PEC dos Precatórios abre espaço de R$ 33,5 bi no orçamento em 2022, diz ministério
Ministério da Economia divulgou detalhes sobre a proposta de parcelamento das dívidas judiciais do governo, que possibilitaria turbinar o Bolsa Família em ano eleitoral

O Ministério da Economia divulgou nesta terça-feira (10) uma apresentação detalhando a quantidade de precatórios que serão parcelados de acordo com a PEC enviada ao Congresso na segunda-feira (09). A proposta da PEC dos Precatórios parcela o pagamento de dívidas judiciais do governo com empresas, servidores e beneficiários da Previdência, abrindo espaço de R$ 33,5 bilhões no orçamento de 2022 para turbinar o Bolsa Família em ano eleitoral.
"Todos os precatórios de pequeno valor, abaixo de R$ 66 mil, sempre estarão fora da regra de parcelamento", reforçou o documento.
A pasta da Economia detalhou ainda que são apenas 47 precatórios com valor individual acima de R$ 66 milhões. Já as dívidas de valor intermediário somam 8.771, que serão parceladas quando o montante ultrapassar a disponibilidade de 2,6% da Receita Corrente Líquida (RCL) anual.
De acordo com a pasta, a proposta permitirá o pagamento à vista de todos os precatórios de até R$ 455 mil em 2022. "Apenas 3,3% (8.771) de um total de 264.717 atingidos pelo parcelamento", destacou.
O documento aponta ainda a criação de um "encontro de contas" com devedores da União, incluindo estados e municípios. Ou seja, o governo poderá pagar os precatórios de dívidas com a União.
Leia Também
Dentro do Teto
O secretário especial do Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, Bruno Funchal, enfatizou nesta terça-feira que a equipe econômica não considera uma boa alternativa começar a excluir do teto de gastos despesas como os precatórios. A manobra chegou a ser cogitada por lideranças do governo no Congresso.
"No fundo os precatórios acabam sendo uma despesa que continuaria sem previsibilidade. Haveria menos incentivo para entender por que essa despesa cresce tanto. Além disso, tirando precatório do teto, abriria espaço grande no orçamento. Pode soar muito como oportunismo", destacou o secretário. "Neste momento, entendemos que PEC do Precatórios é melhor que tirar do teto", completou.
O secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, repetiu que o governo quer parcelar os pagamentos justamente para respeitar o teto de gastos. "É uma âncora fiscal importante. É um precedente ruim tirar uma despesa dessa magnitude do teto. No limite, poderíamos voltar para ideias do passado que não eram boas, como tirar a Previdência do teto para solucionar um problema. Mas a solução foi fazer a reforma (do INSS)", avaliou.
Bittencourt lembrou que, como os precatórios não estão na alçada do Executivo, não há como se fazer uma reforma nessa despesa. "O que o governo tem a fazer é executar as coisas com correção para não ser condenado nas discussões judiciais. Uma vez que a Justiça tenha dado ganho de causa (nos precatórios), cabe ao governo fazer um fluxo de pagamento condizente com as normas fiscais. Isso que a gente está propondo com a PEC", concluiu.
Surpresa
Bruno Funchal reconheceu que o governo foi pego de surpresa com o volume de precatórios de quase R$ 90 bilhões em 2022, mas alegou que, mesmo se o montante tivesse sido previsto com exatidão, não caberia no teto de gastos do próximo ano.
Jeferson Bittencourt argumentou que não há como prever quando o Judiciário irá inscrever cada um desses precatórios, para que eles tenham que ser incorporados de fato ao orçamento. "Talvez tenha um ponto em que a gente tenha pecado, que é explicar para a sociedade como os precatórios entram no processo orçamentário", avalia Bittencourt. "Colocamos no anexo de riscos fiscais, mas sem materialidade do prazo de suas execuções, de quando vão entrar no Orçamento", alegou.
O procurador-geral substituto da PGFN, Cristiano Neuenschwander Lins de Morais, afirmou ainda que alterações processuais deram maior efetividade às medidas em massa, dificultando uma projeção para esses valores a cada ano. "Sempre há espaço para melhorias, mas é simplista apontar dedo e dizer que é falha. Mesmo que essa previsão fosse feita, não alteraria o teto, e o problema seria o mesmo", concluiu.
*Com informações do Estadão Conteúdo
MAIS INCERTEZA COM 'ONDA AZUL'
A guerra no Irã vai acabar? O que as eleições nos EUA podem mudar no preço do petróleo
5 de novembro de 2026 - 19:37DA FESTA AO ENTERRO
‘Onda azul’ na urna, ‘onda vermelha’ na bolsa: o fantasma que derrubou Wall Street após a vitória democrata
5 de novembro de 2026 - 19:09PROMOÇÃO?
Fundos imobiliários vivem maior desconto da história. Pechincha ou armadilha?
5 de novembro de 2026 - 18:01AÇÃO DO MÊS
É hora de ser defensivo: veja a ação mais recomendada para proteger a sua carteira no pós-eleição
5 de novembro de 2026 - 11:57REFORÇO NO CAIXA
Fundo imobiliário pode embolsar R$ 160 milhões com venda de fatias de shoppings; veja ganho por cota
5 de novembro de 2026 - 9:15REAÇÃO AO RESULTADO
Nem todo mundo quer comprar Itaú: por que ITUB4 ainda não convenceu todos os analistas após o 3T26
4 de novembro de 2026 - 16:23VIRADA HISTÓRICA
‘Onda azul’ faz Wall Street disparar, mas vitória democrata pode trazer nova dor de cabeça para Trump
4 de novembro de 2026 - 14:01VISÃO DO GESTOR
O mercado desistiu do Brasil? Gestores reduzem apostas em bolsa e reforçam dólar antes do Copom
4 de novembro de 2026 - 13:15CHAVES NA MÃO
Fundo imobiliário BTLG11 embolsa R$ 56 milhões com venda de fatia de galpão; veja lucro por cota e detalhes da operação
4 de novembro de 2026 - 9:56BOLSA SOB PRESSÃO
Depois de tombo de 10%, XP fica mais cautelosa com a bolsa brasileira, mas aponta 10 ações para investir
3 de novembro de 2026 - 14:02SD ENTREVISTA
Dólar dispara, bolsa cai e Itaú muda a estratégia: chefe de recomendações do banco diz onde investir após as eleições
3 de novembro de 2026 - 13:29REDUÇÃO DA ALAVANCAGEM
Alívio na dívida? CSN (CSNA3) sobe 4% com avanço na venda da divisão de cimentos — mas ainda há desafios no radar
3 de novembro de 2026 - 12:49EX-PACMAN DOS FIIS?
Após onda de compras, ‘Pacman dos FIIs’ coloca imóveis à venda por R$ 530 milhões; veja lucro por cota
3 de novembro de 2026 - 9:39FIM DA GUERRA?
Petróleo fecha em queda de mais de 7% com expectativa de acordo para encerrar guerra no Oriente Médio
2 de novembro de 2026 - 16:19TOUROS E URSOS
Como será o amanhã? As perspectivas para seus investimentos após a eleição e a sangria dos mercados
2 de novembro de 2026 - 13:05CONFIRA
Atenção, investidor: B3 amplia horário de negociação a partir de terça-feira (3)
31 de outubro de 2026 - 18:07ENTENDA O CENÁRIO
JP Morgan faz alerta sobre o Banco do Brasil (BBAS3) e aponta desafio para o próximo trimestre
31 de outubro de 2026 - 13:15ENTRE MORTOS E FERIDOS
Sangria na bolsa deixa varejo e construção civil entre os setores mais castigados, mostra EQI
31 de outubro de 2026 - 9:15SANGRIA NOS MERCADOS
Ibovespa tem pior semana desde março de 2020 e arrasta desempenho mensal para vermelho, com um feito inesperado
30 de outubro de 2026 - 18:23ZERO A ZERO?