Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Ganhou um respiro

Justiça de SP homologa novo plano de recuperação judicial da Livraria Cultura

Decisão permite que a empresa continue seu processo com descontos maiores em suas dívidas, algo necessário diante dos impactos da pandemia

Livros em livraria
Livros - Imagem: Shutterstock

A Justiça de São Paulo homologou nesta quarta-feira, 26, o novo aditamento ao plano de recuperação judicial da Livraria Cultura, após uma série de polêmicas em torno da assembleia geral de credores (AGC) que o aprovou, realizada em setembro do ano passado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com o novo plano, a rede de livrarias pode continuar com o processo com descontos maiores sobre suas dívidas, mudança que a empresa afirma ser necessária diante do impacto da covid-19 sobre suas operações.

A decisão da 1ª Câmara de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo aprovou os argumentos da Cultura por unanimidade em julgamento realizado ontem.

Em setembro do ano passado, o juiz Marcelo Barbosa Sacramone, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do TJ, proferiu decisão que abria espaço para que a falência da rede fosse decretada.

A Cultura conseguiu suspender a decisão dias depois. Agora, a possibilidade foi afastada em definitivo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O imbróglio se iniciou após a AGC, realizada em 14 de setembro do ano passado. Nela, todas as classes de credores aprovaram as alterações propostas pela empresa, que se concentravam no fluxo de pagamento das dívidas, exceto pela classe 4, de pequenas empresas.

Leia Também

VIRADA DE CHAVE

Minério mais barato? Estratégia da Vale (VALE3) para blindar caixa e dividendos passa por cobre e chega ao lítio

CRÉDITO SOB PRESSÃO

A conta dos juros altos está chegando: a “bomba-relógio” que ameaça o caixa das empresas, segundo economista-chefe do Serasa

Com isso, o plano não foi aprovado - era necessário o sufrágio de todas as classes.

Posteriormente, dois credores dessa classe 4 alegaram ter registrado de forma errada seus votos ao plano - eles eram favoráveis, mas votaram pela rejeição equivocadamente.

A Cultura tentou reverter os votos na justiça, mas Sacramone negou a possibilidade e exigiu que a empresa apresentasse garantias de que poderia cumprir com o antigo plano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Naquele momento, a Cultura afirmou que a falência traria prejuízos maiores aos credores, porque seus ativos seriam insuficientes para pagá-los.

A empresa tentou alterar o plano de recuperação judicial por causa do impacto da pandemia da covid-19 sobre seus negócios, dependentes das lojas físicas.

As vendas da rede chegaram a cair 73% no auge do fechamento de lojas. Houve recuperação nos meses seguintes, mas, em novembro, mês dos dados mais recentes, ainda eram 56% menores que em janeiro do ano passado, antes da pandemia.

A decisão permite que a Cultura passe a cumprir o plano que submeteu aos credores em setembro. Como mostrou o Broadcast à época, o novo plano propôs o aumento nos descontos sobre os valores devidos às diversas classes de credores. Em alguns casos, o deságio chegaria a 80%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O TJ acatou por unanimidade os argumentos trazidos pela Livraria Cultura, que contou ainda com o apoio de diversos credores, do Administrador Judicial, do Ministério Público e de simpatizantes dos serviços prestados pela empresa ao longo dos seus mais de 70 anos de atuação no mercado livreiro", disse Fabiana Solano, sócia do Felsberg Advogados, escritório que representa a empresa, através de nota.

A Cultura mantém hoje seis lojas em funcionamento. De novembro a fevereiro, a companhia fechou sete lojas físicas, deixando de operar em cidades como Curitiba e nos shoppings Bourbon e Villa-Lobos, em São Paulo.

No início da recuperação judicial, eram 17 lojas espalhadas pelo País. Em novembro, a empresa teve prejuízo de R$ 5,4 milhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Cartão do Bolsa Família ao lado de notas de reais. 18 de agosto de 2026 - 13:00
Logo do Itaú (ITUB4) 17 de agosto de 2026 - 20:21
Loja das Casas Bahia, empresa da Via (VIIA3) 17 de agosto de 2026 - 18:48
Geovanne Tobias, diretor financeiro (CFO), e Tarciana Medeiros, CEO do Banco do Brasil (BBAS3). 17 de agosto de 2026 - 18:01
17 de agosto de 2026 - 16:31
Ana Botín, presidente executiva do Grupo Santander. 17 de agosto de 2026 - 16:13
Fachada da Oncoclínicas (ONCO3). 17 de agosto de 2026 - 12:10
Ação do Banco do Brasil (BBAS3) como urso na bolsa 17 de agosto de 2026 - 12:03
Logo da Cosan CSAN3 com gráfico de ações 17 de agosto de 2026 - 10:28
Fachada da Raízen roxa e branca 14 de agosto de 2026 - 12:28
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar