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FOCO NO PAPEL

Dividendos do DEVA11 seguem em queda, mas fundo imobiliário promete proventos maiores nos próximos meses; veja o que deve aumentar o rendimento do FII

O FII voltou a distribuir proventos abaixo da média dos últimos meses pela segunda vez consecutiva ao pagar R$ 0,56 por cota em outubro

Imagem mostra pequenas casas de brinquedo sobre pilhas de moedas, representando os dividendos pagos mensalmente pelos fundos imobiliários (FIIs) | fundo imobiliário HGLG11
Imagem: iStock

A conta da deflação demorou um pouco para chegar, mas os cotistista do Devant Recebíveis Imobiliários (DEVA11) sentiram novamente como a variação negativa do IPCA afeta os dividendos do fundo imobiliário.

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O FII voltou a distribuir proventos bem abaixo da média dos últimos meses pela segunda vez consecutiva e pagou R$ 0,56 por cota em outubro. Confira como foram as distribuições dos últimos seis meses:

Fonte: Devant Asset

Mas o fundo promete que os dividendos não cairão mais daqui para a frente. "Do ponto de vista dos rendimentos mensais, é possível afirmar que o principal momento de redução do montante distribuído já passou", afirma a gestão em relatório gerencial divulgado na última sexta-feira (19).

A Devant Asset, responsável pela gestão do fundo, explica que o IPCA de outubro superou as expectativas do mercado com um avanço de 0,59% e pôs fim ao período deflacionário. Portanto, o DEVA11 voltará a contar com a correção positiva na parcela pós-fixada dos ativos de seu portfólio.

Vale relembrar, porém, que os FIIs costumam calcular os rendimentos com um atraso de dois ou três meses. Mas o DEVA11 argumenta que, mesmo observando a defasagem dos indicadores, o próximo rendimento já considerará uma parcela da variação positiva do índice.

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"Ficou para trás a deflação que assustou os investidores dos fundos indexados à inflação", destaca a gestão.

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Além de justificar a queda nos dividendos, o relatório do Devant Asset também alega que o cenário que baixou os proventos "pode ter aberto uma excelente janela de oportunidade para compra do DEVA11".

As cotas do fundo têm sido negociadas cerca de 10% a 15% abaixo do valor patrimonial. Nesta segunda-feira (21), por volta das 13h05, o desconto chega a 16,42% com o ativo cotado em R$ 84,58.

Para a gestão, o cenário "torna o investimento atrativo": "investidores que priorizam renda para o longo prazo se beneficiam nesses momentos, potencializando seus rendimentos."

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