Caixa terá “foco total” no IPO de cinco subsidiárias na B3, incluindo o banco digital
Banco público quer levar para a bolsa as unidades de seguros, cartões, fundos, loterias e o recém criado banco digital, segundo o presidente da Caixa, Pedro Guimarães

A Caixa Econômica Federal pretende retomar os planos de levar para a bolsa cinco de suas subsidiárias via oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês), interrompidos pela crise.
A abertura de capital das unidades na B3 — inclusive do banco digital criado no ano passado — é “foco total” na instituição, afirmou hoje Pedro Guimarães, presidente da Caixa.
A unidade em estágio mais avançado para o IPO é a Caixa Seguridade. O processo foi adiado por duas vezes em meio à crise nos mercados provocado pela crise do coronavírus.
“Não faremos nada sem a precificação correta, mas agora não há mais dúvida”, disse Guimarães, durante evento virtual promovido pelo Credit Suisse.
O presidente da Caixa disse, inclusive, que já existe uma demanda de investidores equivalente a duas vezes a oferta pelo IPO da holding que vai reunir as participações em seguros do banco público.
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A Caixa também pretende vender para investidores na bolsa uma participação de seu recém-criado banco digital, o "Caixa Tem", que segundo o executivo conta com 105 milhões de clientes. O IPO, porém, só pode acontecer depois da autorização do Banco Central.
O aval do BC também é necessário para a abertura de capital da unidade de gestão de fundos da Caixa, que conta com aproximadamente R$ 500 bilhões em ativos. “A operação de asset tem um potencial enorme de melhorar, basicamente porque tinha foco em fundos de renda fixa, que tem uma margem muito comprimida.”
Guimarães disse que o banco também pretende abrir o capital da unidade de cartões e meios de pagamento, que ganhou evidência no fim do ano passado com a entrada em operação do PIX, o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central. A subsidiária de cartões foi reforçada com a participação que a Caixa detém na bandeira de cartões Elo.
O presidente da Caixa disse ainda que o banco só pretende buscar parceiros privados para uma eventual associação nas subsidiárias após a abertura de capital, “com a participação e crítica do mercado”.
De todos os IPOs planejados, o único que não depende exclusivamente do banco é o da unidade de loterias. Guimarães disse que existe uma questão legal sobre a abertura de capital porque o banco possui apenas uma permissão do governo de ser o agente operador de loterias.
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