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2021-03-02T07:59:25-03:00
Renan Sousa
Esquenta dos Mercados

Alteração na regra de contribuição sobre o lucro dos bancos pode afetar bolsa hoje

Exterior pouco favorável e cenário interno caótico podem ser um entrave para o investidor no dia de hoje

2 de março de 2021
7:57 - atualizado às 7:59
Bancos - Itaú - Santander - Bradesco - Banco do Brasil
Imagem: Montagem Andrei Morais / Estadão Conteúdo / Shutterstock

Parece que a interferência no preço dos combustíveis ganhou um novo capítulo, e agora vai mexer com pesos pesados da bolsa: os bancos.

No pregão de ontem (1º), parte desse movimento já foi precificado, fazendo a bolsa recuar 0,27%, aos 110.334 pontos, mesmo após ter começado o dia com ganhos de 2%. Mas depois do fechamento, a MP que aumentará a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) foi oficialmente editada pelo Diário Oficial da União (DOU), o que deve atingir fortemente os mercados hoje.

Além disso, a realização de lucros das bolsas do exterior não devem ajudar o Ibovespa a decolar no pregão desta terça-feira (2). Confira os destaques do dia e se prepare:

Um novo capítulo de um mesmo livro

Na nova empreitada contra a alta do preço do diesel, o presidente da República, Jair Bolsonaro afirmou que editará um decreto para isenção de impostos do diesel por dois meses e do gás de cozinha indefinidamente. 

Bolsonaro já havia dito que tomaria alguma medida nesse sentido, mas agora apresentou como fará a compensação para retirar esses tributos: aumentar os impostos sobre carros para pessoas com deficiência (PCD), indústria química e instituições financeiras.

O aumento do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para carros de PCD e a retirada do Regime Especial da Indústria Química (Reiq) não devem ser sentidos pelo mercado no primeiro momento. Entretanto, o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) já foi precificado ontem pelos bancos e deve atingir os mercados ainda hoje.

O CSLL passará de 20% para 25% até 31 de dezembro de 2021, como mostra a edição extra do Diário Oficial da União (DOU), publicada na noite de ontem. Também haverá um aumento de 15% para 20% para distribuidoras de valores mobiliários, corretoras de câmbio, sociedades de crédito, financiamento e investimentos, administradoras de cartões de crédito, sociedades de arrendamento mercantil e associações de poupança e empréstimo.

Somente em 1º de janeiro de 2022 a alíquota voltará ao patamar de 15%.

As alterações ocorrerão por meio de medida provisória (MP) que deverá ser aprovada pela Câmara.

Enquanto isso…

A Petrobras anunciou uma nova alta nos preços dos combustíveis. O valor da gasolina e do diesel deve subir até 5% a partir desta terça-feira (2) nas refinarias.

Com isso, a gasolina passa a ser vendida para distribuidores pelo preço de R$ 2,60 por litro e o diesel a R$ 2,71 por litro. O preço do botijão de gás também passará por uma elevação, indo para R$ 3,05 por quilo.

Vacina vem?

Além disso, o presidente Jair Bolsonaro vetou nesta segunda-feira (1º) uma medida provisória que autoriza o governo a aderir ao consórcio Covax Facility. O ponto principal da MP diz que a Anvisa tem até cinco dias para aprovar uma vacina que já passou por aprovação em outras agências regulatórias dos EUA, Europa, Reino Unido ou China.

Na prática, isso pode atrasar a compra e aprovação de novos imunizantes, mesmo de caráter emergencial. O diretor da Anvisa afirma que esse veto visa proteger os brasileiros de possíveis vacinas com efeitos colaterais. 

Além disso, foi retirada a permissão de entes da federação (estados e municípios) de tomar medidas a favor da imunização em casos de omissão do governo federal. 

Paulo Guedes e o auxílio

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a vacinação em massa é importante para a população, em entrevista ao canal Primo Rico. O ministro afirmou que o auxílio será em parcelas de R$ 250 e que não foi pago ainda porque exige a aprovação da PEC emergencial, que traz contrapartidas de despesas.

A vida lá fora

As bolsas asiáticas fecharam em baixa, em um movimento de realização de lucros após engatarem alta no pregão de ontem com o noticiário dos EUA. Já as bolsas europeias operam de maneira mista após o aviso da Organização Mundial da Saúde (OMS)  sobre o avanço da pandemia de coronavírus no continente e o noticiário empresarial.

Em Nova York, a ressaca das altas se converteu em baixa na manhã desta terça-feira. O mercado também reagiu positivamente à retração dos Treasures, os títulos do Tesouro americano, que se valorizaram na semana passada. Hoje, o mercado externo deve operar em movimento de realização de lucros.

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