Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Ivan Ryngelblum

Ivan Ryngelblum

Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.

arrancando o band-aid

Entre pandemia e custos de reestruturação, Cogna fecha 2020 com prejuízo bilionário

Grupo de educação diz que concentrou efeitos da reestruturação no ano passado para garantir retomada do crescimento do Ebitda em 2021

Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
31 de março de 2021
9:41 - atualizado às 17:39
Painel colorido com o símbolo da Cogna
Imagem: Divulgação/Cogna

O ano de 2020 foi bem duro para as empresas de educação, com as medidas adotadas para controlar a pandemia de covid-19 resultando no fechamento de escolas e faculdades, com a migração dos alunos para o ambiente virtual.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para a Cogna (COGN3), a maior companhia do ramo, a situação foi particularmente ruim no ano passado em função do processo de reestruturação no qual embarcou, e ela não fez questão de esconder isso no relatório da administração, que acompanha as demonstrações financeiras padronizadas (DFP).

Segundo ela, a combinação da significativa redução de receita de alunos com bolsas do programa federal Fies, um dos vetores de crescimento nos últimos anos, junto com a piora da economia ocasionada pela pandemia, impactou fortemente os resultados da companhia.

A Cogna sofreu com a pressão negativa sobre a receita no ensino superior e o menor volume de vendas ao Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) em 2020. E teve ainda que realizar um complemento nas provisões para crédito de liquidação duvidosa (PCLD) no valor de R$ 415 milhões no quarto trimestre, diante dos ajustes nos cálculos das contas a receber.

Todo este turbilhão, mais as consequências da reestruturação sendo promovida no sistema de ensino superior, que forçou a realização de baixas contábeis bilionárias, e outros itens não recorrentes, resultaram num prejuízo líquido de R$ 5,8 bilhões em 2020 para a Cogna, revertendo o lucro de R$ 241,6 milhões de 2019, e de R$ 4 bilhões no quarto trimestre, acima da perda de R$ 168,3 milhões do mesmo período do ano anterior. Sobre o prejuízo bilionário, a Cogna destacou que ele não tem efeito em caixa, cuja geração, por sinal, cresceu 17% em 2020.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em termos ajustados, o prejuízo da Cogna somou R$ 589,2 milhões no quarto trimestre e R$ 907,4 milhões em 2020, revertendo lucro nos dois casos – R$ 51,6 milhões e R$ 771,9 milhões, respectivamente.

Leia Também

O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) no quarto trimestre foi negativo em R$ 3,7 bilhões, revertendo o lucro do quarto trimestre de 2019, fechando 2020 negativo em R$ 4 bilhões.

O Ebitda recorrente no trimestre também foi negativo, só que num montante menor (R$ 100,5 milhões), enquanto em 2020 ele foi positivo, em R$ 689,6 milhões, queda de 70,7%.

A queda no número de alunos Fies e nas vendas ao governo levou a receita consolidada a recuar 15% no quarto trimestre e 16,1% em 2020, para R$ 1,6 bilhão e R$ 5,9 bilhões, respectivamente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Arrancando o curativo de uma vez

Não havia como a Cogna escapar dos impactos da pandemia e da queda da receita de alunos Fies, mas ela poderia ter adiado algumas das medidas amargas que tomou, como a reestruturação do ensino superior e os ajustes nas contas a receber, que resultou no aumento do PCLD. Mas a opção foi de arrancar logo o curativo.

“Tínhamos a opção de tentar mitigar esses impactos em 2020 ou sermos agressivos para fazer as mudanças necessárias que trariam a companhia para uma nova trajetória de geração de valor já em 2021. Ficamos com a segunda opção”, diz trecho do relatório.

Ela concluiu no final do ano passado a reestruturação da Kroton. Por meio da unificação de unidades e de transferência de unidades a parceiros, ela reduziu seus campi em 45 unidades. Adicionalmente, realizou 81 otimizações imobiliárias, envolvendo redução de espaço físico. Ela calcula que as medidas resultarão em uma economia de R$ 155 milhões por ano.

