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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

FECHAMENTO DO DIA

Ressaca pós-Fed: S&P 500, Nasdaq e Dow Jones tem pior dia do ano; entenda o movimento das bolsas nos EUA

O jogo virou na sessão desta quinta-feira (05), com a eurforia por um aperto monetário menos agressivo cedendo lugar para preocupações com as condições financeiras mais restritivas nos mercados

Carolina Gama
5 de maio de 2022
17:02
Tinta vermelha simula sangue na palavra Wall Street
O nome Wall Street sangrando. - Imagem: Shutterstock

O mercado de ações norte-americano enfrentou uma ressaca daquelas nesta quinta-feira (05) — que deixou a euforia do dia anterior apenas como uma lembrança. O S&P 500, o Nasdaq e o Dow Jones tiveram hoje o seu pior dia do ano na esteira da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed). 

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Na quarta-feira (04), o banco central norte-americano anunciou um aumento de 0,50 ponto percentual (pp) da taxa de juros, que passou para a faixa entre 0,75% e 1,00% ao ano — a maior elevação em mais de duas décadas. 

Na ocasião, os investidores não se assustaram com o aumento da dose do aperto monetário — a alta de março, a primeira desde 2018, foi menor, de 0,25 pp. 

Ontem, o mercado preferiu se ater às declarações do presidente do Fed, Jerome Powell. Ele afastou a possibilidade de um aperto monetário ainda mais agressivo, de 0,75 pp ou mais, e demonstrou confiança na estabilização da inflação nos EUA. 

Segundo analistas, a reação de hoje veio depois que os investidores passaram a avaliar que as condições do mercado ficarão ainda mais restritas com a perspectiva de novas elevações de juros de 0,50 pp pelo Fed, indicadas ontem por Powell. 

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Confira a variação e a pontuação dos principais índices de ações dos EUA:

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  • Dow Jones: -3,11%, 33.00,1,33 pontos
  • S&P 500: -3,55%, 4.147,69 pontos
  • Nasdaq: -4,99%, 12.317,69 pontos

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Parece que o jogo virou…

Mas ao que tudo indica, o jogo virou nesta quinta-feira (05). As ações sofreram seu pior dia do ano, apagando completamente os ganhos da sessão anterior em uma reversão impressionante que aprofundou as perdas do mercado em 2022.

O setor de tecnologia foi o mais castigado, com uma queda de mais de 7% da Amazon, seguida de fortes perdas da Meta (dona do Facebook), da Alphabet (dona do Google), da Apple e da Microsoft. 

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O aumento da taxa básica pode pressionar as ações de tecnologia orientadas para o crescimento, pois tornam os lucros futuros menos atraentes para os investidores.

Nessa onda, os juros projetados pelos títulos de dívida de referência de dez anos do Tesouro dos EUA chegaram a saltar a 3,1% — o nível mais alto desde novembro de 2018.

S&P 500 cai, e as bolsas na Europa?

Assim como o S&P 500, os mercados europeus fecharam em baixa nesta quinta-feira, apesar de permanecerem em alta durante grande parte do pregão. A exceção foi Londres, que conseguiu sustentar os ganhos até o final do dia. 

O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou em queda de 0,8%, com as ações de viagens perdendo mais de 3,6% e as ações de seguros caindo 2,8%.

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  • Londres:+0,13%
  • Paris: -0,43%
  • Frankfurt: -0,49%

Os investidores na Europa também digeriram a decisão do Fed e suas repercussões sobre a economia e os mercados, mas o foco no velho continente foi no Banco da Inglaterra (BoE). 

O BoE elevou a taxa de juros para o nível mais alto em 13 anos em uma tentativa de combater a inflação que não dá tréguas.

O Comitê de Política Monetária do BoE aprovou um aumento de 0,25 pp por maioria, elevando a taxa básica de juros para 1%. A autoridade monetária disse que os três dissidentes preferiam elevar os juros em 0,5 ponto percentual, para 1,25%.

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