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Analistas esperavam pelo pior, mas vitória de Lula nas urnas reforçou o fluxo de estrangeiros em direção à bolsa brasileira
Na noite de domingo, logo depois da confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais, os analistas de mercado eram praticamente unânimes em afirmar que a reação dos ativos brasileiros ao resultado das urnas seria negativa em um primeiro momento, especialmente para a bolsa.
A previsão não se confirmou porém. Ao resultado, seguiu-se o retorno de investidores estrangeiros que preferiram ficar de fora do mercado brasileiro até que as eleições presidenciais se resolvessem.
Com isso, o Ibovespa chegou ao fim da primeira semana pós-eleições com ganhos de 3,16%. Já o dólar recuou 4,49% no período.
Talvez fosse de se esperar que as maiores altas e baixas da semana estivessem concentradas em ações que reagiriam diretamente ao resultado do pleito.
No lado positivo, havia grande expectativa em relação às ações do chamado ‘kit Lula’: papéis de empresas dos setores de varejo, construção e educação voltadas para os públicos de média e baixa renda. Em contrapartida, a vitória de Lula pesaria sobre as estatais.
Esses movimentos de fato foram observados em maior ou menor medida no decorrer da semana, mas não pesaram como o esperado sobre o resultado final do período. As ações do Banco do Brasil, por exemplo, fecharam a semana em alta consistente.
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As empresas do ‘kit Lula’ também foram bem, mas não protagonizaram as maiores altas. O pódio de maiores valorizações da semana foi ocupado pela 3R Petroleum, da Cosan e da São Martinho.
Na outra ponta, a Petrobras liderou as quedas na semana. Em grande medida, o resultado se deveu às mudanças pelas quais a empresa deve passar a partir de janeiro. Também pesou o pedido do Ministério Público para que o Tribunal de Contas da União avalie a legalidade da política de dividendos da estatal. Na semana, a Petrobras reportou lucro trimestral de R$ 46,1 bilhões e prometeu distribuir R$ 44 bilhões em dividendos a seus acionistas.
Diante disso, as ações PN e ON da Petrobras lideraram as quedas da semana no Ibovespa, seguidas pela Alpargatas, que desabou depois de reportar um resultado considerado fraco para o terceiro trimestre.
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