Menu
2021-05-10T08:37:11-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Prepare o coração

Segredos da Bolsa: Ata, indicadores e balanços agitam semana no mercado

Próximos dias trarão ata do Copom, IPCA, IBC-Br, inflação nos EUA e nova enxurrada de balanços entre componentes do Ibovespa

10 de maio de 2021
7:35 - atualizado às 8:37
coracao
Imagem: Shutterstock

Um forte calendário de balanços corporativos e de indicadores econômicos tem tudo para provocar volatilidade no mercado financeiro brasileiro ao longo dos próximos dias. Da ata do Copom aos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, a semana que começa hoje traz a garantia de um variado cardápio de eventos e indicadores.

Na semana passada, sinais de que a economia norte-americana não está tão aquecida quanto se imaginava permitiram algo que não se via havia um bom tempo: o real foi a grande estrela do período. O dólar perdeu 3,74% em relação à moeda brasileira ao longo da semana passada, retornando à faixa dos R$ 5,22.

No Ibovespa, a carregada agenda de resultados corporativos e o ambiente mais propenso ao risco nos mercados internacionais fizeram com que o principal índice do mercado brasileiro de ações finalmente rompesse a marcada dos 120 mil pontos e subisse 2,64% na semana, encerrando a sexta-feira em 122.038 pontos e ficando a pouco menos de 3% de seu topo histórico.

LIVE DA SEGUNDA

Clique aqui e acompanhe a live do nosso repórter Victor Aguiar com comentários sobre os principais eventos e indicadores da semana. Anote aí: começa às 9h30!

Só por hoje

Já que a semana tem tudo para fazer o mercado financeiro oscilar entre a nevasca e os 40 graus na sombra de uma hora para outra, quem gosta de calmaria pode tirar proveito da agenda tranquila e do tom discretamente positivo dos primeiros movimentos dos mercados internacionais apenas nesta segunda-feira. Porque a partir de amanhã…

Ata do Copom pode trazer mais sinais sobre os rumos da Selic

A terça-feira começa quente. Antes mesmo da abertura dos mercados locais, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) divulgará a ata da reunião da semana passada, na qual elevou a taxa Selic em 75 pontos-base, para 3,50% ao ano. No comunicado, o Copom sinalizou a intenção de dar continuidade ao ritmo do aperto monetário na reunião de junho. Caso isto se confirme, a Selic chegará no mês que vem aos 4,25% ao ano.

O Copom também explicou que considera apropriado no momento elevar a taxa a um nível que preserve o incentivo à atividade econômica, mas ressalvou que “não há compromisso com essa posição”. De acordo com a autoridade monetária, a condução da taxa Selic poderá ser ajustada em breve para “assegurar o cumprimento da meta de inflação”. E é atrás de pistas sobre os próximos passos do Copom que estarão os investidores.

E por falar em inflação…

IPCA de abril será conhecido pouco depois da ata

Na manhã de terça-feira, pouco depois da divulgação da ata do Copom, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgará o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) Amplo referente a abril. Analistas antecipam uma aceleração da inflação oficial, que em março atingiu 6,1%, posicionando-se acima do teto da meta de inflação do BC para 2021, de 5,25%.

A semana de indicadores relevantes no Brasil prossegue na quarta-feira com os números referentes às receitas do setor de serviços em março. Na quinta-feira, o Banco Central divulga o IBC-Br, índice de atividade econômica usado como termômetro para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB).

A expectativa é de que o IBC-Br de março proporcione um pouco mais de clareza sobre qual era o retrato da economia brasileira ao término do primeiro trimestre de 2021, exatamente quando a pandemia avançava rumo a seu mais grave momento no Brasil. Lembrando que a média móvel de mortos por covid-19 no país encontra-se acima da marca de 2.000 óbitos por dia há quase dois meses.

No exterior, à medida que a temporada de balanços corporativos se aproxima do fim, a estrela da semana será o índice de preços ao consumidor norte-americano. A expectativa é de que o índice proporcione novas informações sobre os possíveis próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que tem prometido manter os juros oficiais próximos de zero bem como o tamanho de seu programa de compra de ativos pelo menos até que a economia dos Estados Unidos mostre sinais claros de que a crise provocada pela pandemia ficou para trás.

Ainda nos EUA, novos números de vendas no varejo e produção industrial virão à tona na sexta-feira. Atenção também aos dados de inflação na China, na noite de segunda-feira, e aos números preliminares do PIB do Reino Unido, na manhã de quarta-feira.

CPI da pandemia segue causando calafrios no Planalto

Na cena política, seguem os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a reação das autoridades à pandemia.

A expectativa é de que o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, seja ouvido na terça-feira.

O depoimento do ex-secretário de comunicação do Palácio do Planalto, Fábio Wajngarten, está previsto para a quarta-feira.

Na quinta, um representante da Pfizer provavelmente será questionado sobre as ofertas de vacina feitas pela companhia farmacêutica ao governo brasileiro. Para o mesmo dia está previsto o depoimento do ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo.

A depender de como forem conduzidas as audiências, é possível que o avanço da CPI traga à tona informações no mínimo constrangedoras para o governo.

Outros ruídos podem surgir com o fatiamento da reforma tributária.

Agenda de balanços continua a todo o vapor

Enquanto isso, a divulgação de resultados trimestrais de empresas listadas na B3 mantém o forte ritmo da semana anterior. Serão conhecidos ao longo desta semana os balanços de mais algumas dezenas de componentes do Ibovespa. Confira a seguir os principais e clique aqui para ver a lista completa.

Terça-feira: Banco Inter, BR Distribuidora, BTG Pactual, Carrefour, Klabin, Marfrig, NotreDame Intermédica, Raia Drogasil e Telefonica Brasil;

Quarta-feira: BRF, Eletrobras, Energisa, Eneva, Equatorial, Hapvida, JBS MRV, Oi, Suzano;

Quinta-feira: Bradespar, Ecorodovias, Energias do Brasil, Eztec, IRB Brasil, Magalu, Petrobras, Qualicorp, Rumo, SulAmérica, Ultrapar e ViaVarejo;

Sexta-feira: BR Malls, CCR, Cemig, Cosan, CPFL, CVC, Cyrela e Sabesp.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

Maquininhas internacionais

De malas prontas: presidente da Getnet revela planos para o início das operações na Europa em 2022

A empresa se tornou peça-chave nos planos do espanhol Santander de criar uma plataforma global de pagamentos

Renda variável

Na batalha das corretoras, Rico vai zerar taxa em operações com opções

A medida busca tornar a corretora mais competitiva e reforçar a atuação do grupo no ramo da renda variável

Concursos públicos

De olho nos concurseiros, Yduqs anuncia aquisição da plataforma de EaD Qconcursos

Plataforma de cursos preparatórios para concursos públicos tem 412 mil alunos pagantes e mira mercado potencial de 17 milhões de pessoas; valor da operação não foi divulgado

Mostrando as garras

Dirigente do Fed fala em alta de juros em 2022 e admite postura mais agressiva contra inflação

Em entrevista à CNBC, Bullard disse que o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) adotou uma posição mais dura no encontro deste mês

Entrando no pet shop

O plano da BRF: colocar comida na sua mesa e ração no potinho do seu pet

A BRF comprou o grupo Hercosul, produtor e distribuidor de ração para cães e gatos, entrando no mercado pet. Entenda o racional da operação

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies