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Guilherme Valle

FECHAMENTO DO CÂMBIO

Dólar tem dia de indefinição, recua 0,25% e vale R$4,83. Euro também cai e termina o dia negociado a R$ 5,31

O dólar chegou a testar uma alta, mas acabou perdendo força e fechou o sétimo pregão consecutivo com desvalorização

Guilherme Valle
24 de março de 2022
17:04 - atualizado às 17:15
dólar e euro
Sinalizações da autoridade monetária norte-americana ajudaram o dólar a ganhar força frente seus pares - Imagem: Shutterstock

Depois de seis pregões consecutivos de recuo, o dólar teve uma quinta-feira (24) de indefinição e terminou o dia mais próximo da estabilidade, registrando baixa de 0,25% a R$ 4,8320. O euro também recuou sensivelmente em relação ao real e vale R$ 5,3172.

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A moeda norte-americana teve um dia cheio de oscilações e chegou a ser negociada a R$ 4,7650 na mínima, a máxima foi de R$ 4,8575. O euro teve mínima de R$ 5,2429 e máxima de R$ 5,3374.

Por aqui

O destaque do noticiário econômico local ficou por conta da sinalização do Banco Central de que o ciclo de aperto monetário deve se encerrar já na próxima reunião, com um aumento de mais 1%, que levaria a taxa Selic a 12,75% por ano.

Apesar da sinalização de que o Banco Central vá empreender uma política menos agressiva no mesmo momento em que o Fed sinaliza sua intenção de pisar mais forte nos freios, o diferencial de juros ainda segue favorável, atraindo importante fluxo de dólares para a economia brasileira.

Além disso, também chamou a atenção um relatório do Credit Suisse que aponta para uma desvalorização ainda maior do dólar ao chamar atenção para o aumento do preço das commodities, o que acaba favorecendo as exportações brasileiras.

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Por lá

Em uma semana recheada de falas de dirigentes do Fed, o mercado permanece de olho nas sinalizações da autoridade monetária. Hoje foi a vez de mais um membro do FOMC (Federal Open Market Committee) discursar.

Leia Também

Neel Kashkari afirmou enxergar taxa básica de juros neutra para a economia norte-americana em torno de 2%, levando em consideração a atual curva de juro de títulos da dívida pública americana. 

Mesmo assim, Kashkari afirmou que aumentar a dose do ajuste para mais de 0,25% por reunião pode ser arriscado.

Os investidores também seguem atentos aos desdobramentos da guerra na Ucrânia. Sem uma perspectiva clara de saída para o conflito, Estados Unidos e China seguem trocando farpas.

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O DXY, índice que compara o dólar aos seus pares, teve um dia de avanço. Indicando fortalecimento da moeda norte-americana.

Acompanhe a nossa cobertura completa de mercados para acompanhar o desempenho de bolsa, dólar e juros hoje. Confira também o fechamento dos principais contratos de DI:

CÓDIGONOME ULT  FEC 
DI1F23DI jan/2312,84%12,98%
DI1F25DI Jan/2511,72%12,09%
DI1F26DI Jan/2611,54%11,88%
DI1F27DI Jan/2711,56%11,85%

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