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Com a valorização do petróleo no mercado internacional, a alta dos valores não era completamente inesperada pelo mercado, mas não deixou de afetar as ações da empresa
Cumprindo com o prometido de que não haverá mudanças em sua política de preços, a Petrobras (PETR4) anunciou nesta sexta-feira (8) novos reajustes para a gasolina e gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido popularmente como gás de cozinha.
Com a valorização do petróleo no mercado internacional, a alta dos valores não era completamente inesperada pelo mercado, mas não deixou de afetar as ações da empresa.
Os papéis ordinários da estatal (PETR4), que chegaram aos R$ 30,23 mais cedo, desaceleraram com a notícia e, por volta das 14h00, subiam 1,95%, a R$ 29,77. O movimento também afastou das máximas as ações preferenciais da companhia, cotadas a R$ 29,00 e com alta e 1,40%.
Quem também repercutiu a notícia foi o ex-presidente da República Lula. "A Petrobras está mostrando que ela pode mais que o presidente da República. O Brasil está precisando de um novo presidente para poder fazer justiça com o preço dos combustíveis", disse o petista, em coletiva de imprensa em Brasília.
Lula também criticou o que chamou de "internacionalização" dos preços dos combustíveis: "não vejo nenhum sentido em querer agradar um acionista minoritário americano e não querer agradar o consumidor majoritário brasileiro".
O aumento nos preços do GLP — cujo quilograma sobe R$ 0,26, para R$ 3,86, a partir de amanhã (9) — ocorre após 95 dias de estabilidade nos quais a estatal, segundo comunicado, “evitou o repasse imediato da volatilidade externa causada por eventos conjunturais”. Com o novo valor, o botijão de 13 kg sairá das refinarias custando R$ 50,15 para as distribuidoras.
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Já o litro da gasolina ficará R$ 0,20 mais caro. Para o combustível do tipo A (sem adição de álcool anidro), o preço médio de venda da Petrobras passará de R$ 2,78 para R$ 2,98 por litro.
A gasolina comercializada nos postos é obrigatoriamente formada pela mistura de 27% de etanol e 73% de gasolina A. Portanto, a parcela da petroleira no preço do líquido na bomba passará a ser de R$ 2,18 por litro em média.
Dias antes do anúncio do novo ajuste — e em meio às críticas de lideranças políticas, mais notadamente o presidente da República, Jair Bolsonaro — por conta de sua política de preços, a Petrobras aprovou em conselho a destinação de R$ 300 milhões para a criação de um programa social de apoio a famílias em situação de vulnerabilidade.
O objetivo do programa, que terá duração de 15 meses, é contribuir com o acesso a insumos essenciais, com foco no gás liquefeito de petróleo (GLP). Segundo a companhia, o programa visa alinhar a atuação social da empresa ao praticado por outros pares de mercado e se justifica pelos efeitos da situação excepcional e de emergência decorrentes da pandemia da covid-19.
"Somos uma empresa socialmente responsável e comprometida com a melhoria das condições de vida das famílias, particularmente das mais vulneráveis'', disse o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, em comunicado ao mercado.
O modelo do programa está em fase final de estudos, incluindo a definição do critério de escolha das famílias em situação de vulnerabilidade e da busca de parceiros que possam somar esforços e ampliar o valor a ser investido, com a possibilidade da criação de um fundo que permita que outras empresas venham a aderir ao projeto.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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