste mês. Além de trazer o resultado financeiro de outubro e o histórico de dividendos, o FII também acrescentou uma previsão de quanto deve pagar nos próximos meses.
E o acréscimo é positivo: o fundo pode pagar até R$ 0,78 por cota nos próximos meses, segundo o teto do guidance. Ou seja, a cifra representa uma alta de 5,4% na comparação com os R$ 0,74 depositados na conta dos cotistas em outubro.
Já o piso das previsões para os dividendos é de R$ 0,72 por cota — o cálculo é feito com base na receita e na vacância atual. Apesar disso, a gestão do BTLG11 destaca que os valores não "configuram compromisso ou promessa de rentabilidade futura"; os indicadores podem sofrer alterações sem aviso prévio.
Vale relembrar que o fundo imobiliário passou por uma grande mudança recentemente que pode impactar a distribuição de dividendos. Após superar o imbróglio jurídico que atrasou a operação, o BTLG11 concluiu em outubro a incorporação do Bluecap Renda Logística (BLCP11).
Com isso, todos os empreendimentos que faziam parte do BLCP11 agora estão na carteira do BTG Pactual Logística. De acordo com o relatório, o número total de imóveis do FII subiu para 22, enquanto a cota patrimonial passou de R$ 97,82 para R$ 99,09.
A gestora do fundo destaca que os novos ativos têm cinco locatários. Além disso, os nomes — Enjoei, Alpargatas, Bauducco, Mobly e Vip Logística — apresentam "bom risco de crédito".
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"Do lado operacional, o fundo segue o trabalho de integralização dos imóveis, buscando sinergias de contratos e capitalizando parcerias maiores para o portfólio", acrescenta o BTLG11.
Antes mesmo da fusão e da promessa de dividendos maiores, o BTG Pactual Logística já chamava a atenção dos analistas. Nesse sentido, o fundo foi um dos mais recomendados para novembro segundo as corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro.
O BTLG11, que foca em empreendimentos logísticos “A+”, nasceu em 2010 como TRX Realty Logística Renda Fundo de Investimento. A mudança de nome ocorreu em 2019, quando o ativo foi reestruturado e passou para a gestão do BTG Pactual Gestora de Recursos.
Para a Órama Investimentos, uma das corretoras que recomendou o BTLG11 neste mês, a troca foi acertada. “O BTG vem realizando boas aquisições por meio de suas últimas emissões, com ativos logísticos de qualidade, bom risco de crédito dos inquilinos e taxas de retorno acima de 8% ao ano, na média.”
A corretora elogia ainda o trabalho ativo da gestão com a carteira, destacando os oito contratos de locação firmados neste ano.
O movimento reduziu a vacância do FII para 0%, “além de ter gerado um aumento real nos valores e estendido o prazo médio de vencimento da carteira”.
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