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Na abertura de capital, em fevereiro deste ano, empresa levantou R$ 500,1 milhões; com operação, a companhia diz aproveitar “bom ciclo das commodities”
A BrasilAgro (AGRO3) vendeu uma área de 3.723 hectares (2.694 hectares úteis) da Fazenda Alto Taquari, propriedade rural localizada no Município de Alto Taquari (MT), segundo informou a companhia nesta quinta-feira (7).
O valor da venda foi de 1.100 sacas de soja por hectare útil ou R$ 589,0 milhões (~R$ 218.641/ha útil). No IPO em fevereiro deste ano, a empresa levantou R$ 500,1 milhões, em uma operação em que R$ 440 milhões foram para o caixa da companhia.
"Esta venda é um marco para a companhia, não só pelo tamanho, mas principalmente pela capacidade de geração de valor, otimizando os retornos operacionais e imobiliários, aproveitando o bom ciclo das commodities", disse a BrasilAgro em comunicado.
Do ponto de vista contábil, o valor da área da fazenda nos livros da companhia é de R$ 31,3 milhões (incluindo aquisição mais investimentos líquidos de depreciação) e tem uma TIR (Taxa Interna de Retorno) esperada em reais de 19,9%, segundo a empresa.
A BrasilAgro é uma das maiores empresas brasileiras em quantidade de terras agricultáveis e com foco na aquisição, desenvolvimento, exploração e comercialização de propriedades rurais com aptidão agropecuária.
A entrega da posse das áreas e, consequentemente, o reconhecimento da receita de venda, será realizada em duas etapas. Sendo, 2.566 hectares (1.537 ha úteis) em outubro de 2021, no valor de aproximadamente R$ 336,0 milhões e 1.157 hectares úteis em setembro de 2024, no valor de aproximadamente R$ 253,0 milhões.
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A companhia diz que continuará operando as áreas até a entrega da posse. O comprador pagou inicialmente R$ 16,5 milhões. Ainda neste ano, haverá pagamento adicional de R$ 31,4 milhões e o saldo remanescente é indexado em sacas de soja com pagamentos anuais com prazo médio de 3,9 anos.
"Considerando esta venda, vendemos toda as áreas de chapada da Fazenda Alto Taquari, restando 1.308 hectares (809 ha úteis) no portfólio".
BrasilAgro, em comunicado.
Segundo a empresa, a área remanescente é adjacente às áreas já vendidas, "mas possui características distintas de solo e altitude e, mesmo não sendo áreas de chapada, estão ocupadas com o cultivo com cana-de-açúcar".
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