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Além disso, o ministro Paulo Guedes falou sobre um novo corte de impostos, em meio a debates sobre a ‘PEC Kamikaze’
A agenda cheia da semana começa a mostrar as caras com a divulgação da ata da última reunião do Copom nesta terça-feira (08). Com isso, a bolsa brasileira terá um dia de ajuste de expectativas com a alta dos juros e a inflação.
No último pregão, o principal índice da B3 encerrou em queda de 0,22%, aos 111.996 pontos. Mas quem chamou a atenção foi o dólar, que voltou a ser negociado próximo do patamar de R$ 5,25 após uma queda de 1,26%, registrando a menor cotação desde setembro de 2021.
O risco fiscal foi elevado mais uma vez com a última entrevista do ministro da Economia, Paulo Guedes. O chefe da pasta afirmou que está em conversas para reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Contudo, a renúncia fiscal seria de cerca de R$ 20 bilhões o que, sozinho, já é muita coisa para um Orçamento apertado. Mas a PEC dos combustíveis (chamada de PEC Kamikaze) pretende abrir mão de ainda mais recursos do governo, o que deve elevar a cautela dos investidores.
Por fim, o exterior permanece atento aos desdobramentos das tensões na Rússia. Somado a isso, o clima de “Guerra Fria” se completa com novas restrições às empresas chinesas.
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que está em conversas para baixar o imposto sobre produtos industrializados (IPI) e “reindustrializar o Brasil”. Em entrevista ao Estado de São Paulo, Guedes reforçou o compromisso do governo com a agenda de reformas estruturais.
Uma dessas propostas inclui a redução linear no IPI entre 25% e 50% “o mais rápido possível”. O custo desse corte, no entanto, seria de R$ 20 bilhões para uma renúncia de 25% do imposto, de acordo com o jornal.
Mas a medida pode ser cara ao ministro, que cobrou certo comprometimento do governo com a agenda liberal nos últimos anos. Guedes ainda precisa enfrentar uma "PEC Kamikaze”, proposta pelo presidente Jair Bolsonaro.
A proposta ainda precisa ser melhor definida. Enquanto Bolsonaro espera que o governo abra mão de impostos sobre os combustíveis em geral e a conta de luz, a equipe econômica avalia que retirar os tributos do diesel seria “um mal menor”, com um impacto de cerca de R$ 18 bilhões.
Ainda hoje o ministro da Economia deve se reunir com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, após a divulgação da ata da última reunião do Copom.
A expectativa geral é de que a publicação traga novas perspectivas para o aperto monetário brasileiro. Guedes, por sua vez, deve tentar convencer Campos Neto a reduzir a alta nos juros, que afetam diretamente a retomada da economia.
A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 15 e 16 de março e deve contar com mais um aumento nos juros básicos.
Os Estados Unidos incluíram mais 33 empresas chinesas na lista de companhias sujeitas a controles de exportação. Os EUA alegam que essa medida visa normalizar as verificações alfandegárias habituais.
Contudo, essa movimentação é encarada como uma nova afronta à China, principal competidora comercial dos EUA. Dessa maneira, os investidores elevaram a cautela no pregão por lá, com medo de maiores sanções à economia do Gigante Asiático.
Como se não bastasse, os norte-americanos elevaram o tom mais uma vez contra a Rússia, que permanece na fronteira com a Ucrânia e recebeu novas ameaças do presidente americano, Joe Biden, caso invada o país.
Mas o encontro entre Emmanuel Macron e Vladimir Putin, presidentes da França e Rússia, respectivamente, aliviou parte das tensões. O chefe francês afirmou que a Otan não procura uma nova guerra e que quer uma saída diplomática para o conflito.
Isso refletiu nos preços do barril do petróleo, que despencaram na madrugada de hoje. O barril do Brent, utilizado como referência para a Petrobras, recuava 2,33%, mas mantinha o patamar de US$ 90 aos US$ 90,56, enquanto o WTI caía 2,17%, cotado a US$ 89,37 por volta das 7h40.
Os principais índices asiáticos encerraram o pregão desta terça-feira sem direção definida, após a nova investida do departamento de comércio dos EUA contra a China.
Na Europa, as bolsas operam em alta, seguindo a tendência dos índices futuros de Nova York, de olho nos balanços do dia.
Antes da abertura:
Após o fechamento:
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