Justiça de SP homologa novo plano de recuperação judicial da Livraria Cultura
Decisão permite que a empresa continue seu processo com descontos maiores em suas dívidas, algo necessário diante dos impactos da pandemia

A Justiça de São Paulo homologou nesta quarta-feira, 26, o novo aditamento ao plano de recuperação judicial da Livraria Cultura, após uma série de polêmicas em torno da assembleia geral de credores (AGC) que o aprovou, realizada em setembro do ano passado.
Com o novo plano, a rede de livrarias pode continuar com o processo com descontos maiores sobre suas dívidas, mudança que a empresa afirma ser necessária diante do impacto da covid-19 sobre suas operações.
A decisão da 1ª Câmara de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo aprovou os argumentos da Cultura por unanimidade em julgamento realizado ontem.
Em setembro do ano passado, o juiz Marcelo Barbosa Sacramone, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do TJ, proferiu decisão que abria espaço para que a falência da rede fosse decretada.
A Cultura conseguiu suspender a decisão dias depois. Agora, a possibilidade foi afastada em definitivo.
O imbróglio se iniciou após a AGC, realizada em 14 de setembro do ano passado. Nela, todas as classes de credores aprovaram as alterações propostas pela empresa, que se concentravam no fluxo de pagamento das dívidas, exceto pela classe 4, de pequenas empresas.
Leia Também
Com isso, o plano não foi aprovado - era necessário o sufrágio de todas as classes.
Posteriormente, dois credores dessa classe 4 alegaram ter registrado de forma errada seus votos ao plano - eles eram favoráveis, mas votaram pela rejeição equivocadamente.
A Cultura tentou reverter os votos na justiça, mas Sacramone negou a possibilidade e exigiu que a empresa apresentasse garantias de que poderia cumprir com o antigo plano.
Naquele momento, a Cultura afirmou que a falência traria prejuízos maiores aos credores, porque seus ativos seriam insuficientes para pagá-los.
A empresa tentou alterar o plano de recuperação judicial por causa do impacto da pandemia da covid-19 sobre seus negócios, dependentes das lojas físicas.
As vendas da rede chegaram a cair 73% no auge do fechamento de lojas. Houve recuperação nos meses seguintes, mas, em novembro, mês dos dados mais recentes, ainda eram 56% menores que em janeiro do ano passado, antes da pandemia.
A decisão permite que a Cultura passe a cumprir o plano que submeteu aos credores em setembro. Como mostrou o Broadcast à época, o novo plano propôs o aumento nos descontos sobre os valores devidos às diversas classes de credores. Em alguns casos, o deságio chegaria a 80%.
"O TJ acatou por unanimidade os argumentos trazidos pela Livraria Cultura, que contou ainda com o apoio de diversos credores, do Administrador Judicial, do Ministério Público e de simpatizantes dos serviços prestados pela empresa ao longo dos seus mais de 70 anos de atuação no mercado livreiro", disse Fabiana Solano, sócia do Felsberg Advogados, escritório que representa a empresa, através de nota.
A Cultura mantém hoje seis lojas em funcionamento. De novembro a fevereiro, a companhia fechou sete lojas físicas, deixando de operar em cidades como Curitiba e nos shoppings Bourbon e Villa-Lobos, em São Paulo.
No início da recuperação judicial, eram 17 lojas espalhadas pelo País. Em novembro, a empresa teve prejuízo de R$ 5,4 milhões.
Embraer (EMBR3) reforça imagem no setor de defesa com venda para o Panamá — e o BTG gosta da mensagem que o negócio passa
Estimada em US$ 80 milhões, a transação foi formalizada durante a visita do presidente panamenho ao Brasil
XP eleva preço-alvo de bancão e mantém ação como preferida no setor financeiro; saiba qual é
A corretora reiterou a recomendação de compra e manteve o papel como top pick (preferido) do setor financeiro, destacando o potencial de valorização de 17%, mesmo após a alta de 38% acumulada neste ano
Marfrig (MRFG3) encerra contrato de venda de unidades no Uruguai para Minerva (BEEF3) após 2 anos — mas rival não aceita o “término”
O acordo estabelecia a venda de ativos para a controlada da Minerva e faz parte de uma transação bilionária anunciada pelas companhias em maio de 2023
Compra do Banco Master pelo BRB sofre novo revés por envolvimento com a Reag, alvo de operação contra o crime organizado
Pelo menos 18 dos 34 fundos declarados pelo Banco Master são administrados pela Reag e pela Trustee DTVM, ambos alvos da Polícia Federal
Vale tudo na novela: o que aconteceria se Odete Roitman tentasse passar a perna em Raquel na vida real
Especialista em direito societário analisa rasteira de Odete Roitman em Raquel Accioly que agitou a trama da novela Vale Tudo nos últimos dias
Na mira de investigações, Trustee e Banco Genial renunciam à gestão de fundos alvos de operação contra o PCC
Ontem, a Operação Carbono Oculto desmantelou um megaesquema de lavagem de dinheiro envolvendo centenas de fintechs, gestoras e empresas ligadas ao mercado financeiro
Raízen (RAIZ4) é a maior alta do Ibovespa após venda bilionária de usinas no Mato Grosso do Sul
Segundo a companhia, os ativos contam com capacidade instalada de aproximadamente 6 milhões de toneladas por safra
O jogo arriscado dos Coelho Diniz no Pão de Açúcar (PCAR3): afinal, o que eles querem com a varejista?
