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Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

De olho na bolsa

Esquenta dos mercados: Bolsas no exterior operam em tom positivo antes dos balanços do dia e Ata do Copom domina cenário doméstico

Além disso, o ministro Paulo Guedes falou sobre um novo corte de impostos, em meio a debates sobre a ‘PEC Kamikaze’

Renan Sousa
Renan Sousa
8 de fevereiro de 2022
7:52 - atualizado às 8:13
Placa do Banco Central do Brasil (BC), autoridade monetária que conduz as reuniões do Copom para a decisão da Selic
Confira o que movimenta o Ibovespa e o dólar hoje (08). Imagem: Shutterstock

A agenda cheia da semana começa a mostrar as caras com a divulgação da ata da última reunião do Copom nesta terça-feira (08). Com isso, a bolsa brasileira terá um dia de ajuste de expectativas com a alta dos juros e a inflação. 

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No último pregão, o principal índice da B3 encerrou em queda de 0,22%, aos 111.996 pontos. Mas quem chamou a atenção foi o dólar, que voltou a ser negociado próximo do patamar de R$ 5,25 após uma queda de 1,26%, registrando a menor cotação desde setembro de 2021. 

O risco fiscal foi elevado mais uma vez com a última entrevista do ministro da Economia, Paulo Guedes. O chefe da pasta afirmou que está em conversas para reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)

Contudo, a renúncia fiscal seria de cerca de R$ 20 bilhões o que, sozinho, já é muita coisa para um Orçamento apertado. Mas a PEC dos combustíveis (chamada de PEC Kamikaze) pretende abrir mão de ainda mais recursos do governo, o que deve elevar a cautela dos investidores. 

Por fim, o exterior permanece atento aos desdobramentos das tensões na Rússia. Somado a isso, o clima de “Guerra Fria” se completa com novas restrições às empresas chinesas

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Saiba tudo que irá movimentar o mercado hoje:

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Corte no IPI

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que está em conversas para baixar o imposto sobre produtos industrializados (IPI) e “reindustrializar o Brasil”. Em entrevista ao Estado de São Paulo, Guedes reforçou o compromisso do governo com a agenda de reformas estruturais. 

Uma dessas propostas inclui a redução linear no IPI entre 25% e 50% “o mais rápido possível”. O custo desse corte, no entanto, seria de R$ 20 bilhões para uma renúncia de 25% do imposto, de acordo com o jornal. 

PEC Kamikaze

Mas a medida pode ser cara ao ministro, que cobrou certo comprometimento do governo com a agenda liberal nos últimos anos. Guedes ainda precisa enfrentar uma "PEC Kamikaze”, proposta pelo presidente Jair Bolsonaro.

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A proposta ainda precisa ser melhor definida. Enquanto Bolsonaro espera que o governo abra mão de impostos sobre os combustíveis em geral e a conta de luz, a equipe econômica avalia que retirar os tributos do diesel seria “um mal menor”, com um impacto de cerca de R$ 18 bilhões. 

Guedes, Campos Neto e ata do Copom

Ainda hoje o ministro da Economia deve se reunir com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, após a divulgação da ata da última reunião do Copom

A expectativa geral é de que a publicação traga novas perspectivas para o aperto monetário brasileiro. Guedes, por sua vez, deve tentar convencer Campos Neto a reduzir a alta nos juros, que afetam diretamente a retomada da economia.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 15 e 16 de março e deve contar com mais um aumento nos juros básicos. 

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Eua X China

Os Estados Unidos incluíram mais 33 empresas chinesas na lista de companhias sujeitas a controles de exportação. Os EUA alegam que essa medida visa normalizar as verificações alfandegárias habituais.

Contudo, essa movimentação é encarada como uma nova afronta à China, principal competidora comercial dos EUA. Dessa maneira, os investidores elevaram a cautela no pregão por lá, com medo de maiores sanções à economia do Gigante Asiático.

EUA X Rússia

Como se não bastasse, os norte-americanos elevaram o tom mais uma vez contra a Rússia, que permanece na fronteira com a Ucrânia e recebeu novas ameaças do presidente americano, Joe Biden, caso invada o país. 

Mas o encontro entre Emmanuel Macron e Vladimir Putin, presidentes da França e Rússia, respectivamente, aliviou parte das tensões. O chefe francês afirmou que a Otan não procura uma nova guerra e que quer uma saída diplomática para o conflito.

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Isso refletiu nos preços do barril do petróleo, que despencaram na madrugada de hoje. O barril do Brent, utilizado como referência para a Petrobras, recuava 2,33%, mas mantinha o patamar de US$ 90 aos US$ 90,56, enquanto o WTI caía 2,17%, cotado a US$ 89,37 por volta das 7h40.

Bolsas pelo mundo

Os principais índices asiáticos encerraram o pregão desta terça-feira sem direção definida, após a nova investida do departamento de comércio dos EUA contra a China.

Na Europa, as bolsas operam em alta, seguindo a tendência dos índices futuros de Nova York, de olho nos balanços do dia. 

Agenda do dia

  • Banco Central: Divulgação da ata do Copom (8h)
  • França: Taxa de desemprego da OCDE em dezembro (8h)
  • Estados Unidos: Balança comercial de dezembro (10h30)
  • Ministério da Economia: Ministro da Economia, Paulo Guedes, e presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, têm almoço para tratar de assuntos governamentais, evento fechado à imprensa (12h30)

Balanços do dia

Antes da abertura:

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  • Pfizer (Estados Unidos)
  • BNP Paribas (França)
  • BP (Reino Unidos)

Após o fechamento:

  • Bradesco (Brasil)
  • XP (Brasil)
  • América Móvil (México)

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