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Segundo a empresa de logística, todas estas operações fechadas desde agosto de 2020 resultam na adição de R$ 1,7 bilhão na sua receita bruta em termos anualizados
É certo que entrar em novos mercados e aumentar o faturamento sejam objetivos comuns de qualquer empresa. E a JSL (JSLG3) parece ter nas aquisições uma receita para atingir estes objetivos.
A empresa de logística anunciou na madrugada desta quinta-feira a aquisição da Transportes Marvel, que tem uma das maiores frotas próprias para transporte de alimentos refrigerados da América do Sul.
A JSL vai pagar um total de R$ 245 milhões para ficar com 100% do capital da Marvel, sendo R$ 100 milhões no fechamento da transação, e o restante em 12 parcelas mensais.
Perto das 13 horas, a ação da companhia subia 9%, depois de chegar a registrar uma valorização de 12% na máxima do dia.
Conforme relata a própria companhia, esta é a quinta aquisição desde agosto de 2020. As novas operações adicionam R$ 1,7 bilhão em receita bruta em termos anuais, passando de R$ 3,4 bilhões para R$ 5,1 bilhões, um aumento de 50%.
Em comunicado sobre a compra, a JSL explica que um dos fatores que pesaram na decisão sobre a aquisição é complementar os serviços prestados para clientes como Nestlé, Mondelez e BRF, e a adição de novos como JBS, Minerva, Marfrig e Piracanjuba.
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O tamanho e o perfil da empresa comprada também atraíram a JSL. A Marvel tem cerca de 1.100 ativos operacionais, com caminhões em idade média de 3,6 anos, e 820 colaboradores.
Além do Brasil, a empresa atua na Argentina, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai, e o frete internacional responde por 58% do faturamento.
Por falar nos números da Marvel, entre maio de 2020 e abril de 2021, a receita líquida foi de R$ 251 milhões, o Ebitda somou R$ 62 milhões e o lucro líquido ficou em R$ 19 milhões. A empresa fechou abril com dívida líquida de R$ 114 milhões.
A JSL ressalta que o crescimento anual médio da Marvel entre 2018 e 2020 foi de 17%, e que é possível “acelerar ainda mais sua evolução ao adicionar a expertise, capacidade financeira e escala da JSL, gerando diluição de custos operacionais e financeiros,e consequentemente maiores margens para a empresa”.
Patricia Costella, que atualmente está no comando da Marvel, vai continuar à frente da empresa após a aquisição. Leovir Costella e Lodovino Costella, os fundadores, serão conselheiros consultivos.
Entre as propostas apresentadas também estaria a saída de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen
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