Petrobras (PETR4): Tudo que excede R$ 2 no preço da gasolina não é nossa responsabilidade, diz empresa após críticas de Bolsonaro
Após novas críticas de Bolsonaro, empresa reforçou participação dos tributos na composição dos preços e reconheceu defasagem em relação ao valor do petróleo

O presidente da Petrobras (PETR4), Joaquim Silva e Luna, negou que haverá mudança na política de preços da estatal e disse que tudo que excede R$ 2 na composição da gasolina vendida não é de responsabilidade da empresa.
A companhia convocou uma coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (27), enquanto o pregão da bolsa estava aberto e o petróleo era negociado em alta nos mercados internacionais.
Os papéis da Petrobras (PETR4), que acompanhavam a tendência de valorização da commodity, desaceleraram a alta em um primeiro momento, voltaram a subir com mais força na sequência, mas fecharam com avanço de 0,89%, a R$ 27,14. Veja a cobertura de mercados do Seu Dinheiro.

"Entendemos que o aumento de preços está com o governo, Ministério de Minas e Energia, Economia e com a Casa Civil", disse Silva e Luna. "Não há nenhuma mudança na política de preços da Petrobras".
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Executivos da estatal reconheceram que os preços praticados pela companhia estão defasados e que a empresa avalia um reajuste. "Vemos o preço do Brent se posicionar acima de R$ 70, sinalizando um reajuste de preço", disse o CEO.
Mais cedo, o presidente da República, Jair Bolsonaro, disse que conversou nesta segunda-feira (27) com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, sobre como "melhorar ou diminuir" o preço dos combustíveis, um dos principais vilões da atual escalada inflacionária.
"Hoje falei com o ministro Bento, conversando sobre a nossa Petrobras, o que nós podemos fazer para melhorar ou diminuir o preço na ponta da linha, onde está a responsabilidade", disse em evento da Caixa Econômica Federal que lançou uma nova linha de crédito para "comemorar" os mil dias de governo.
Na tentativa de se defender sobre a alta dos preços dos combustíveis, Bolsonaro citou avanço das cotações também nos Estados Unidos e afirmou que é preciso "ter conhecimento do que está acontecendo antes de culpar quem quer que seja".
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