Agora é oficial: Nubank pede registro para IPO duplo nos Estados Unidos e no Brasil com oferta de BDRs na B3
O banco digital optou por listar seus papéis em uma bolsa norte-americana, mas, simultaneamente, também fará uma oferta de recibos de ações por aqui

Um dos IPOs (Oferta Pública Inicial, na sigla em inglês) mais aguardados pelo mercado nos últimos anos vai ocorrer simultaneamente em uma bolsa norte-americana e na B3. A Nu Holdings, controladora do Nubank, entrou com pedido para uma oferta de recibos de ações, os famosos BDRs (Brazilian Depositary Receipts), na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Um comunicado divulgado pelo banco digital nesta quarta-feira (27) esclareceu que o movimento faz parte da oferta pública global projetada pela empresa.
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Além da solicitação à CVM, o Nubank também já iniciou os protocolos para a emissão de ações na Securities and Exchange Commission (SEC), órgão que regula o mercado de capitais dos EUA.
Ambos os processos ocorrem de forma confidencial, ou seja, não há minutas dos prospectos ou outras informações disponíveis para consulta. O que já se sabe, ainda segundo o comunicado, é que o registro local engloba três tipos de operação:
- Listagem de emissor estrangeiro categoria “A”;
- Admissão à negociação de um programa de BDRs patrocinados de nível III;
- Oferta pública inicial de distribuição dos BDRs, que representarão ações ordinária classe A — ou seja, com direito a voto — da companhia.
Pedida do Nubank deve diminuir
Segundo informações do Broadcast, o IPO deve ocorrer ainda neste ano, entre o final de novembro e dezembro, mas com uma reviravolta importante nos planos do Nubank: o valor de mercado deve ficar bem abaixo do inicialmente esperado pelo banco digital.
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Meses atrás, quando surgiram as primeiras notícias sobre a oferta, a startup buscava ir ao mercado avaliada em cerca de US$ 100 bilhões. Agora a cifra deve ficar entre US$ 50 bilhões e US$ 70 bilhões (de R$ 280 bilhões a R$ 390 bilhões, no câmbio atual).
Apesar da redução no valuation, o número ainda é impressionante para uma empresa que, apenas às vésperas do IPO, alcançou o primeiro lucro da sua história.
Para se ter uma ideia do tamanho da cifra, o valor de mercado de dois outros tradicionais bancões brasileiros não chega nem perto do valor pretendido pelo Nubank.
O Itaú Unibanco (ITUB4), que possui o título de maior banco privado do país, está avaliado em pouco menos de R$ 230 bilhões, enquanto o Bradesco (BBDC4) vale aproximadamente R$ 190 bilhões.
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