Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Bond Boca

Hypera compra Cepacol e outras marcas da Sanofi por US$ 190 mi, mas financiamento é dúvida

A Hypera Pharma fechou um acordo com a Sanofi para comprar um pacote de marcas que inclui o Cepacol e o AAS, expandindo seu portfólio

Victor Aguiar
Victor Aguiar
13 de julho de 2021
11:10 - atualizado às 10:29
Hypera Cepacol Sanofi Bond Boca
Imagem: Divulgação

A Hypera Pharma, líder no mercado de medicamentos isentos de prescrição no Brasil, vai aumentar ainda mais seu portfólio. Há pouco, a companhia anunciou um acordo com a Sanofi para comprar 12 marcas da farmacêutica francesa, entre elas os tradicionais AAS e Cepacol.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A operação foi fechada por US$ 190,3 milhões e engloba itens vendidos no Brasil, Colômbia e México. Além das duas marcas já citadas, há outros produtos comercializados por aqui — destaque para o fitoterápico Naturetti e os medicamentos de prescrição Buclina e Hidantal.

A investida dá continuidade ao histórico agitado de aquisições por parte da Hypera. Em dezembro de 2019, a empresa fechou a compra das marcas Buscopan e Buscofem, por R$ 1,3 bilhão; em março do ano passado, um acerto com a Takeda trouxe mais 18 medicamentos para a carteira, incluindo nomes como Neosaldina e Dramin, por US$ 825 milhões.

A Hypera não deu maiores detalhes quanto à transação de hoje, limitando-se a dizer que a Sanofi continuará a fornecer produtos à companhia por até três anos — mais informações só serão reveladas no fim do mês, quando serão divulgados os resultados do segundo trimestre.

Mas, por mais que o racional dessa compra seja bastante nítido — a Hypera vai aumentar a liderança no setor de medicamentos sem prescrição e aumentar a presença entre os produtos prescritos —, há um ponto que pode gerar desconforto no mercado: o financiamento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hypera: alívio para as dores?

Embora a aquisição anunciada hoje não seja tão grande quanto às operações anteriores, ainda estamos falando de quase R$ 1 bilhão, tomando como base o câmbio atual.

Leia Também

Tradicionalmente, a Hypera sempre amarra as compras a uma emissão de debêntures: no caso do Buscopan e Buscofem, foram R$ 800 milhões em títulos de dívida; no da Takeda, foram emitidos outros R$ 3,5 bilhões — assim, o financiamento das transações sempre era equacionado já na largada.

Só que, dessa vez, ainda não há nada anunciado nesse sentido. O balanço da Hypera ao fim do primeiro trimestre mostra um endividamento bruto de R$ 6,7 bilhões e disponibilidades da ordem de R$ 1,7 bilhão, o que resulta numa dívida líquida de R$ 5 bilhões.

É verdade que grande parte do salto no endividamento se deve à conclusão da compra das marcas da Takeda, em janeiro — o que, na data de fechamento, causou um impacto da ordem de R$ 3,3 bilhões. Ainda assim, as métricas de endividamento da Hypera estão longe da tranquilidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Hypera endividamento

É verdade que o R$ 1,7 bilhão em disponibilidades ao fim do primeiro trimestre é suficiente para cobrir a aquisição das marcas da Sanofi — e que, em maio, a Hypera vendeu o imóvel do centro de distribuição de Goiânia, por R$ 231 milhões, fortalecendo o caixa.

Também é importante lembrar que a incorporação das marcas da Takeda vai trazer impactos positivos no lado da receita e da geração de caixa operacional, o que tende a ajudar o balanço daqui para frente.

Mas a posição alavancada da Hypera no momento é bastante diferente do histórico da companhia no curto prazo, e o anúncio de uma aquisição nessas circunstâncias tende a provocar certa cautela, ao menos até que a questão do equacionamento seja totalmente esclarecida.

Na bolsa, hálito em dia

As ações ON da Hypera (HYPE3) até abriram o dia mostrando alguma hesitação, mas logo ganharam força: por volta de 11h, operavam em alta de 3,82%, a R$ 35,58 — o Ibovespa, por outro lado, tem desempenho negativo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Com a conclusão dessa aquisição, a Hypera Pharma incrementará sua atuação nas categorias de Consumer Health e Produtos de Prescrição, com destaque para sistema nervoso central e gastrointestinal", disse a companhia, em comunicado à CVM a respeito da operação com a Sanofi.

