Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Entrevista exclusiva

A Ânima deu uma grande tacada e suas ações (ANIM3) sobem 20% em um ano. Agora o CEO da empresa conta o que esperar daqui para frente

Marcelo Bueno, CEO da Ânima, conversou com o Seu Dinheiro sobre os planos da empresa após a aquisição da Laureate, concluída em maio

Marcelo Bueno, CEO da Ânima Educação
Marcelo Bueno, CEO da Ânima Educação - Imagem: Ânima Educação

Quando a compra dos ativos da Laureate no Brasil foi fechada, em novembro do ano passado, Marcelo Bueno concretizava um de seus objetivos mais antigos. Um dos fundadores da Ânima Educação — e, hoje, CEO do grupo —, ele via a junção dos dois conglomerados como uma espécie de sonho a ser perseguido.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O poder dessa rede... É quase como se todas as PUCs do país se unissem", disse Bueno, em conversa com o Seu Dinheiro no começo do mês. Mas engana-se quem acha que a história termina aqui: apesar da complexidade da transação com a Laureate, o executivo faz questão de ressaltar que a Ânima segue atenta às oportunidades de fusão e aquisição no mercado.

Afinal, o setor passa por um momento de transformações. Com a pandemia, as tendências de digitalização do ensino foram aceleradas — e, mesmo com a vida lentamente voltando ao normal, a lógica da educação superior foi virada de ponta-cabeça.

Pense no setor de varejo: as lojas físicas seguem fortes, mas, hoje, o consumidor pode escolher a forma mais conveniente para fazer suas compras. O e-commerce se desenvolveu muito, as plataformas de vendas digitais são obrigatórias para qualquer marca e o desenvolvimento de ecossistemas de vendas faz toda a diferença para as empresas.

A Ânima vê um movimento semelhante no setor de educação — e tem uma inspiração para liderar esse processo:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Magazine Luiza é referência. As empresas saíram da dicotomia entre online e presencial, como se fosse separado, e adotaram o omnichanel

Leia Também

PEDIDO ENTREGUE

A briga entre Amazon, Mercado Livre e Shopee pela entrega relâmpago: como você pode lucrar com os bastidores da corrida do e-commerce

TEMPORADA DE BALANÇOS

Com resultado à altura das expectativas e sinais de que está preparada para a guerra, Cury (CURY3) salta na bolsa

Marcelo Bueno, CEO da Ânima Educação
Onde Investir no 2o semestre de 2021

Baixe já o seu!

Conquiste a sua medalha de investidor com as nossas dicas de onde investir no segundo semestre de 2021 neste ebook gratuito.

Ânima digital

O "modelo Magalu" de transição digital não foi adotado somente a partir de 2020, quando a Covid-19 forçou a migração para o ensino a distância. A Ânima já vinha fazendo movimentos nesse sentido desde 2017 — e a aposta em educação híbrida lá atrás acabou se mostrando acertada.

Em 2020, mesmo com a pandemia, a receita líquida da Ânima saltou 20,4% em relação ao ano anterior, chegando a R$ 1,4 bilhão; o Ebitda avançou 75% na mesma base de comparação. Ainda assim, a empresa teve prejuízo de R$ 41,1 milhões no ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar das perdas, a Ânima teve um 2020 relativamente sólido na comparação com seus principais rivais do setor de educação na bolsa:

2020 (R$ mi)Receita líquidaEbitdaResultado líquido
Ânima 1.421,6 (+20,4%) 271,6 (+10,6%)-41,1 (lucro de R$ 23,9 mi em 2019)
Ser Educacional 1.250,5 (-2%) 316,7 (-5,4%)165 (+21%)
Cogna 5.899,1 (-16,1%) 689,6 (-70,7%)-907,5 (lucro de R$ 779,1 mi em 2019)
Yduqs 3.853,7 (+8,1%) 895,3 (-29%)98,2 (-84,8%)

Naturalmente, as empresas tiveram desafios diferentes ao longo de 2020: Cogna e Yduqs passaram por reestruturações internas que trouxeram ainda mais turbulência ao ano já difícil; quanto à Ser Educacional, você pode ler mais em nossa entrevista exclusiva com Jânyo Diniz, presidente da companhia.

Mas, voltando à Ânima: quando a necessidade de educação a distância se fez imperativa, o grupo já possuía as ferramentas necessárias para manter as atividades sem grandes impactos na qualidade do ensino.

"Quando eu assumi como CEO, em 2018, eram três Ânimas: uma com EAD, uma semipresencial e uma presencial", disse Bueno. "Era como se fossem três chassis, as empresas não se conversavam. Unificamos tudo com o E2A".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O E2A, no caso, é a sigla para Ecossistema Ânima de Aprendizagem, cuja implantação começou em 2017 — uma espécie de reorganização do sistema de ensino, com conteúdos organizados por competências, cursos sem uma grade linear pré-estabelecida e ferramentas digitais para complementar o ensino.

Queremos ser uma líder digital, quebrar barreiras entre o presencial e o virtual, com aprendizagem personalizada e em escala

Marcelo Bueno, CEO da Ânima Educação

De fato, há paralelos entre as trajetórias da Ânima e do Magazine Luiza: ambas se esforçaram precocemente para o desenvolvimento de seus ambientes digitais — e ambas colheram bons resultados no futuro.

A abordagem a la Magalu, no entanto, não explica sozinha o bom desempenho da Ânima durante a pandemia. A empresa também passou por uma mudança gradual de estratégia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Ânima resultados

Tíquete alto = tíquete resiliente

No começo da pandemia e com a obrigatoriedade do ensino a distância, Cogna e Yduqs pareciam despontar como nomes mais fortes do setor: as duas já tinham uma base forte de EAD e mensalidades relativamente baixas — o que levava a crer que captariam mais e mais alunos.

Só que, passados alguns meses, a tese não se mostrou verdadeira. Cursos a distância mais baratos foram vistos como dispensáveis dentro do orçamento apertado dos alunos, e a evasão dessas empresas cresceu fortemente.

E, no que parece ser contraditório à primeira vista, os cursos superiores de tíquete mais alto foram os mais resistentes — seja pela necessidade de laboratórios e outras instalações, pela concorrência acirrada ou pela percepção de valor e qualidade por parte dos alunos.

E a Ânima e a Ser Educacional, as duas companhias que tiveram um 2020 mais forte, possuem uma oferta maior de cursos com essas características, com foco em Medicina e ciências biológicas — na Ânima, a Universidade São Judas é exemplo de oferta desse tipo de graduação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Ânima, em específico, criou a Inspirali, uma vertical dentro da empresa que concentra os cursos de Medicina. Ao fim do primeiro trimestre de 2021, eram 4.840 alunos matriculados nessas graduações, com 873 vagas disponíveis — o que eleva o tíquete médio da companhia:

Ânima alunos

Nesse sentido, a aquisição da Laureate ia muito além do sonho de Bueno: com universidades e faculdades com cursos de Medicina em seu portfólio, o grupo representava uma oportunidade única de expandir a Inspirali, elevando o tíquete e trazendo cursos resilientes à Ânima.

Disputa ferrenha

A Laureate, na verdade, é um grupo americano de educação superior com presença em vários países. No Brasil, sua carteira tinha nomes de peso, como a Anhembi Morumbi e a FMU, em São Paulo — ao todo, eram 12 ativos.

Mas, nos últimos anos, a Laureate tem passado por um enxugamento de seu portfólio global, vendendo suas operações em diversos países. E, no Brasil, Ser Educacional e Ânima travaram uma batalha acirrada para ficar com a carteira do grupo americano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A disputa, afinal, fazia sentido: tanto Ser quanto Ânima tinham sinergias óbvias com a rede da Laureate. Em termos geográficos, as faculdades e universidades eram complementares à rede de ambas; no lado operacional, o grupo americano tem ativos bem conceituados em termos de qualidade de ensino e já estava relativamente avançado no processo de digitalização.

A Ser fez o primeiro movimento: firmou acordo para a compra dos ativos da Laureate em setembro, por R$ 4 bilhões; a Ânima contra-atacou, oferecendo R$ 4,4 bilhões e uma arquitetura de transação mais sofisticada: a FMU seria vendida ao fundo Farallon de antemão, de modo a evitar entraves no Cade.

A proposta mais elevada e as facilidades para aprovação do processo acabaram por seduzir a Laureate — o que, obviamente, deixou a Ser descontente e criou um risco de judicialização do processo. Tudo, no entanto, foi resolvido diretamente entre as partes.

A Ânima pagou R$ 180 milhões à Ser, referente à quebra do contrato previamente firmado da segunda com a Laureate. Além disso, concedeu à Ser a opção de exercer direitos de compra de alguns ativos do grupo americano — três deles acabaram trocando de mãos, pelos mesmos R$ 180 milhões:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Faculdade Internacional da Paraíba (FPB);
  • Centro Universitário dos Guararapes (UniFG); e
  • CEPEDE Business School,

É uma estrutura confusa, eu sei. Vamos tentar simplificá-la:

Os pormenores da transação com a Laureate são importantes porque, afinal de contas, ainda estamos falando de quase R$ 3 bilhões que devem ser equacionados pela Ânima — a operação recebeu sinal verde do Cade em maio.

Ou seja: já no balanço do segundo trimestre, a companhia terá um enorme impulso no lado operacional, com forte expansão da base de alunos e da geração de receita; mas, por outro lado, também precisará lidar com uma enorme pressão nas métricas de endividamento.

Quer saber quais as perspectivas para a bolsa no segundo semestre desse ano? É só clicar no vídeo abaixo, feito especialmente pelo Seu Dinheiro para você:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O futuro da Ânima

O bônus e o ônus da incorporação da Laureate não intimidam Bueno: ele garante que a companhia está tomando uma série de medidas para amortecer o impacto financeiro da aquisição e que todas as travas de endividamento serão respeitadas.

Em abril, a Ânima anunciou a terceira emissão de debêntures no montante de até R$ 2,5 bilhões; em termos de sinergias, a companhia estima que, no período de 2021 a 2025, poderão ser capturados cerca de R$ 350 milhões ao ano.

Por fim, a companhia fechou um contrato de sale & leaseback — quando um imóvel é vendido e alugado de volta — no montante de R$ 171 milhões com a Vinci. O acordo envolve os prédios da UniRitter, no Rio Grande do Sul.

"Temos uma agenda clara de desalavancagem, além da geração de caixa da operação conjugada e os ganhos de sinergia", disse Bueno, afirmando ainda que todos esses fatores conjugados dão à Ânima "bastante tranquilidade".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tanto é que, na entrevista, o executivo deixou claro que a empresa não pretende deixar de olhar para novas oportunidades de fusão e aquisição, apesar do tamanho da mais recente compra — ele diz que startups e edtechs estão no radar, de modo a fortalecer o ecossistema de ensino digital, além de possíveis ativos de Medicina para a Inspirali.

As palavras não foram da boca para fora: há poucos dias, a Ânima anunciou a compra de parte da Gama Academy, uma edtech voltada para a seleção e capacitação de profissionais na área de tecnologia.

Ao fim do primeiro trimestre, a empresa tinha uma posição de caixa líquido de R$ 206,7 milhões. A evolução das métricas de endividamento estarão entre os pontos a serem observados no balanço do segundo trimestre, a ser divulgado em 11 de agosto: os resultados serão os primeiros a incluir a Laureate.

Ânima na bolsa

Todas as peças desse quebra-cabeças foram bem recebidas pelo mercado. As ações ON da Ânima (ANIM3) tiveram ganhos de mais de 20% em 2020, indo na contramão do setor de educação na bolsa, que teve um ano bastante pressionado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em 2021, os papéis acumulam ligeira baixa de 2,5%, embora tenham chegado a subir para além da faixa de R$ 14,00 no começo do mês.

E o que Bueno acha desse processo de digitalização em curso, cujas origens e inspirações remontam ao Magazine Luiza?

Para ele, a pandemia deixou clara a importância de educação de qualidade e a diferença que um bom sistema de ensino a distância pode fazer para os estudantes. E, mesmo com a possibilidade de retorno às aulas presenciais, a digitalização do ensino é um caminho sem volta.

A vida vai ser cada vez mais híbrida e fluida. Não vai mais ter diferença entre presencial e digital, vai ser uma coisa só

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Marcelo Bueno, CEO da Ânima Educação

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
JBS (JBSS3) 13 de maio de 2026 - 11:40
Ações Ibovespa Brasil 12 de maio de 2026 - 19:31
11 de maio de 2026 - 13:20
small caps índice smll bolsa brasileira b3 smal11 9 de maio de 2026 - 12:58
b3 dinheiro bolsa brasileira investimentos ações 8 de maio de 2026 - 14:27
barras de ouro certificados de ouro sorteio empiricus 8 de maio de 2026 - 7:30
Montagem traz um fundo com minério de ferro, uma mão segurando um punhado de minério do lado esquerdo, um gráfico em vermelho e verde na parte inferior e o logo da Vale na parte superior direita. 6 de maio de 2026 - 16:54
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia