Conselheiros do Banco do Brasil voltam a criticar a saída de André Brandão da presidência
Bolsonaro promoveu troca na presidência do banco após ficar contrariado com plano de reestruturação apresentado por Brandão

A forma como foi feita a troca do comando do Banco do Brasil (BBAS3) continua repercutindo negativamente dentro da instituição, com quatro conselheiros independentes criticando a substituição de André Brandão por Fausto Ribeiro, que assume a presidência a partir desta quinta-feira (1º).
Durante a reunião extraordinária do colegiado, ocorrida na quarta-feira (31), os conselheiros independentes Hélio Lima Magalhães, José Guimarães Monforte, Luiz Serafim Spinola Santos e Paulo Roberto Evangelista de Lima reconheceram a competência do presidente da República em trocar o presidente do banco, mas afirmaram que “existem legislação e interpretações mais avançadas para o tema, cuja aplicação, em não sendo possível no caso concreto, deve, contudo, ser perseguida pelos guardiões das boas práticas de governança corporativa”.
Para eles, o Banco do Brasil é uma instituição bicentenária e não se constrói uma história secular “sem uma governança sólida e muito menos sem a liderança de profissionais experientes, capazes, inovadores, dinâmicos, inspiradores, corajosos e estratégicos”.
Os conselheiros destacaram ainda que a meritocracia é um “valor intrínseco” do banco, refletida nos documentos que tratam da política de indicação e sucessão dos líderes, e que Ribeiro “não percorreu ainda todas as etapas de funções gerenciais” em seus 33 anos de carreira no BB.
Esta é a segunda vez que conselheiros demonstram contrariedade à forma com que o presidente Jair Bolsonaro realizou a troca no comando do banco. Em 2 de março, em outra reunião do conselho, quando a troca não tinha sido anunciada, eles registraram na ata seu apoio à gestão de Brandão.
A indignação com a forma com que a troca foi promovida foi tamanha que Magalhães e Monforte deixaram o conselho de administração.
Leia Também
Além dos conselheiros
A indicação do novo presidente do BB também foi criticada por membros do Comitê de Pessoas, Remuneração e Elegibilidade (Corem), que aprovou ontem a indicação de Ribeiro.
Em manifestação em separado de seus votos, os membros do comitê Cibele Castro, Luiz Serafim Spinola Santos e Paulo Roberto Evangelista de Lima alertam que "a atuação deste Comitê, no particular, não deveria ser o de exclusivamente verificar a conformidade do processo, o atendimento aos requisitos legais 'objetivos' e a ausência de vedações, mas também o de apreciar 'requisitos subjetivos'".
E prosseguiram em tom crítico. “Em nossa visão, tendo em conta que o indicado exercerá a função de principal executivo da companhia, cumulativamente à de membro do conselho de administração, caberia ao Corem ir além de uma análise burocrática, de forma a realizar juízo crítico acerca da aderência do perfil do candidato aos cargos para os quais foi indicado.”
Troca polêmica
André Brandão apresentou seu pedido de renúncia ao cargo de presidente do BB em 18 de março, após meses de atrito com o presidente Bolsonaro. Ele é o segundo executivo a deixar o comando da instituição no atual governo. Para seu lugar, o Ministério da Economia indicou Fausto Ribeiro, então presidente da BB Administradora de Consórcios.
A saída de Brandão era cogitada desde que Bolsonaro expressou descontentamento com o plano de reestruturação do Banco do Brasil – que envolvia a demissão incentivada de mais de 5 mil funcionários, além do fechamento de agências.
Os rumores ganharam força após a demissão do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, por insatisfação de Bolsonaro com a política de preços da estatal. À época ações do Banco do Brasil caíram, arrastadas pela petroleira.
* Com informações da Estadão Conteúdo
DÍVIDAS
Mais uma: Fertilizantes Heringer S.A. (FHER3) pede proteção na Justiça contra credores
28 de agosto de 2026 - 10:34A ALEGRIA DUROU POUCO
Ações da Braskem (BRKM5) disparam 19% com ajuda da Petrobras (PETR4), mas DPU cobra R$ 5 bilhões no fim do dia
27 de agosto de 2026 - 19:56ARRUMANDO A CASA
Advent ganha cadeira na Natura (NATU3): acionistas aprovam entrada da gestora e dispensam OPA
27 de agosto de 2026 - 19:14POR TRÁS DA TESE
Virada de chave da Nvidia (NVDC34) após o balanço: ação sobe mais de 8% e grandes bancos dizem que é hora de comprar
27 de agosto de 2026 - 13:45AMBIÇÃO GLOBAL
Votorantim S.A. faz troca de ações que a deixa mais perto da Nasdaq — mas não é a que você pensa
27 de agosto de 2026 - 13:03OFERTA PÚBLICA DE AQUISIÇÃO
O bilhete premiado de ONCO3 é para todos? Entenda decisão da CVM sobre oferta que exige preço quase 8 vezes mais que o valor atual
27 de agosto de 2026 - 11:15BALANÇOS
Salesforce dobra lucro e ação dispara 14% em Nova York; Nvidia supera projeções, mas investidores castigam papéis
26 de agosto de 2026 - 18:13LISTA NÃO ACABA
Mais uma: dona do Habib’s, Ragazzo e Tendall Grill entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265,2 milhões
26 de agosto de 2026 - 18:05O QUE VEM AÍ
C&A (CEAB3) liga o modo “Full Power”: varejista planeja abrir até 80 lojas e acelerar investimentos até 2030
26 de agosto de 2026 - 16:15FOI ÀS COMPRAS
Desktop (DESK3) engorda portfolio com a compra total de outra empresa de internet, mas ação cai forte na bolsa
26 de agosto de 2026 - 13:00BANHO DE LOJA
O risco da blusinha: roupas da Shein estão ainda mais baratas, e desafio para Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3) fica maior
26 de agosto de 2026 - 12:36ADOCICOU
Peso do El Niño na São Martinho (SMTO3) é menor do que parece: XP eleva recomendação e vê valorização de mais de 50%
26 de agosto de 2026 - 11:30SOB NOVA DIREÇÃO
O que a Ecopetrol reserva para a Brava Energia (BRAV3)? Executivo fala em diminuir dívidas, pagar dividendos e crescer
26 de agosto de 2026 - 10:47CONTRATOS PÚBLICOS RELEVANTES
O que sobrou da Oi (OIBR3)? Serviços terão fase de transição até o fim definitivo
26 de agosto de 2026 - 9:15VAI PINGAR NA CONTA?
Dividendos da Vale (VALE3): o gatilho que ainda passa despercebido, mas pode colocar mais proventos no bolso de quem tem as ações
26 de agosto de 2026 - 6:01AINDA NÃO É DESSA VEZ
R$ 12 bi fora da mesa (por enquanto): Bradesco nega acordo para compra da Amil, mas não fecha as portas para o negócio
25 de agosto de 2026 - 20:04SD EXPLICA
Crise das Casas Bahia (BHIA3): o que realmente aconteceu para levar a varejista à recuperação judicial?
25 de agosto de 2026 - 18:45QUEBROU
De novo: Oi (OIBR3) tem falência decretada pela Justiça pela segunda vez
25 de agosto de 2026 - 15:59VEM COISA BOA POR AÍ?