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Depois do baque com o início da pandemia, companhias que fazem parte do Ibovespa devem registrar uma alta anual de 255% do lucro por ação; veja agenda da semana
A semana dos mercados segue com mais uma leva de balanços do segundo trimestre deste ano. Nos próximos dias, divulgam os resultados o trio de grandes bancos Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3), além da Petrobras (PETR4), entre outras companhias [veja mais abaixo].
No geral, o clima entre os investidores é de otimismo. As companhias que fazem parte do Ibovespa devem registrar uma alta anual de 255% do lucro por ação (LPA), de acordo com projeções reunidas pela Bloomberg.
Os destaques da semana também devem registrar números fortes. Nesta segunda-feira (2), após o fechamento da bolsa, o Itaú Unibanco dá continuidade aos números do setor bancário no período, depois de o Santander apresentar um lucro recorde.
Assim como o banco comandado por Sérgio Rial (que deixa o cargo no fim deste ano), o Itaú deve apresentar lucros maiores do que há um ano, em um reflexo de menores provisões do que as da época da chegada da pandemia.
Nas projeções da XP, a rentabilidade sobre o patrimônio (ROE) do Itaú deve alcançar os 18% (alta de 5 pontos percentuais), com destaque para a margem financeira com clientes — a diferença entre o que o banco cobra pelos empréstimos menos os custos de captação.
E por falar em XP, os investidores também devem aproveitar a divulgação do balanço do Itaú para acompanhar os próximos passos do processo de saída do banco do capital da corretora. Os acionistas do Itaú devem receber BDRs (recibos de ações) da XP de acordo com a participação no banco.
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Rival histórico do Itaú, o Bradesco divulga o balanço amanhã, também após o fechamento da bolsa. E, nessa espécie de disputa particular, o banco com sede na Cidade de Deus, em Osasco (SP), deve mais uma vez registrar um lucro superior, de acordo com as projeções do mercado.
Os analistas da XP esperam um bom resultado para o Bradesco, com rentabilidade prevista de 18% (alta de 5,96 pontos percentuais), mas com perdas com a área de seguro saúde.
“No geral, o banco deve melhorar significativamente em relação ao ano anterior, mas sem nenhuma melhoria significativa em relação ao trimestre anterior.”
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A XP também comentou que não espera destaques em relação ao Banco do Brasil, que divulga o balanço nesta quarta (4), depois do fechamento do mercado.
"Esperamos que o banco mantenha um crescimento construtivo dos lucros (51% em um ano, para R$ 5,0 bilhões, com um ROE de 14%) sem deterioração significativa da qualidade dos ativos", disse a corretora.
Os analistas dizem esperar que a tese de investimento de pagamento de dividendos do BB se consolide "conforme os fundamentos do banco melhorem e sua capitalização se torna uma realidade".
Apesar da expectativa de resultados melhores, os investidores vão aproveitar a divulgação para saber mais detalhes de como os bancos estão reagindo à competição crescente das novas empresas de tecnologia financeira (fintechs).
Os bancos vem tentando compensar o avanço dos novos concorrentes com ganhos de eficiência via corte de custos. O lado mais visível dessa estratégia é o fechamento das agências de rua e o foco nos serviços financeiros pelo celular.
Vale também ficar de olho na qualidade de carteira de crédito. No auge da crise da covid-19, os bancos renegociaram bilhões de reais em dívidas de clientes, o que fez os índices de inadimplência desabarem em plena recessão. Mas a expectativa é que os indicadores de calote comecem a subir ainda neste ano. Confira a seguir as projeções para os resultados dos bancos, de acordo com dados da Bloomberg:

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Na semana de balanço dos gigantes, as expectativas para o resultado da Petrobras são altas. Ainda mais depois da divulgação do relatório de produção e vendas do segundo trimestre.
A estatal reportou um crescimento de 13% no volume total de vendas, sobre os três primeiros meses do ano. O número foi impulsionado pelo aumento sequencial de 5,5% das vendas de derivados no mercado local e alta trimestral de 35% em exportações.
Segundo a Petrobras, houve uma redução de cerca de 80 mil barris por dia nos estoques. Para o Credit Suisse, o resultado pode impulsionar o Ebitda (medida de geração caixa) da petroleira no período, que será revelado no balanço desta quarta-feira (4).
