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A situação atual do mercado e a fila de companhias de saúde prontas para abrirem o capital prejudica a rede de hospitais
A trajetória da Mater Dei (MATD3) na bolsa de valores começou com o pé esquerdo. As ações da rede de hospitais privados de Minas Gerais operam em queda desde os primeiros negócios e chegaram a recuar mais de 5% nas mínimas.
No início da tarde, o apetite pelos papéis da empresa teve uma leve melhora e, por volta das 14h45, a queda era de 2,81%, a R$ 16,95.
Antes mesmo da estreia a companhia já havia encontrado obstáculos para a conclusão de sua Oferta Pública Inicial (IPO, da sigla em inglês). Com a pressão de potenciais investidores durante o período de reserva de ações, a companhia deu um desconto de 20% na faixa indicativa e precificou os papéis em R$ 17,44.
Mesmo assim, a empresa conseguiu levantar R$ 1,4 bilhão com a operação. Os recursos serão destinados à compra de hospitais e construção de novas unidades.
A cerimônia que marca a estreia das ações da Mater Dei vai acontecer antes do fechamento do pregão desta sexta-feira da B3, às 16h45. Você pode conferir no vídeo abaixo.
O valor do IPO ficou abaixo das expectativas da Mater Dei – o plano era arrecadar algo em torno de R$ 1,9 bilhão – por dois fatores. O primeiro é a situação atual do mercado. Com a alta volatilidade e incertezas econômicas, os investidores estão um pouco mais cautelosos em seus aportes, especialmente quando se trata de uma novata.
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Fora que muitos estrangeiros migraram seus recursos para outros locais, principalmente os Estados Unidos, cuja economia dá sinais de retomada.
O segundo ponto tem a ver com a dinâmica do segmento de saúde. Há uma fila enorme de companhias deste mercado prontas para entrar na B3, ou que estrearam recentemente. Temos outras duas redes hospitalares com ofertas na praça, o Hospital Kare e a Kora Saúde, além da farmacêutica Blau.
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