“Aliado à redução no custo de ocupação, implementamos outras iniciativas que nos dão segurança de que a Kroton entregará crescimento de Ebitda em 2021 mesmo com queda na receita”, diz trecho do balanço.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro ponto da reestruturação, e que pesou no resultado de 2020, foi a adoção de um novo modelo de provisionamento para os alunos da Kroton, “mais assertivo e mais conservador”. Adicionalmente, em função dos efeitos da pandemia, a empresa adotou um critério mais conservador em relação à recuperação de contas a receber já baixadas (vencidas há mais de 360 dias). Tudo isso, mais a revisão de premissas em programas de parcelamento, resultaram no impacto de R$ 415 milhões.

Segundo a Cogna, os ajustes relevantes foram encerrados e não há necessidade de adicional de ajuste extraordinário em nenhum bloco do contas a receber.

“Encerramos 2020 com a operação e o balanço mais leves, e reafirmamos que em 2021, apesar da queda de receita, tanto Kroton quanto Cogna apresentarão crescimento de Ebitda, retomando, já neste ano, sua trajetória de geração de valor.”, diz trecho do balanço.

As mudanças, porém, ainda devem demorar para fazer a empresa voltar a ser o que era. Em dezembro, a Cogna indicou que deve levar cinco anos para recuperar os níveis de Ebitda obtidos em 2019.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
INVESTIR PARA CRESCER

Nubank (ROXO34) anuncia investimentos de R$ 45 bilhões no Brasil em 2026; para onde irá este dinheiro?

27 de abril de 2026 - 13:15

Enquanto o Nubank avança em seus investimentos, o mercado aguarda os resultados para entender se essa expansão virá acompanhada de mais riscos

ALTA RENDA NO RADAR

Na rota do luxo entre Brasil e Miami: JHSF (JHSF3) compra operação de aviação executiva nos EUA e reforça ambições internacionais

27 de abril de 2026 - 12:01

A Embassair oferece uma plataforma completa de serviços para a aviação executiva, incluindo abastecimento de aeronaves e atendimento a passageiros, com operação 24 horas por dia

AÇÕES COMO GARANTIA

Do grupo Mover ao Bradesco BBI: acionistas da Motiva (MOTV3) vendem participação para pagar dívida bilionária

27 de abril de 2026 - 10:57

A companhia tem 37 concessões em rodovias, aeroportos e trilhos e pode mudar de mãos para pagar dívida entre Bradesco e Grupo Mover

NEGOCIAÇÕES ACALORADAS

O nó da Raízen (RAIZ4): empresa faz nova proposta aos credores, mas bate o pé para manter Ometto no comando, diz jornal

27 de abril de 2026 - 10:01

A companhia tenta levantar até R$ 5 bilhões em novo capital e negocia alternativas com credores, que pressionam por mudanças na governança e discutem conversão de dívida em participação acionária

SAI LATACHE, ENTRA MAK

Oncoclínicas (ONCO3): sócio da Latache renuncia aos cargos de vice-presidente, CFO e diretor de RI

27 de abril de 2026 - 9:28

A empresa teve três CFOs em menos de três meses. Camille Loyo Faria, ex-Americanas e ex-Oi, durou pouco mais de um mês no cargo, e deu espaço à Vieira, agora substituído por Quintino

PRÉVIA DOS BALANÇOS

Itaú (ITUB4) vai ser o grande destaque da safra do 1T26 ou o Bradesco (BBDC4) encosta? O que esperar dos balanços dos bancos

27 de abril de 2026 - 6:11

Inadimplência, provisões e pressão no lucro devem dominar os balanços do 1T26; veja o que esperar dos resultados dos grandes bancos

DE OLHO NA AGENDA

Temporada de balanços ganha força: Vale (VALE3), Santander (SANB11) e WEG (WEGE3) divulgam resultados; veja o calendário da semana

26 de abril de 2026 - 16:42

Bancos e indústria chegam com projeções otimistas para o 1T26, enquanto o mercado monitora sinais sobre demanda e rentabilidade

REGRAS DO MERCADO

Por que a Ecopetrol não precisa fechar o capital da Brava Energia (BRAV3)?

