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Cristina Junqueira, co-fundadora do banco, assume comando no lugar de David Veléz, que se tornará CEO global da instituição
O comando do Nubank está de cara nova, mas nem tanto. A co-fundadora do banco digital, Cristina Junqueira, assumirá a presidência da instituição no lugar de David Vélez.
A decisão foi tomada em 19 de fevereiro pelos acionistas em assembleia geral extraordinária. A notícia só foi tornada pública no relatório anual da companhia relativo a 2020, na seção “eventos subsequentes”. Lá está a informação de que Vélez renunciou ao cargo, sem revelar os motivos.
Em nota enviada ao jornal “Valor Econômico” na quinta-feira (1º), o Nubank informou que a mudança no comando faz parte de uma reorganização de sua estrutura no Brasil, para “apoiar a expansão internacional do grupo”. De acordo com o jornal, Vélez deixou o cargo para se tornar CEO global do Nubank.
Cristina é engenheira com graduação e mestrado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e tem MBA pela Northwestern University (Kellogg School of Management).
Ela começou sua carreira em consultoria estratégica e trabalhou em bancos tradicionais antes de fundar o Nubank em 2013 com Vélez e Edward Wible.
O Nubank encerrou 2020 com um prejuízo de R$ 230,2 milhões, uma diminuição de 26,4% em relação à perda de R$ 312,7 milhões apurada em 2019.
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No ano passado, o resultado de intermediação financeira do banco cresceu 85,7%, para R$ 1,9 bilhão, com a receita obtida com intermediação financeira subindo 79%, para R$ 4,6 bilhões.
O destaque no período foi a receita com tarifas e similares, que mais do que dobrou em relação a 2019, para R$ 2,4 bilhões. A receita de operações de crédito avançou 47,4%, para R$ 1,4 bilhão.
O que ainda pesa para o Nubank são as despesas operacionais, diante dos investimentos feitos para expandir as operações. Em 2020, as despesas totais subiram 50%, para R$ 2,2 bilhões.
Entre as propostas apresentadas também estaria a saída de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen
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