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O Ibovespa acompanhou a tendência internacional, mas depois de sustentar alta de mais de 1% ao longo de toda a sessão, o índice encerrou a sessão em alta
Já dá para farejar o cheirinho de decisão de política monetária no ar. E enquanto os ingredientes que devem compor a decisão dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos já estão no forno, os investidores estão ansiosos à espera da cereja do bolo — os dados de inflação ao consumidor dos EUA (CPI, na sigla em inglês), que serão conhecidos amanhã.
Nas últimas semanas, o tom das negociações em Wall Street foi de cautela, acompanhando o discurso mais duro do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e de outros dirigentes do Fed que estiveram ao alcance de um microfone, o que elevou as apostas em uma nova eleição de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros americana.
Apesar de estar longe do que o mercado considera ideal, o tempo parece ter servido como bálsamo para a ferida e os investidores já aceitam com mais facilidade a ideia de um novo ajuste robusto — principalmente após o Banco Central Europeu (BCE) ter saído da sua zona de conforto no último encontro do bloco europeu.
Desde a última reunião do Fed, diversos dados econômicos mostraram sinais mistos para a atividade e inflação, mas os investidores esperam que a divulgação do CPI indique que a alta dos preços já atingiu o seu pico e comece a arrefecer.
Essa visão mais otimista fez com que as bolsas em Nova York fechassem em alta de cerca de 1% — com destaque para o Nasdaq, que subiu 1,27%.
O Ibovespa acompanhou a tendência internacional, mas depois de sustentar alta de mais de 1% ao longo de toda a sessão, o índice encerrou a sessão com avanço de 0,98%, aos 113.406 pontos.
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Apesar de os investidores também repercutirem dados que mostram que a inflação segue apresentando sinais de melhora no Brasil, a curva de juros encerrou o dia em leve alta, mas o dólar à vista recuou a 0,98%, a R$ 5,0974.
Confira o desempenho dos principais contratos de DI negociados:
| CÓDIGO | NOME | ULT | FEC |
| DI1F23 | DI jan/23 | 13,74% | 13,73% |
| DI1F24 | DI jan/24 | 13,01% | 12,94% |
| DI1F25 | DI Jan/25 | 11,73% | 11,67% |
| DI1F26 | DI Jan/26 | 11,42% | 11,38% |
| DI1F27 | DI Jan/27 | 11,33% | 11,30% |
A deflação do IGP-M, considerado a inflação do aluguel, na primeira prévia em setembro e melhores projeções para o futuro da Selic animaram o setor de consumo e varejo, já que a melhora na renda das famílias pode aquecer a busca por itens não-essenciais como móveis e eletrodomésticos. Confira as maiores altas do dia do Ibovespa:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VAR |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 4,79 | 9,36% |
| ECOR3 | Ecorodovias ON | R$ 6,53 | 6,70% |
| VIIA3 | Via ON | R$ 3,43 | 5,21% |
| POSI3 | Positivo Tecnologia ON | R$ 12,30 | 5,04% |
| NTCO3 | Natura ON | R$ 16,97 | 5,01% |
Na ponta contrária, um dos destaques do dia foi a reação do mercado ao anúncio de que o Iguatemi (IGTI11) passará a deter 100% do shopping JK Iguatemi e da oferta de ações de até R$ 825 milhões que será realizada para financiar a transação — uma medida que gerou reações mistas.
Confira as maiores quedas do dia no Ibovespa:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| ASAI3 | Assaí ON | R$ 18,42 | -2,28% |
| IGTI11 | Iguatemi ON | R$ 19,67 | -1,65% |
| PRIO3 | PetroRio ON | R$ 27,62 | -1,53% |
| SMTO3 | São Martinho ON | R$ 28,36 | -1,32% |
| BBSE3 | BB Seguridade ON | R$ 28,22 | -1,19% |
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