De acordo com um gestor com quem o Seu Dinheiro conversou, a resposta é simples: comprar um player relevante a preço de banana. Mas esta é uma aposta arriscada
Minerva (BEEF3) aprova redução de capital social em R$ 577,3 milhões para absorver os prejuízos de 2024
Com a aprovação da assembleia geral extraordinária, o capital social da companhia passa de R$ 3,6 bilhões divididos em 994.534.197 ações ordinárias
OpenAI abrirá o primeiro escritório na América Latina — e o Brasil foi o escolhido; veja os planos da companhia dona do ChatGPT
Atualmente, o Brasil está entre os três países com maior uso semanal do ChatGPT, registrando mais de 140 milhões de mensagens enviadas para o chatbot
O segredo do Japão para atrair Warren Buffett: a estratégia do bilionário por trás da compra de mais de 10% da Mitsubishi
Para se ter uma ideia, as participações da Berkshire nos conglomerados japoneses saltaram de valor, passando de US$ 6 bilhões inicialmente para US$ 23,5 bilhões ao final de 2024
Ultrapar (UGPA3), Raízen (RAIZ4) e Vibra (VBBR3) disparam após operação contra o PCC; entenda os motivos
As três empresas têm atuação no setor de combustíveis, que está no centro da Operação Carbono Oculto, que atingiu até mesmo a Faria Lima hoje
Sebrae lança um fundo de fundos com o BTG Pactual; saiba que tipo de empresas estarão na mira
FIC FIP Sebrae Germina começa com R$ 100 milhões do Sebrae Nacional e pode chegar a R$ 450 milhões com a adesão de unidades estaduais da entidade
CVM chama a atenção da Braskem (BRKM5), que presta explicações sobre negociações de fatia da empresa — e revela mais um interessado
O pedido de esclarecimento aconteceu depois que o jornal O Globo noticiou que a gestora IG4 busca espaço com proposta envolvendo bancos credores e acionistas da petroquímica
Fintechs invisíveis e o “banco paralelo” do PCC: como criminosos se aproveitaram da Faria Lima para desviar bilhões
Da Faria Lima às contas digitais, a Polícia Federal e a Receita miram centenas de empresas e pessoas físicas em um esquema de lavagem de dinheiro, estelionato e fraude fiscal
Petrobras (PETR4) recebe a indicação de novo membro do conselho de administração; saiba quem é o escolhido pelo governo
A indicação foi comunicada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) após mudanças que envolveram a renúncia do presidente do colegiado
Quem é a Reag Investimentos, a maior gestora independente do Brasil e que agora está na mira da Receita Federal
Fundada em 2013 por João Carlos Mansur, a Reag se tornou a oitava maior gestora de recursos do Brasil — mas hoje ganha os holofotes por conta de uma operação da Receita contra o crime organizado
Conselho de administração da Oi (OIBR3) aprova proposta de grupamento de ações para deixar de ser negociada como penny stock
Na esteira do anúncio, a operadora também informou que adiou novamente a divulgação dos resultados do segundo trimestre deste ano
Corra de Magazine Luiza (MGLU3) e de Casas Bahia (BHIA3): por que esse banco cortou o preço-alvo e diz que é para vender as ações
No caso do Magalu, o preço-alvo caiu de R$ 6,20 para R$ 5,50. Para Casas Bahia, a baixa foi de R$ 3 para R$ 2,50.
Nvidia (NVDC34) supera previsão de lucro e receita, mas mercado torce o nariz para esse resultado. A culpa é de Trump?
A gigante de chips está no centro da corrida pela inteligência artificial entre EUA e China; saiba o que pesou para as ações da empresa caírem 5% após da divulgação do balanço nesta quarta-feira (27)