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Decisão da Opep+ leva analistas da corretora a elevar preços-alvo dos papéis e reiterar recomendação de compra
A intensidade do aumento do preço do barril de petróleo no mercado internacional no pregão de terça-feira (5) foi tamanha que a XP Investimentos decidiu elevar o preço-alvo para as ações da Petrobras, vendo um potencial de alta na casa dos dois dígitos.
Os analistas Gabriel Francisco e Maira Maldonado resolveram aumentar o preço-alvo para as ações ordinárias (PETR3) e preferenciais (PETR4) de R$ 32,00 para R$ 35,00, representando um potencial de alta de 15,1% e 16,5% ante o fechamento de terça-feira (5), respectivamente. Eles reiteraram a recomendação de compra para os papéis.
O consenso alcançado pelos países da Opep+ (grupo formado pelos membros originais da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, mais aliados como a Rússia) para reduzir a produção de petróleo forçou os analistas da XP Investimentos a revisarem suas estimativas para os preços do petróleo tipo Brent, levando à mudança dos preços-alvo das ações.
Eles projetam agora que a commodity fechará 2021 cotada em US$ 52,96 o barril, uma diferença de 9,9% ante o que esperavam anteriormente. Para 2022, a projeção é de US$ 51,03 o barril, acima dos US$ 48,28 projetados inicialmente.
“Vemos o anúncio da Opep+ como positivo, por sinalizar menores pressões do lado da oferta de petróleo em um momento em que há potenciais incertezas de curto prazo relacionadas a fatores como o surgimento da nova cepa do vírus causador da covid-19 e a imposição de lockdowns em países europeus como Reino Unido e Alemanha”, diz trecho do relatório.
Para o médio e longo prazo, os analistas da XP Investimentos demonstram otimismo em relação aos preços do petróleo, com o avanço das vacinações contra o novo coronavírus pelo mundo. Isto deve provocar uma rápida recuperação da demanda por combustíveis e derivados de petróleo.
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“Assim sendo, em um horizonte de médio prazo (6-12 meses), estimamos que os preços de petróleo Brent se recuperem para o patamar de US$ 55,00 a 60,00 o barril, nível de preços que remunera os produtores de petróleo de xisto nos Estados Unidos, os quais consideramos como produtores marginais da commodity”, diz trecho do relatório.
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