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O ministro Guedes defende que o PIB e a economia permaneceram estáveis mas os detalhes do número divulgado ontem deixam os economistas apreensivos sobre o futuro
A queda de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do segundo trimestre pegou o mercado financeiro de surpresa ontem (01). Enquanto os primeiros meses do ano foram marcados pela intensificação da terceira onda do coronavírus no país, os meses seguintes vieram acompanhados de um afrouxamento das medidas de isolamento social, criando uma expectativa de crescimento entre os meses de abril e junho.
Mas não é só o PIB que vem decepcionando. A taxa de desemprego, divulgada na terça-feira (31), até recuou mais do que o esperado, a 14,1%, mas ainda atinge 14,4 milhões de brasileiros. Mais cedo, foi a vez da produção industrial patinar e cair mais do que as projeções indicavam — 1,03%.
Ainda que o ministro da Economia Paulo Guedes tente vender a queda do PIB como um sinal de estabilidade da economia, o número desagradou os especialistas. “Parece que caiu um pouquinho, mas quando a gente olha para os detalhes a situação fica um pouco mais dramática”, explica Alexandre Almeida, economista da CM Capital.
Antes de mais nada, Almeida indica que a comparação anualizada, que mostra um crescimento de 12,4% com base no mesmo período do ano passado, não deve ser levada em conta, já que a base comparativa está deprimida pela pandemia do coronavírus. O pico do impacto da doença foi justamente no segundo trimestre de 2020.
Pode até parecer que o PIB recuou na margem, mas, para o economista, é possível perceber uma piora considerável da qualidade da atividade econômica, ponto que acende o sinal amarelo e traz dúvida sobre as projeções dos próximos trimestres e até mesmo 2022.
Confira três razões que levam o economista da CM Capital a olhar preocupado para a queda de vale a pena perceber uma piora considerável da piora da qualidade da atividade econômica
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Embora o setor de serviços tenha mostrado um crescimento relevante de 0,7%, o número mostra apenas uma recuperação parcial da oferta, já que abril e maio foi marcado pela maior circulação de pessoas e a reabertura parcial do comércio. Ou seja: uma correção.
Na sequência, a agricultura também passou por um ajuste significativo. Depois de uma alta de 6,5% no primeiro trimestre, pressionando positivamente a alta de 1,2% do PIB, a situação climática não ajudou. A seca contrasta com o excesso de chuvas em algumas regiões. Além disso, fortes geadas e uma frente fria sem precedentes pegaram as plantações de surpresa.
Mas a maior preocupação é o setor industrial. Depois de cair 0,7% nos meses anteriores, a indústria brasileira mostrou um recuo de 0,2% entre abril e junho, com uma queda significativa também nos investimentos em máquinas e equipamentos para aumentar a produção.
Não é preciso ir muito longe para entender um dos gatilhos, já que saímos de uma taxa básica de juros de 2% ao ano para 5,25%, com a perspectiva de que a elevação da Selic não pare por aí. Essa inclinação da curva de juros encarece a tomada de crédito, dificultando o financiamento e empréstimos para investimentos no setor.
O efeito da elevação dos juros deve acompanhar a atividade econômica por mais algum tempo - o próprio Banco Central já admitiu que para contornar a pressão inflacionária será aceito uma taxa acima do patamar neutro. O processo inflacionário relevante, aliás, é outro fator preocupante, já que se a população consome menos, os setores produtivos também precisam produzir menos.
A crise hídrica que pressiona os índices de inflação também deve seguir trazendo problemas para o setor agrário, mexendo com todo o sistema de irrigação das colheitas. Sem meias palavras, o economista admite: a perspectiva é ruim.
Os dados de depósito na poupança mostram que a população brasileira talvez nunca tenha poupado tanto, mas isso não é necessariamente uma boa notícia. Apenas significa que a incerteza em torno da pandemia faz com que as famílias poupem temendo o futuro.
Quando olhamos para os fatores que influenciam a demanda, a mais importante das variáveis, o consumo das famílias, mostrou um crescimento nulo na margem, mesmo com o retorno do auxílio emergencial. Os únicos fatores positivos foram de expressão menos influente no resultado final - o consumo do governo e o saldo da balança comercial.
O resultado comercial positivo, no entanto, foi gerado por fatores que podem não continuar existindo. Primeiro, temos um crescimento das exportações de carona com o dólar mais forte frente ao real. Em segundo lugar está o bom resultado do setor agrário no primeiro trimestre, que impulsionou o resultado dos últimos meses.
Além dos resultados ruins nos indicadores mais importantes para se firmar um fortalecimento sustentável da atividade - prestação de bens, serviços, indústria e consumo das famílias -, o economista da CM Capital aponta que a conjuntura macroeconômica deve seguir corroborando para roubar o poder de compras das famílias.
Com juros elevados e inflação em alta, a mesma cesta de bens fica cada vez mais cara. Consome-se menos e demanda-se menos de uma indústria que está pagando juros cada vez mais altos e financiamentos mais caros.
O grande sonho do mercado financeiro era de uma recuperação em V - uma queda brusca seguida de uma recuperação acelerada. Mesmo com a queda deste trimestre, o ministro Guedes segue acreditando que o país segue para uma retomada em V, mas os analistas têm lá as suas dúvidas.
Ainda assim, Almeida aponta que as projeções estão sendo refeitas, mas ainda se espera um crescimento relevante com o avanço da vacinação e menos incertezas no radar, o que deve levar as famílias a voltarem a consumir, mas não é possível se esquecer do peso da inflação nesta conta.
A crença de Guedes na recuperação em V tem algum respaldo nos números recente divulgados do mercado de trabalhom que, de fato, mostraram uma recuperação maior do que o esperado. Mas os problemas seguem nos detalhes, principalmente no que chega da indústria.
“Mais importante do que saber o formato da curva de longo prazo, é saber qual vai ser a qualidade desse crescimento. Não adianta nada o setor agrícola surpreender, a balança comercial surpreender, se a nossa indústria não apresentar um crescimento equivalente”.
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