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São US$ 475 milhões para investir em empresas em estágio inicial na América Latina; restante será destinado a negócios mais avançados
A gestora de venture capital Kaszek — que tem Nubank, Creditas e QuintoAndar em seu portfólio — levantou US$ 1 bilhão para investir em startups na América Latina por meio de dois novos fundos.
No primeiro, chamado Kaszek Ventures V, são US$ 475 milhões para investir em empresas em estágio inicial (Seed, Série A e Série B). O restante será destinado a negócios mais avançados, por meio do Kaszek Ventures Opportunity II.
O anúncio reforça o bom momento para o ecossistema de inovação, impulsionado pelos juros baixos — que levam os investidores a buscar novas formas para remunerar o capital.
No ano passado, só no Brasil o setor recebeu R$ 19,7 bilhões em investimentos, segundo dados da Associação Brasileira de Startups (Abstartups). Desde 2011, o número de startups cresceu em média de 100% ao ano e alcançou a marca de 13,5 mil empresas.
Para o cofundador da Kaszek, Hernan Kazah, a América Latina reúne uma indústria tecnológica robusta e crescente, com ótimas startups emergindo mais do que em qualquer outra época.
"Com o dinheiro levantado, continuaremos apoiando a evolução do ecossistema de tecnologia local e apoiando os empreendedores em seus sonhos de construir empresas transformadoras", disse Kazah em comunicado.
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Kazah e Nicolas Szekasy, ambos argentinos, criaram a Kaszek Ventures em 2011, depois de deixarem o Mercado Livre — que eles haviam fundado com Marcos Galperin.
"Nossa principal estratégia é fechar parceria com os fundadores mais extraordinários da América Latina", disse Szekasy. "Estruturamos a equipe da Kaszek para ajudar as startups a maximizar suas chances de sucesso".
A dupla foi a primeira a investir no Nubank, quando a empresa era "apenas um PowerPoint", segundo David Velez, cofundador e CEO da companhia que hoje vale cerca de US$ 25 bilhões.
Em uma década de atuação, a Kaszek diz que apoiou mais de 90 empresas, que levantaram juntas mais de US$ 10 bilhões. As regiões de maior atuação são Brasil, México e Colômbia.
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