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Há menos de um mês e meio no cargo, Liz Truss até pediu desculpas por colocar em risco a estabilidade econômica do Reino Unido
Não é todo dia que uma carona dá certo. Ainda mais quando nada foi combinado de antemão entre condutor e conduzido. Na véspera, o Ibovespa aproveitou a subida de Wall Street e fechou em alta de 1,3%, estacionando nos 113 mil pontos. Mas é como se a bolsa brasileira tivesse saltado do carro no meio do caminho.
Os índices norte-americanos de ações foram um pouco mais longe e fecharam em altas ainda mais robustas.
Hoje, diante de uma escassez de indicadores econômicos relevantes que vai se estender por toda a semana, o Ibovespa vai precisar de uma nova carona das bolsas de valores estrangeiras para se manter em recuperação.
Para a abertura, a carona parece garantida. O fechamento das bolsas na Ásia e Pacífico foi positivo, ampliando os ganhos da sessão da véspera em Nova York. Já os mercados de ações da Europa abriram em alta e os índices futuros de Wall Street apontam para cima.
Assim como ontem, os mercados financeiros da Europa e dos Estados Unidos repercutem o início da temporada de resultados corporativos e a reversão do plano fiscal da nova primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss.
Por aqui, apesar da ausência de indicadores, o combustível dos investidores para hoje deve ser a nova rodada da pesquisa de intenção de voto feita pelo Ipec (ex-Ibope). Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 54% dos votos válidos e Jair Bolsonaro (PL) está com 46%.
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Confira o que movimenta a bolsa, o dólar e o Ibovespa nesta terça-feira (18):
Jeremy Hunt, o novo ministro das Finanças de Truss, anunciou na véspera que a maior parte das propostas que causaram turbulência nos mercados nas últimas semanas será descartada. Um novo plano fiscal será apresentado até 31 de outubro.
Há menos de um mês e meio no cargo, Liz Truss até pediu desculpas por colocar em risco a estabilidade econômica do Reino Unido.
O fato é que o recuo retira a pressão sobre a libra e os juros projetados dos títulos da dívida britânica e proporciona alívio aos mercados de ações da Europa.
Ainda lá fora, a divulgação dos números do PIB da China segue sem data confirmada. O anúncio foi adiado por tempo indeterminado. Provavelmente até que seja concluído o 20º Congresso do Partido Comunista da China, evento quinquenal que costuma monopolizar as atenções no gigante asiático.
Este ano, o presidente Xi Jinping está sendo conduzido a um terceiro mandato. Trata-se de algo que não acontecia desde Mao Tsé-tung e Deng Xiaoping.
Ainda hoje, os balanços dos Estados Unidos devem movimentar o dia de Nova York e as demais praças do planeta. Goldman Sachs, Johnson & Johnson e American Airlines divulgam seus resultados antes da abertura, e Netflix, após o fechamento.
Por aqui, diante da agenda esvaziada, a atenção dos investidores volta-se para a aproximação da reta final da campanha para o segundo turno das eleições presidenciais.
A 12 dias das eleições, Lula oscilou um ponto porcentual para baixo, e Bolsonaro flutuou um para cima.
No campo das articulações, enquanto Bolsonaro festejou o apoio de artistas sertanejos, Lula celebrou a adesão de mais empresários de peso à sua campanha em meio às articulações de Simone Tebet, Marina Silva e Armínio Fraga.
Os papéis da vale (VALE3) devem ser destaque no pregão de hoje após a divulgação da prévia operacional da empresa.
A mineradora indicou que a produção de minério de ferro teve leve avanço de 1,1% na comparação anual e ficou em 89,7 mil toneladas métricas (Mt), enquanto as vendas da matéria-prima do aço subiram 3,5%, para 69 Mt. Veja o panorama compelto aqui.
No pré-mercado de hoje, os ADRs (recibos de ações negociados em bolsa) da Vale operam em forte alta de 1,61%, cotados a US$ 13,28.
Antes da abertura:
Após o fechamento:
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