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Companhia enfrentou grandes dificuldades no ano passado, com fim de acordo com Boeing e efeitos da pandemia de covid-19
Dizer que 2020 foi um ano duro para a Embraer (EMBR3) é praticamente um eufemismo. A empresa viu o acordo com a Boeing para vender a sua divisão comercial ruir e ainda teve que enfrentar as consequências da pandemia de covid-19, que foi particularmente dura para todo o setor de transportes.
Ainda que tenha visto uma retomada na demanda por aeronaves, a Embraer registrou em 2020 uma queda de 35% na quantidade de jatos entregues, para 130 unidades. Em 2019, ela entregou 198 aviões.
“Embora tenham acelerado durante o quarto trimestre de 2020 em relação aos três trimestres anteriores, as entregas foram fortemente impactadas, principalmente na aviação comercial, pela pandemia da covid-19”, diz trecho do comunicado da empresa.
Nos últimos três meses do ano passado, foram entregues 71 jatos, uma queda em relação aos 81 aviões repassados a clientes no mesmo período de 2019. No terceiro trimestre, foram entregues 28 aviões.
Do total entregue no fim de 2020, 28 foram aeronaves comerciais e 43 jatos executivos.
A Embraer informou ainda que, ao final de 2020, a carteira de pedidos firmes a entregar totalizava US$ 14,4 bilhões. Em 2019, ela somou US$ 16,8 bilhões.
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