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Com IPCA de março acima das expectativas, investidores começam a rever suas apostas para a Selic
O dólar teve uma sessão marcada pela volatilidade mas interrompeu a sequência de altas e voltou a recuar nesta sexta-feira (08).
A moeda norte-americana agora é negociada a R$ 4,7089, desvalorização de 0,67%. O euro também recuou 0,68% e vale R$ 5,1196. Na semana, o dólar subiu 0,89%, ao passo que o euro registrou avanço de 1,26%.
O dia ficou marcado pela divulgação do IPCA de março, que fechou o mês com avanço de 1,62%, acima da mediana das expectativas que estavam em 1,35%. No acumulado de 12 meses a inflação atingiu 11,3%.
O resultado marca a maior taxa de inflação registrada no mês de março desde 1994 e coloca dúvidas na cabeça dos investidores, que pareciam estar considerando que a próxima alta na Selic seria a última do ciclo de aperto. Com esse novo cenário batendo à porta, os juros tiveram um dia de forte alta.
O euro registrou máxima de R$ 5,1897 e mínima de R$ 5,1160. O dólar, por sua vez, alternou momentos de alta e de queda e operou no intervalo entre R$ 4,7010 e R$ 4,7939.
O tom da ata do Federal Reserve e dos mais recentes discursos de dirigentes da entidade continua a causar impactos nos mercados do mundo todo. As bolsas de NY tiveram um dia volátil mas acabaram conseguindo registrar alta ao final do dia.
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Contudo, os treasuries, títulos da dívida norte-americana, passaram o dia inteiro operando no território da alta, sinalizando que o apetite ao risco vem se reduzindo conforme ficam mais claros os remédios que o Federal Reserve pretende usar contra a inflação no país.
O DXY, índice que mede a força do dólar em relação aos seus pares, chegou a romper os 100 pontos, um patamar que não era visto desde junho de 2020, demonstrando que o dólar ganha força frente moedas como euro, yen e libra.
Acompanhe a nossa cobertura completa de mercados para acompanhar o desempenho de bolsa, dólar e juros hoje. Confira também o fechamento dos principais contratos de DI:
| CÓDIGO | NOME | ULT | FEC |
| DI1F23 | DI jan/23 | 12,96% | 12,74% |
| DI1F25 | DI Jan/25 | 11,78% | 11,49% |
| DI1F26 | DI Jan/26 | 11,52% | 11,29% |
| DI1F27 | DI Jan/27 | 11,48% | 11,25% |
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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