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Apoiadas pelo portfólio cada vez maior de medicamentos e pelas vendas aquecidas, outras linhas do balanço também deixaram para trás as projeções
Está dada a largada na temporada de balanços do terceiro trimestre. Os trabalhos começam nesta sexta-feira (22) já com os números da maior empresa farmacêutica do Brasil: a Hypera Pharma (HYPE3).
E a integrante de longa data do Ibovespa não poupou gás no período para entregar um crescimento de 50% na receita líquida, em relação ao mesmo trimestre do ano passado. O indicador saltou para R$ 1,632 bilhão e superou as expectativas dos analistas.
Apoiadas pelo portfólio cada vez maior de medicamentos e pelas vendas aquecidas, outras linhas do balanço também deixaram para trás as projeções e registraram altas na comparação anual. Confira os destaques:
Segundo a Hypera, o crescimento dos indicadores observado no período é explicado, principalmente, por dois fatores. O primeiro deles é a contribuição do portfólio de medicamentos adquirido ano passado da companhia japonesa Takeda e da família Buscopan.
O segundo é o crescimento orgânico de 13,7%, também na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, do sell-out — modalidade de venda direta ao consumidor final. Ainda de acordo com a companhia, o desempenho superou o crescimento do mercado pelo quarto trimestre consecutivo, com vantagem de 1,4 ponto percentual.
Para manter a vantagem, a companhia aposta na “aceleração do ritmo de lançamentos nos últimos anos, aumento da capacidade de produção e nos investimentos em suas marcas líderes”.
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Entre o portfólio da farmacêutica, os produtos de prescrição, beneficiados pelo aquecimento nas vendas de medicamentos crônicos, foram novamente o destaque.
No quesito skincare, segmento que, segundo a empresa, apresenta crescimento superior à média do varejo farmacêutico nos últimos 12 meses, a Hypera Pharma viu o crescimento das marcas Episol, Epidrat, Ivy C e Pielus expandir o market share.
Contribuiu também para o resultado o crescimento do portfólio de medicamentos adquiridos da Glenmark no início do ano passado.
Já a categoria de similares e genéricos foi apoiada pela robusta plataforma de distribuição da companhia, aumento da visibilidade da marca Neo Química — que dá nome ao estádio do clube de futebol paulista Corinthians —, expansão da capacidade de produção e pela aceleração no ritmo de lançamento de novas moléculas.
Por fim, em consumer health, segmento liderado pela Hypera, os destaques foram os produtos das categorias gastrointestinal, nutricional e antigripal.
O mercado deve reagir aos números do balanço da empresa na próxima segunda-feira (25). Por enquanto, as ações ON da Hypera (HYPE3) acompanharam a tendência vista na bolsa como um todo e, nas últimas semanas, enfrentaram um movimento mais intenso de realização de lucro.
Somente no último mês, os papéis acumulam baixa de 14% — com isso, o saldo no ano virou para o campo negativo, amargando perdas de 12% desde o começo de 2021.
Em termos de múltiplos, HYPE3 está sendo negociada com um P/L de 12,6 vezes e um EV/Ebitda de 13,3 vezes — em ambos os casos, o nível atual é inferior à média de três anos para o papel, de acordo com dados do Trademap.

A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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