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Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu adiar para 2022 sua decisão sobre desestatização, atrasando o cronograma
A privatização da Eletrobras vai ocorrer no segundo trimestre de 2022, afirmou nesta sexta-feira, 17, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, minimizando o atraso da avaliação da capitalização da empresa pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que deveria ter julgado a matéria esta semana.
O TCU decidiu adiar para 2022 sua decisão sobre a desestatização da empresa e condicionou ao aval do órgão fiscalizador a realização de medidas concretas, como assinatura dos novos contratos de usinas hidrelétricas da empresa.
"A decisão do TCU faz parte do processo, mas acredito que vamos cumprir o cronograma", disse Albuquerque durante coletiva do segundo leilão dos excedentes da cessão onerosa dos campos de Atapu e Sépia.
O governo, por sua vez, tem a expectativa de que processo chegue ao fim antes do segundo semestre de 2022, quando a proximidade das eleições intensifica as oscilações no mercado. Na avaliação do governo, isso acabaria inviabilizando a privatização.
Até o final do processo, ainda há um longo caminho a ser percorrido: superada a etapa atual de avaliação dos valores, o TCU vai avaliar o modelo que a companhia escolheu utilizar para a privatização, a capitalização.
O ministro Benjamin Zymler colaborou para evitar a paralisação completa do processo. O TCU acatou sua proposta, que permite ao governo continuar se preparando para a venda enquanto o tribunal ainda não emite seu parecer. Mesmo assim, especialistas do setor temem que não haja tempo hábil para a venda da maior empresa de energia do País.
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Do lado de fora do tribunal também algumas pendências permanecem. Ainda é necessária a aprovação pela assembleia de acionistas da Eletrobras e a conclusão do processo de separação da Eletronuclear e da Itaipu Binacional, já que ambas vão continuar sob o controle acionário da união.
* Com informações do Estadão Conteúdo
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