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Enquanto a Direcional entregou um trimestre de recordes, o foco exclusivo da Tenda no programa Casa Verde e Amarela pode tornar-se um problema
No esquenta para a temporada de balanços das empresas brasileiras, mais dois nomes da construção civil brasileira divulgaram suas prévias operacionais para o terceiro trimestre de 2021.
Os resultados apresentados por Direcional Engenharia (DIRR3) e Tenda (TEND3) na noite de ontem animaram o mercado e impulsionam o desempenho das ações hoje. As ações da Direcional (DIRR3) fecharam em alta de 2,91%, a R$ 12,75, enquanto as da Tenda (TEND3) avançaram 2,67%, a R$ 18,08.
Além dos investidores, quem também repercute as prévias são os analistas. Os times do BTG Pactual e do Bank of America debruçaram-se sobre os números e deram seus respectivos veredictos sobre o desempenho das construtoras.
Veja a seguir os destaques das prévias operacionais de cada uma das empresas e confira também a opinião dos analistas sobre os resultados.
Com dez novos lançamentos entre julho e setembro deste ano, a Direcional registrou valor geral de vendas (VGV) total de R$ 1,1 bilhão, crescimento de 88% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado e um recorde para a empresa.
E as boas notícias não pararam por aí: as vendas da construtora também anotaram marcas inéditas no período. Com alta de 40% na mesma base de comparação, o indicador chegou a R$ 643 milhões.
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Um dos fatores por trás dos recordes é a participação relevante da Riva - subsidiária da Direcional com foco em empreendimentos para renda média - no volume de vendas. A incorporadora foi responsável por 37% do total vendido pelo grupo.
O Bank of America vê com bons olhos a atuação da construtora em segmentos além do programa Casa Verde e Amarela, “onde a flexibilidade de preços é maior”. Considerando a expectativa de uma alta no lucro conduzida pela Riva, o banco de investimentos mantém a recomendação de compra para o papel.
Os analistas do BTG Pactual, que foram positivamente surpreendidos pelo resultado da subsidiária da Direcional, também acreditam que a companhia está bem posicionada para manter o crescimento.
Por isso, o banco de investimentos mantém a recomendação de compra para os papéis, com preço-alvo de R$ 18, um potencial de valorização de mais de 45% em relação ao fechamento de ontem.
Apesar das cifras mais modestas quando comparadas às da Direcional, a Tenda também apresentou números positivos no terceiro trimestre deste ano.
A construtora lançou 11 empreendimentos no período, mas o VGV de R$ 633,9 milhões recuou 35,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Por outro lado, as vendas líquidas cresceram 3,8%, para R$ 770 milhões, no trimestre.
Para BTG Pactual, o resultado com as vendas compensa o enfraquecimento dos lançamentos, parcialmente explicado por uma lentidão nas aprovações dos projetos.
O Bank of America, no entanto, nota que o foco exclusivo da companhia no programa Casa Verde e Amarela pode ser um problema. Considerando a flexibilidade limitada dos preços para aliviar as pressões com o custo do aço e do cimento, o banco de investimentos mantém a recomendação de venda para as ações da Tenda.
Os analistas do BTG concordam que, com a alta dos materiais da construção civil e limitações para repasse de preços, o “cenário é feroz” para o segmento de baixa renda. Mas, apesar disso, eles apostam nas vantagens competitivas da empresa e mantêm a recomendação de compra para os papéis, com preço-alvo de R$ 40.
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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