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Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

MERCADOS HOJE

Bolsa hoje: Ibovespa vira para o positivo na reta final com melhora em Nova York; dólar sobe

Renan Sousa
Renan Sousa
24 de maio de 2022
9:09 - atualizado às 17:19

RESUMO DO DIA: As bolsas internacionais abriram o dia em queda com a volta dos temores envolvendo a covid-19 na China. Na Europa, o medo vem da desaceleração da economia local, refletida nos PMIs divulgados mais cedo. Por aqui, o assunto que domina o Ibovespa é a troca do presidente da Petrobras.

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Acompanhe por aqui o que mexe com a bolsa, o dólar e os demais mercados hoje, além das principais notícias do dia.

Ibovespa fecha em leve alta de 0,21%, aos 110.580 pontos.

O dólar à vista fechou o dia em alta de 0,14%, a R$ 4,8123

Na reta final do pregão, o Ibovespa conseguiu reverter as fortes oerdas registradas mais cedo, acompanhando uma melhora do humor em Nova York.

Enquanto as ações da Petrobras operam em forte queda, outras empresas do setor dominam as altas do dia.

Para alguns analistas, a incerteza enfrentada pela estatal faz com que a exposição ao setor de óleo e gás por meio de outros ativos seja considerada mais segura.

Na sequência, empresas do setor elétrico completam a lista. Confira as maiores altas do dia:

CÓDIGO NOME ULT VAR
PRIO3 PetroRio ON R$ 26,96 3,02%
RRRP3 3R Petroleum ON R$ 44,80 2,47%
EQTL3 Equatorial ON R$ 23,87 2,27%
TAEE11 Taesa units R$ 41,74 2,08%
ENGI11 Engie units R$ 45,82 2,07%
QUE SHOPPING COMPRAR?

JP Morgan eleva preços-alvo de brMalls, Multiplan e Iguatemi, mas nem todas estão entre as preferidas no segmento; saiba quais delas chamam atenção do banco e por quê nesta matéria da Carolina Gama. 

O Ibovespa reduziu a queda para 0,99%, aos 109.256 pontos no início da tarde de hoje.

Já o dólar à vista era negociado em queda de 0,16%, aos R$ 4,8046 no mesmo horário.

TROCA DE COMANDO DA PETROBRAS. E AGORA?

O assunto do dia é a troca de comando da Petrobras (PETR4), anunciada pelo governo federal na nite da última segunda-feira (23).

Para analistas consultados pelo Seu Dinheiro, a volatilidade gerada é desnecessária e atrapalha, mas pode ser difícil para o governo Bolsonaro mudar a política de preços da noite para o dia

Entenda mais na nossa matéria especial sobre a estatal aqui. 

O QUE PENSA O MERCADO

Mudanças no comando de uma estatal sempre são delicadas, principalmente quando os interesses do controlador esbarram com os dos acionistas minoritários da companhia, o que leva a uma reação negativa do mercado.

Hoje, as ações de PETR3 e PETR4, negociadas na B3, operam em forte queda. Um recuo dessa magnitude, com tendência a se ampliar ao longo do dia, incomoda, mas mostra que o mercado já se encontra um pouco menos sensibilizado com as trocas de comando constantes promovidas pelo governo de Jair Bolsonaro.

 

Quando Roberto Castello Branco foi o primeiro presidente da estatal a ser demitido pela gestão Bolsonaro, em fevereiro de 2021, os papéis da companhia recuaram cerca de 20%. Por que tamanha diferença nas reações?

CONFIRA O QUE PENSA O MERCADO SOBRE A TROCA NA PETROBRAS

FECHAMENTO NA EUROPA
  • Frankfurt (DAX): -1,80%
  • Londres (FTSE): -0,39%
  • Paris (CAC): -1,66%
  • Stoxx-600: -1,09%

O Ibovespa inicia a tarde desta terça-feira (24) em queda de 1,58%, aos 108.603 pontos.

O dólar à vista por sua vez inverteu o sinal e passou a vançar 0,56%, negociado a R$ 4,8432.

LEMBRA DO SNAPCHAT?

Ação da rede social derrete quase 40% e leva empresas de tecnologia para o buraco hoje.

Empresas como Twitter e Meta (Facebok) também caem após o CEO da Snap, Evan Spiegel, anunciar em nota aos funcionários que a companhia não conseguirá atingir nem mesmo o piso das metas de receita e lucro ajustado deste trimestre.

Leia a matéria completa aqui. 

SOBE E DESCE DO IBOVESPA

As maiores baixas do Ibovespa vão para o setor aéreo e o varejo. A inflação alta e consequente alta nos juros devem afetar ambos os segmentos.

As aéreas também acompanham novas notícias sobre a covid-19 na China e o avanço da doença nos demais países.

ATIVO Nome Ult Var
CVCB3 CVC BRASIL ON NM R$ 11,46 -4,98%
AMER3 AMERICANAS ON NM R$ 22,96 -4,61%
EMBR3 EMBRAER ON NM R$ 12,26 -4,44%
PETZ3 PETZ ON NM R$ 11,80 -4,07%
BIDI11 BANCO INTER UNT N2 R$ 13,98 -3,79%

 

Já no campo das maiores altas, temos as seguintes empresas:

 

ATIVO Nome Ult Var
SLCE3 SLC AGRICOLAON NM R$ 52,91 1,55%
PRIO3 PETRORIO ON NM R$ 26,54 1,41%
ENGI11 ENERGISA UNT N2 R$ 45,52 1,40%
CPFE3 CPFL ENERGIAON NM R$ 36,16 1,26%
ELET6 ELETROBRAS PNB N1 R$ 43,15 1,22%

 

Vale destacar também o desempenho das ações da Petrobras (PETR3 e PETR4), após a demissão do presidente da estatal na noite de ontem (23).

Os papéis começaram o dia com quedas assustadoras na casa dos 12%, mas isso se deve principalmente ao dia de ex-dividendos.

Esse é o primeiro dia após o período em que os investidores podem comprar as ações para receber dividendos, o que costuma exigir ajustes das cotações.

PETR3 PETROBRAS ON EDJ N2 R$ 34,61 -2,26%
PETR4 PETROBRAS PN EDJ N2 R$ 31,71 -2,58%

O Ibovespa recua 1,24%, aos 108.974 pontos.

O dólar à vista, por sua vez, é negociado em queda de 0,35%, cotado a R$ 4,7939.

JUROS FUTUROS REAGEM À INFLAÇÃO

A curva de juros sobe em resposta à inflação acelerada e com a perspectiva de que o Banco Central precise elevar a Selic ainda mais para conter a alta de preços.

Confira como operam os juros futuros (DIs) hoje:

CÓDIGO NOME ULT FEC
DI1F23 DI jan/23 13,42% 13,26%
DI1F25 DI Jan/25 12,27% 12,02%
DI1F26 DI Jan/26 12,04% 11,81%
DI1F27 DI Jan/27 11,98% 11,77%

O Ibovespa encerrou os leilões de abertura em queda de 1,20%, aos 109.018 pontos.

O dólar à vista também recua 0,32%, aos R$ 4,7899.

O QUE A BOLSA OLHA HOJE

Os investidores terão um dia cheio pela frente, com três principais acontecimentos e indicadores para digerir hoje.

O primeiro deles foi a demissão de José Mauro Ferreira Coelho, após passar cerca de 40 dias à frente da estatal brasileira. Isso coloca os papéis da Petrobras (PETR3 e PETR4) em foco por mais um dia.

O segundo fator de preocupação dos investidores foi o mais recente indicador de inflação, divulgado mais cedo pelo IBGE. O IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, veio acima do esperado e avançou 0,59% em maio.

Essa é a maior alta do IPCA-15 desde maio de 2016, quando o mesmo indicador avançou 0,86%.