“A redução nos estoques poderia representar um aumento aproximado de US$ 300 milhões em relação à nossa própria estimativa de US$ 9,6 bilhões para o Ebitda do segundo trimestre”
Credit Suisse, em relatório
O banco também destacou a produção nos campos de pré-sal, que subiu 3,5%. “Os volumes continuaram crescendo em participação na produção total, também ajudados pelos desinvestimentos de ativos não essenciais em terra e em águas rasas.”
A venda de ativos é um dos focos da gestão atual da Petrobras. A estatal seguiu no segundo trimestre se desfazendo inclusive da importante fatia remanescente na BR Distribuidora.
O plano de desinvestimentos foi prosseguido pela empresa mesmo depois de mais uma troca de comando. Insatisfeito com a política de preços dos combustíveis, o presidente Jair Bolsonaro interferiu na Petrobras e trocou o CEO da companhia — colocando o general Joaquim Silva e Luna, que assumiu o cargo em abril.
O mercado temeu pelo pior com a mudança, mas a mensagem da nova gestão foi de um trabalho de continuidade, com foco na geração de valor para o acionista.
Para os analistas do BTG Pactual, embora não chegue a destruir valor, a Petrobras deixa dinheiro na mesa com a política de preços atual. O banco fala em uma falta de confiança, mantém cautela e uma recomendação "neutra" para os papéis da empresa.
Já o Itau BBA recomenda a compra das ações da Petrobras, que tem preço-alvo de R$ 38. O banco espera resultados "fortes" em exploração e produção (E&P) e diz que a receita da companhia será impactada de forma positiva pela alta do preço do petróleo no mercado.
A commodity tipo Brent subiu 11% em um ano, lembra o Itaú BBA. Analistas do banco projetam a capacidade das refinarias chegando a 75%, depois da baixa com o pior momento da pandemia. Confira a seguir a expectativa do mercado para o resultado:
| Empresa | Ticker | Data | Período |
| BB Seguridade Participacoes | BBSE3 | 2/8/2021 | Antes da abertura |
| Marcopolo SA | POMO4 | 2/8/2021 | Após o fechamento |
| Itau Unibanco Holding SA | ITUB4 | 2/8/2021 | Após o fechamento |
| Petro Rio | PRIO3 | 2/8/2021 | Após o fechamento |
| Banco Bradesco SA | BBDC4 | 3/8/2021 | Após o fechamento |
| Petrobras | PETR4 | 4/8/2021 | Após o fechamento |
| Gerdau SA | GGBR4 | 4/8/2021 | Antes da abertura |
| Metalurgica Gerdau SA | GOAU4 | 4/8/2021 | Antes da abertura |
| Tegma | TEGMA3 | 4/8/2021 | Após o fechamento |
| AES Brasil Energia | AESB3 | 4/8/2021 | Após o fechamento |
| Braskem | BRKM5 | 4/8/2021 | Após o fechamento |
| 3R Petroleum | RRRP3 | 4/8/2021 | Após o fechamento |
| TOTVS SA | TOTS3 | 4/8/2021 | Após o fechamento |
| BR Properties SA | BRPR3 | 4/8/2021 | Após o fechamento |
| Lojas Quero Quero S/A | LJQQ3 | 4/8/2021 | Após o fechamento |
| Tegma Gestao Logistica SA | TGMA3 | 4/8/2021 | Após o fechamento |
| Sinqia SA | SQIA3 | 5/8/2021 | Após o fechamento |
| Engie Brasil | EGIE3 | 5/8/2021 | Após o fechamento |
| Construtora Tenda SA | TEND3 | 5/8/2021 | Após o fechamento |
| JHSF Participacoes SA | JHSF3 | 5/8/2021 | Após o fechamento |
| Lojas Renner SA | LREN3 | 5/8/2021 | Após o fechamento |
| Cia Hering | HGTX3 | 5/8/2021 | Após o fechamento |
| Tupy SA | TUPY3 | 5/8/2021 | Após o fechamento |
| Banco do Brasil SA | BBAS3 | 5/8/2021 | A confirmar |
| BK Brasil | BKBR3 | 5/8/2021 | Após o fechamento |
| Eneva SA | ENEV3 | 5/8/2021 | Após o fechamento |
| Banco ABC Brasil SA | ABCB4 | 5/8/2021 | Antes da abertura |
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