Com os ganhos do momento, os papéis da Hypera acumulam alta de 8% em 2021. Ainda assim, não estão nas máximas do ano, registradas no começo do mês passado — na ocasião, as ações romperam a marca de R$ 37,00.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CÂMBIO

Dólar: apesar a forte alta na sexta (20), moeda encerra a semana em queda, a R$ 5,3092; veja o que mexeu com o câmbio

21 de março de 2026 - 14:30

Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil

O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

SLC Agrícola (SLCE3) já deu o que tinha que dar? Bank of America eleva preço-alvo após rali em 2026; veja se vale a pena comprar

21 de março de 2026 - 12:00

Rali das ações acompanha alta das commodities agrícolas, mas pressão de custos, câmbio e margens limita potencial adicional e mantém recomendação neutra do BofA

JCP

Proventos na veia: Totvs (TOTS3) pagará R$ 104,2 milhões em juros sobre capital próprio; veja detalhes

21 de março de 2026 - 9:30

Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de R$ 104,2 milhões em JCP (R$ 0,18 por ação), com data-base em 25 de março, ações “ex” a partir do dia 26 e pagamento previsto para 10 de abril

NO TOPO DO MUNDO

Ibovespa dispara e tem melhor desempenho do mundo em dólar — enquanto Merval, da Argentina, fica na lanterna global

19 de março de 2026 - 19:40

Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda

REAÇÃO AO BALANÇO

Grupo Mateus (GMAT3) desaba na bolsa: o que explica a queda de quase 17% em um dia e como ficam os papéis agora?

19 de março de 2026 - 18:01

O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional

HORA DE INVESTIR?

Lojas Renner (LREN3) pode subir até 50%: mesmo com ‘críticas’ dos investidores, XP cita 4 motivos para a varejista ser a favorita do setor

19 de março de 2026 - 14:31

XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo

OS PROBLEMAS DE SEMPRE

Hapvida (HAPV3) tem trimestre ainda pior do que a tragédia do 3T25, e futuro CEO reconhece frustração — mas traça plano para virar o jogo

19 de março de 2026 - 12:40

Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital

ALÉM DO SOL E DO VENTO

Oportunidade atômica: expansão da energia nuclear no mundo abre janela para o investidor brasileiro — e BTG diz por onde você pode começar

18 de março de 2026 - 18:15

Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento

COMMODITIES EM ALTA

Petróleo no topo: o ETF que já sobe quase 15% no ano e deixa o Ibovespa para trás

18 de março de 2026 - 14:29

Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período

TOUROS E URSOS #263

O ‘rali mais odiado’ e a escassez de ações: o que esperar do Ibovespa em meio à guerra e às eleições no segundo semestre

18 de março de 2026 - 13:48

Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã

AS PREFERIDAS

Com mudanças do governo no MCMV, essas duas construtoras devem se destacar, segundo BBI

18 de março de 2026 - 11:15

Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental

HORA DE ENCHER O CARRINHO

Queda dos papéis do Nubank (ROXO34) é música para os ouvidos do Itaú BBA: por que o banco recomenda investir nas ações do roxinho?

17 de março de 2026 - 19:51

Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda

HORA DE COMPRAR

Usiminas (USIM5) está prestes a deslanchar? UBS BB eleva recomendação e vê espaço para alta de quase 40%

17 de março de 2026 - 19:08

Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica

AÇÃO EM ALTA

Vale a pena investir? Sabesp (SBSP3) aprova R$ 583 milhões em JCP após lucro de quase R$ 2 bilhões no 4º trimestre

17 de março de 2026 - 14:00

Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas

RETORNOS SUSTENTÁVEIS

Carteira ESG: B3 (B3SA3) e Motiva (MOTV3) são as favoritas dos analistas para investir agora e buscar lucros com sustentabilidade

16 de março de 2026 - 14:03

Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG

NO RADAR DO INVESTIDOR

Petróleo em alta no mundo e diesel mais caro no Brasil: a semana que pressionou bolsa, dólar e juros

14 de março de 2026 - 12:48

Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom

GLOBAL MONEY WEEK

B3 oferece aulas gratuitas sobre investimentos e educação financeira; veja como participar

14 de março de 2026 - 9:21

Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira

RENDA COM IMÓVEIS

Fundos imobiliários batem recorde de investidores e Ifix está nas máximas históricas: há espaço para mais?

13 de março de 2026 - 19:45

Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano

KIT GEOPOLÍTICO

Petróleo nas alturas: CMDB11, ETF de commodities, ganha força como estratégia de proteção das carteiras

13 de março de 2026 - 16:17

Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities

REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar