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Além disso, a temporada de balanços começa a ganhar tração no exterior e, no Brasil, a primeira divulgação dos números do terceiro tri deve ocorrer na sexta-feira
A semana marcada por feriado e menor liquidez nos mercados fez o Ibovespa encerrar os últimos pregões com saldo positivo, em um avanço de mais de 1%. Já o dólar à vista fechou os últimos sete dias em queda de 0,77%, depois de atingir o patamar de R$ 5,60.
Esta semana, o investidor doméstico não tem maiores indicadores para se preocupar, mas o Congresso Nacional fica no centro das atenções. Além da PEC dos precatórios, os debates envolvendo a reforma do Imposto de Renda e, consequentemente, o teto de gastos e o Auxílio Brasil devem movimentar a bolsa por aqui.
Já o exterior tem importantes indicadores para digerir. A segunda-feira (18) já começa de olho nos números do PIB da China, que decepcionaram e vieram abaixo do esperado. Nos próximos dias, as perspectivas para a economia dos EUA devem ser divulgadas pelo Federal Reserve no Livro Bege, o que pode pressionar ainda mais pela manutenção ou retirada de estímulos da economia, o chamado tapering.
As Casas Legislativas brasileiras devem ficar em foco nesta semana. No Senado Federal, a leitura do relatório da CPI da Covid deve fechar os trabalhos da Comissão ainda esta semana. A cerimônia de encerramento estava marcada para terça-feira (19), mas teve de ser adiada.
Já na Câmara dos Deputados, a PEC dos precatórios deverá ser votada em comissão especial na terça-feira, com fortes indícios de que será aprovada. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) deve fazer a deliberação do texto nos dias seguintes à votação.
Os embates políticos devem seguir como plano de fundo para a bolsa brasileira. O risco fiscal deve ficar fora do radar (por enquanto) com a aprovação da PEC dos precatórios, mas ainda é preciso que a reforma do Imposto de Renda seja aprovada para que o teto de gastos esteja a salvo.
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Hoje o Banco Central divulga o Relatório de Estabilidade Financeira do 1º trimestre e o Ministério da Economia publica os dados da balança comercial semanal.
Na terça-feira (19), a FGV divulga o IPC semanal e o IPC-S das Capitais em outubro. Sem maiores indicadores pela frente, a bolsa brasileira deve se apegar ao exterior esta semana, de olho no cenário doméstico de risco fiscal.
Além disso, vale ficar de olho no início da temporada de balanços por aqui. Na sexta-feira (22), a Hypera divulga seus resultados do terceiro trimestre e a agenda completa você confere na matéria do meu colega Victor Aguiar.
Outro temor que deve permanecer "abaixo do radar" do investidor é uma possível nova greve dos caminhoneiros, marcada para o início do mês que vem. A categoria exige um piso para o frete, nova política para o preço do diesel e aposentadoria especial.
A China divulgou, na madrugada desta segunda-feira (18), dados do PIB do terceiro trimestre deste ano. De acordo com o NBS, a expectativa era de que as atividades avançassem 5,1% nos últimos três meses, mas o dado apontou para um avanço de 4,9%.
A produção industrial do país também decepcionou, com expansão de 3,1% contra aumento de 3,8% das projeções do The Wall Street Journal. As vendas no varejo, entretanto, cresceram 4,4%, acima das expectativas de 3,4%.
O gigante asiático enfrenta problemas na retomada das atividades que os demais países no mundo também devem viver: a alta da inflação, a escassez de energia limpa e o número de casos de covid-19 que teima em permanecer elevado em alguns pontos do globo.
Para completar, o setor financeiro e imobiliário chinês segue pressionado, com incorporadoras em uma constante ameaça de calote, que pode afetar o sistema financeiro global.
O principal dado de hoje que os investidores devem digerir é o PIB da China. Ainda pela manhã, o Federal Reserve divulga números da produção industrial em setembro e o mercado deve permanecer atento à reunião de Janet Yellen, secretária do Tesouro dos EUA, com Jerome Powell, presidente do Fed.
Na terça-feira (19) a China volta às manchetes com a divulgação das LRPs, a taxa básica de empréstimos para 1 a 5 anos. No mesmo dia, os EUA divulgam os estoques de petróleo.
A quarta-feira (20) conta com a divulgação do Livro Bege, a publicação do Banco Central americano que traz as perspectivas para a economia dos EUA. A expectativa é de que o Federal Reserve dê maiores detalhes sobre o tempo e intensidade da retirada dos estímulos, movimento conhecido como tapering, que deve se iniciar em novembro.
Os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA devem ser divulgados na quinta-feira (21), enquanto dados do índice do gerente de compras (PMI, em inglês) que medem a atividade econômica dos países, deve ficar para a sexta-feira (22).
Como plano de fundo, a semana conta com uma série de balanços no exterior (confira mais abaixo).
Os principais índices asiáticos encerraram o pregão desta segunda-feira majoritariamente em baixa, após os dados decepcionantes da economia chinesa abaixo do esperado, o que reforça a tese de que a retomada das atividades pelo mundo pode estar comprometida.
De maneira semelhante, as bolsas europeias abriram em baixa, com temores da retomada menos intensa da economia global. O foco dos próximos dias fica para as falas dos dirigentes do BC americano e nos próximos passos do tapering, a retirada de estímulos da economia.
Por falar nos Estados Unidos, os futuros de Nova York absorvem a cautela do mundo e seguem pressionados antes da abertura.
Banco é o único brasileiro na operação, que pode movimentar até US$ 10 bilhões e marca nova tentativa de Bill Ackman de abrir capital; estrutura combina fundo fechado e holding da gestora, em modelo inspirado na estratégia de longo prazo de Warren Buffett.
Carteira recomendada do banco conta com 17 fundos e exposição aos principais setores da economia: infraestrutura, imobiliário e agronegócio
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