25 de abril de 2026 - 16:02

As partes envolvidas, Ecopetrol e demais acionistas, estruturaram a operação como formação de controle, e não como transferência de controle

FUSÕES

Sabesp (SBSP3) avalia transformar a EMAE em uma subsidiária integral

25 de abril de 2026 - 14:25

A Sabesp afirmou que avalia incorporar a totalidade das ações da EMAE por meio de uma relação de troca

COMPRA OU VENDA?

Rali do Bradesco (BBDC4) impressiona, mas XP mantém pé no freio e prefere ficar de fora

25 de abril de 2026 - 12:45

Mesmo com execução melhor que o esperado e recuperação operacional em curso, analistas avaliam que juros altos, competição e upside limitado justificam recomendação neutra para BBDC4

FIM DA NOVELA?

Petrobras (PETR4) e IG4 selam acordo pela Braskem (BRKM5); XP diz que movimento pode “destravar” reestruturação

24 de abril de 2026 - 19:50

Novo acordo prevê paridade no conselho e decisões conjuntas; analistas destacam maior influência da estatal em meio à fragilidade financeira da Braskem

A CERVEJA ESQUENTOU

Nem a Copa do Mundo salva a Ambev (ABEV3): Safra rebaixa ação e aumenta preço-alvo

24 de abril de 2026 - 16:15

Banco eleva preço-alvo de ABEV3 para R$ 16, mas avalia que mercado ignora pressão de margens e já precifica cenário positivo

VALE A PENA?

Brava (BRAV3) pode ter novo dono: colombiana compra 26% da junior oil e propõe OPA; o que muda para o investidor?

24 de abril de 2026 - 9:54

A estatal colombiana pretende, ainda, lançar uma OPA (oferta pública de ações) para comprar mais 25% das ações, com preço de R$ 23, prêmio de 27,8%

O ÚLTIMO A SAIR...

Sem CEO e sem CFO? Alliança Saúde (AALR3) vive onda de renúncias no comando; presidente sai após menos de um ano no cargo

24 de abril de 2026 - 9:26

Renúncia de Ricardo Sartim amplia incertezas enquanto empresa negocia dívidas e tenta reorganizar o caixa

SINAL AMARELO

Adeus, compra: JP Morgan rebaixa Klabin (KLBN11) e elege única favorita em papel e celulose; veja qual

23 de abril de 2026 - 19:45

Banco vê falta de gatilhos para a Klabin no curto prazo e cenário mais desafiador para a fibra longa e reforça aposta em concorrente

PONTO DE VIRADA

Depois de cortar 80% da dívida, Ocyan mira novos contratos da Petrobras (PETR4); estratégia pode até gerar dividendos

23 de abril de 2026 - 16:32

Ocyan entra em nova fase após reestruturação, com foco em contratos da Petrobras e crescimento sustentável no setor de óleo e gás

PRESSÃO MADE IN CHINA

Localiza (RENT3) sofre com invasão de carros chineses, mas há esperanças; ação pode subir até 25%, segundo o BTG

23 de abril de 2026 - 16:03

O banco mantém a recomendação de compra para a ação, além de ser a ação preferida do setor — ela é negociada a 13 vezes o preço da ação sobre o lucro estimado

O ‘PLANO GALÁXIA’

‘Não vai ser fácil’: o recado da CEO do Banco do Brasil (BBAS3) sobre 2026 — e o que vem depois da crise

23 de abril de 2026 - 14:25

Após forte pressão nos balanços, o BB reformula a estratégia de crédito rural — e quer destravar crescimento em um mercado ainda pouco explorado; veja o que dizem os executivos

O CONTRA-ATAQUE DO BB

O “novo Banco do Brasil” (BBAS3): como o banco tenta virar a página da inadimplência no agro — e saltar no crédito privado

23 de abril de 2026 - 12:34

Após forte pressão nos balanços, o BB reformula a estratégia de crédito rural — e quer destravar crescimento em um mercado ainda pouco explorado; veja o que dizem os executivos

EM RECUPERAÇÃO

Indefinido: veja o que a Raízen (RAIZ4) disse à CVM sobre as negociações com credores

23 de abril de 2026 - 10:31

Entre as propostas apresentadas também estaria a saída de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia