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Pacheco falou em sacrificar algumas premissas econômicas para “poder manter alguma forma de socorro a essas pessoas”; Lira disse que tinha a impressão de mercado poderia aceitar a medida, estando dentro do teto
Favoritos à presidência do Senado e da Câmara, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e Arthur Lira (PP-AL), respectivamente, criaram um ruído no mercado financeiro nesta quinta-feira (21).
Ambos indicaram a possibilidade uma prorrogação do auxílio emergencial, pago pelo governo federal à população mais fragilizada pela crise causada pela pandemia de covid-19.
À Bloomberg, Pacheco falou em sacrificar algumas premissas econômicas para "poder manter alguma forma de socorro a essas pessoas".
Já Lira disse em um evento que tinha a "impressão de que dentro do teto, com o Orçamento aprovado, o mercado aceitaria entre R$ 20 bilhões e R$ 50 bilhões por um período máximo de seis meses", segundo o Estadão.
O candidato ressaltou que não conversou com ninguém do governo neste ano sobre a possibilidade de prorrogação do auxílio. Mais tarde, Lira publicou em sua conta no Twitter uma mensagem de compromisso com a disciplina fiscal.
Ainda assim, o mercado financeiro segue uma toada de pessimismo, com o Ibovespa caindo 1%. O temor dos agentes financeiros é de que, uma vez eleitos, os hoje favoritos para a presidência da Câmara e do Senado adotem medidas que comprometam as contas públicas.
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