Trabalhadores de fábrica em Taubaté, SP, recusam oferta feita pela Ford
Funcionários da parte de motores da montadora rejeitaram proposta de indenização pelo fechamento da unidade

Em assembleia realizada na quarta-feira (3), funcionários da fábrica de motores da Ford em Taubaté (SP) rejeitaram proposta de indenização pelo fechamento da unidade.
A empresa propôs o pagamento de 1,1 salário por ano trabalhado ao pessoal da produção e 0,7 para os administrativos. Para os trabalhadores da unidade de Camaçari (BA) não foi feita proposta até agora.
O dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, Sinvaldo Cruz, afirmou que a entidade continuará tentando reverter a decisão da Ford de deixar de produzir carros no País.
Segundo ele, pela média salarial dos empregados, o valor oferecido seria quase o mesmo que receberiam se continuassem trabalhando até dezembro, período em que venceria o acordo de manutenção de empregos feito antes do anúncio de fechamento.
"Essa proposta é um desrespeito, é dizer que está pouco se lixando para a dor dos trabalhadores", disse Cruz. A unidade emprega 830 pessoas. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, Julio Bonfim, disse que os encontros com diretores da montadora não estão evoluindo. "As negociações estão muito complicadas."
A Ford afirmou que está "em processo de negociação com o sindicato e não temos nada a anunciar neste momento". O grupo anunciou em janeiro o fechamento de suas três fábricas - a Troller, de Horizonte (CE) permanece aberta até o fim do ano. Ao todo serão 5 mil demissões.
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O presidente da Toyota do Brasil, Rafael Chang, disse que o grupo finaliza este ano o ciclo de investimentos de R$ 1 bilhão na fábrica de Sorocaba (SP) para a chegada de um veículo desenvolvido para consumidores brasileiros e latino-americanos.
Afirmou, contudo, que "uma agenda de competitividade se faz mais do que necessária neste momento, pois, em curto e médio prazos, possibilitará atrair novos investimentos, gerar mais empregos e renda".
Destacou ainda que recentemente viu empresas do setor deixarem de produzir no País, e reafirmou o compromisso da marca, mas disse ser necessário ter condições, inclusive tributárias, mais equilibradas e justas.
"Ainda enfrentamos incertezas quanto ao futuro e a lucratividade, o que dificulta a capacidade de investir. Estamos abertos ao diálogo, prontos para compartilhar valor e soluções em conjunto em todas as esferas."
* As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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