Por último, a cautela que domina as bolsas no exterior também deve manter o índice local pressionado. Covid-19, guerra na Ucrânia e desaceleração econômica global alimentam o sentimento de aversão ao risco lá fora.

OPORTUNIDADE DE SWING TRADE NA BOLSA

Antes da abertura dos negócios por aqui, confira a coluna de Nilson Marcelo, analista técnico da Vitreo.

Entenda porque ele enxerga uma oportunidade de trade com as ações da Usiminas (USIM5) e Multiplan (MULT3) hoje.

O Ibovespa futuro abriu em queda de 1,41%, aos 109.895, perdendo os 110 mil pontos da sessão anterior.

Por sua vez, o dólar à vista abriu em alta de 0,69%, negociado a R$ 4,8384.

INFLAÇÃO: IPCA-15 VEM ACIMA DO ESPERADO

O IPCA-15 registrou a maior alta em seis anos e subiu 0,59% em maio ante a abril. O resultado ficou acima da mediana das projeções do Broadcast de avanço de 0,45%.

Dessa forma, nos últimos 12 meses, o IPCA-15 avançou 12,20%, além da mediana das projeções de 12,04%.

Na última leitura, o IPCA-15 de abril ficou em 1,73% na comparação mensal, enquanto o indicador anualizado ficou em 12,03%.

Dessa forma, o IPCA-15 acumula alta de 4,93% no ano.

BOLSAS PELO MUNDO

A volta da covid-19 na China, com o medo de novas ondas da doença atingirem o país, voltou e Pequim prepara uma série de medidas mais duras para conter o coronavírus.

E isso se traduz em recessão econômica, tendo em vista que os problemas envolvendo os gargalos estruturais da cadeia de suprimentos global são intensificados quando o Gigante Asiático passa por problemas.

Na Europa, a desaceleração começa a refletir nos índices de gerentes de compras (PMIs, em inglês) da região. Reino Unido e Zona do Euro apresentaram indicadores mais fracos, o que levanta ainda mais cautela por lá.

Já nos EUA, as atenções se voltam para a participação de Jerome Powell em evento. Os investidores as falas do presidente do Federal Reserve e novas pistas sobre o direcionamento da política de juros por lá.

  • Dow Jones futuro: -0,56%
  • S&P 500 futuro: -0,92%
  • Nasdaq futuro: -1,46%
  • Euro Stoxx 50: -0,62%
  • Xangai (China): -2,41% (fechado)
  • Nikkei (Japão): -0,94% (fechado)
  • Petróleo Brent: US$ 111,14 (+0,33%)
  • Minério de ferro (Dalian, China):  US$ 124,58 (-3,54%)
ESQUENTA DOS MERCADOS

Bom dia! A notícia que pegou todos os investidores no pé contrário nesta madrugada foi a troca da presidência da Petrobras (PETR4).

A bolsa deve acompanhar a saída de José Mauro Ferreira Coelho, após passar cerca de 40 dias à frente da estatal brasileira.

O anúncio foi feito no fim da noite da última segunda-feira (23), com os negócios já fechados por aqui.

No entanto, os recibos de ações (ADRs, em inglês) da Petrobras começaram o dia com fortes perdas de 12,55% no pré-mercado em Nova York.

Também hoje as ações da Petrobras começam a ser negociadas sem o pagamento de dividendos (dia conhecido como ex-dividendo), o que costuma gerar uma queda no valor do papel — e esse fato pode ter auxiliado no fraco desempenho dos ADRs da Petrobras.

Mesmo que a B3 compense esse ajuste, a volatilidade dos papéis da Petrobras irá refletir no desempenho da bolsa brasileira hoje, tendo em vista que os papéis da empresa estão entre os que têm maior peso no índice Ibovespa.

Por falar nele, o principal índice da B3 fechou a sessão de ontem em alta de 1,74%, aos 110.345 pontos.

Por sua vez, o dólar à vista registrou queda de 1,41%, a R$ 4,8054, beneficiado pelo fluxo de entrada de capital no país.

Leia o nosso pré-mercado completo aqui. 

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