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Governo do gigante asiático alega que companhia violou as regras de coleta e uso de informações pessoais dos seus usuários
O regulador do espaço digital do governo chinês ordenou às lojas de aplicativos a remoção do app do Didi Chuxing neste domingo (04). O órgão alega que o "Uber chinês" violou as regras de coleta e uso de informações pessoais dos seus usuários, sem detalhar as acusações.
A decisão foi tomada apenas dois dias depois que o regulador iniciou uma revisão da segurança digital da companhia, e apenas quatro dias depois do seu IPO em Nova York, quando captou mais de US$ 4 bilhões. No Brasil, o Didi é dono do app 99, concorrente do Uber.
O governo chinês exige que o Didi corrija os problemas identificados e passe a seguir as exigências e padrões nacionais, tomando medidas para proteger os dados dos seus usuários.
A companhia já divulgou nas redes sociais que já havia paralisado os novos registros de usuários em 3 de julho e que estava trabalhando para retificar o seu app de acordo com as exigências regulatórias.
Apesar do bloqueio do app em lojas virtuais como as da Apple, Huawei e Xiaomi, os cerca de meio bilhão de usuários do Didi podem continuar a utilizá-lo para pedir viagens e outros serviços, desde que tenham baixado o app antes da ordem deste domingo.
O Didi já é alvo de inquérito antitruste junto com outras grandes companhias de internet, como a Tencent. Apenas na sexta-feira, o "Uber chinês" perdeu 11% do seu valor de mercado, depois que o regulador revelou sua investigação.
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As grandes companhias chinesas de tecnologia têm estado na mira do governo do gigante asiático, pela forma como coletam e utilizam dados dos seus clientes ou por práticas anticompetitivas.
*Com Bloomberg
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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