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Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Alívio

Destaques da bolsa: shoppings, varejistas e construtoras têm dia de glória com alívio nos juros futuros

Papéis como Iguatemi (IGTI11), Multiplan (MULT3), Lojas Renner (LREN3), Magazine Luiza (MGLU3), MRV (MRVE3) e JHSF (JHSF3) se destacam entre as altas do Ibovespa

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
12 de janeiro de 2022
16:23 - atualizado às 16:32
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Setores mais sensíveis à dinâmica de juros têm sofrido com a disparada das taxas. Imagem: Shutterstock

A maior definição dos próximos passos da política monetária do Federal Reserve, o banco central americano, trouxe alívio para os mercados globais e derrubou os juros futuros nesta quarta-feira (12).

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Com isso, as ações de varejistas, shoppings e construtoras, que estão entre as mais castigadas pela escalada das taxas no último ano, têm um dia de glória, disparando na B3 e ficando entre as maiores altas do Ibovespa no dia. Acompanhe a nossa cobertura completa de mercados.

Estou falando de papéis como Iguatemi (IGTI11), Multiplan (MULT3), Lojas Renner (LREN3), Magazine Luiza (MGLU3), MRV (MRVE3) e JHSF (JHSF3).

Esses setores são muito dependentes de crédito, o que faz com que suas ações sejam particularmente sensíveis à dinâmica dos juros. Tanto que, no ano passado, com a alta nos juros futuros e na Selic, algumas das ações desses setores ficaram justamente entre as maiores quedas do Ibovespa, com perdas de mais de 40% em 2021.

Nesta quarta, a divulgação do CPI, a inflação ao consumidor dos Estados Unidos, reforçou as perspectivas quanto aos próximos passos da política monetária do Fed, que já vinham sendo sinalizados desde a semana passada, com a divulgação da ata da última reunião do comitê de política monetária e a fala de vários dirigentes da instituição, incluindo o presidente, Jerome Powell.

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A inflação dentro do esperado pelo mercado ratifica a expectativa de alta nos juros já na próxima reunião, em março, e de três a quatro altas neste ano, com início da venda dos ativos adquiridos pela autoridade monetária dentro de três ou quatro reuniões.

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Com a retirada das incertezas quanto à política monetária do horizonte, as bolsas têm espaço para subir nesta quarta, ao mesmo tempo em que os juros dos títulos do Tesouro americano e o dólar recuam. Por aqui, os juros futuros, recentemente muito pressionados, caem forte nesta quarta:

  • Janeiro/23: queda de 1,37%, para 11,86%;
  • Janeiro/25: queda de 2,61%, para 11,215%;
  • Janeiro/27: queda de 2,40%, para 11,17%.

Por conseguinte, as ações de varejistas, construtoras e shoppings conseguem recuperar parte das perdas recentes. O setor de shoppings também é beneficiado pelas boas prévias divulgadas hoje pela Multiplan (MULT3). A companhia bateu recorde de vendas no quarto trimestre do ano passado.

Perto das 16h, o Ibovespa subia 1,57%, aos 105.406 pontos. No mesmo horário, os papéis de Iguatemi (IGTI11) subiam 8,25%, para R$ 17,45, e os da Multiplan (MULT3) avançavam 6,60%, a R$ 18,08, as duas maiores altas do índice.

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Ainda entre as maiores altas, apareciam as ações das Lojas Renner (LREN3), com ganho de 6,06%, a R$ 24,67, e das Americanas S.A., com avanço de 5,78%, a R$ 29,67.

Vale destacar ainda a alta de 5,11% do Magazine Luiza (MGLU3), a R$ 6,17, a valorização de 5,66% da BR Malls (BRML3), a R$ 7,66, o avanço de 5,28% das Lojas Americanas (LAME4), a R$ 5,58, e os ganhos de 5,40% do Grupo Soma (SOMA3), a R$ 11,12.

Entre as construtoras, destaque para a JHSF (JHSF3), que subia 4,99%, a R$ 4,84, no mesmo horário. MRV (MRVE3) tinha alta de 3,51%, a R$ 10,92, e Eztec (EZTC3) avançava 3,36%, a R$ 18,45.

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