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desigualdade de gênero

Fundos têm que investir em empresas com mulheres no conselho, diz Luiza Trajano

No Brasil, 8% das posições em conselhos de administração, instância estratégia de uma companhia, são ocupadas por mulheres

Luiza Helena Trajano Magazine Luiza (MGLU3)
Brasil, São Paulo, SP, 21/05/2018. Retrato de Luiza Helena Trajano - Imagem: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

A presidente do conselho do Magazine Luiza, Luiza Trajano, disse que é importante que os fundos invistam em empresas que tenham pelo menos "uma ou duas mulheres" no próprio conselho de administração.

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Obrigatório entre empresas de capital aberto, o conselho de administração é uma espécie de colegiado que representa os acionistas. A instância têm forte influência nas definições estratégicas de uma companhia.

Daí a preocupação de Trajano, que vê a participação das mulheres no conselho como uma influência decisiva no estímulo de políticas de equidade de gênero dentro das companhias.

A empresária, que falou nesta quarta-feira (27), em um evento do Credit Suisse, defendeu a política de cotas dentro das empresas. Para ela, sem cotas levaria muito tempo para ter ao menos uma mulher no conselho de administração das grandes companhias.

"Cota é um processo para corrigir a desigualdade", disse. Trajano também se referia a necessidade da medida em outras instâncias de uma empresa, e não só para garantir a participação de mulheres, mas de outras minorias.

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Estudos recentes mostram que no Brasil 8% das posições em conselhos de administração são ocupadas por mulheres. Segundo o Credit Suisse, a média global avançou de 15,3% em 2015 para 20,6% em 2019.

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